
O Corinthians enfrenta o Rosario Central nesta quinta-feira, às 21h30, na Neo Química Arena, em São Paulo, em uma partida decisiva pelas oitavas de final da Copa Libertadores. Depois do empate sem gols no primeiro confronto, disputado na Argentina, o vencedor avançará às quartas de final. Se houver novo empate no tempo regulamentar, a classificação será decidida nos pênaltis.
A expectativa no clube é de uma Neo Química Arena lotada e com forte participação da torcida, considerada um dos principais trunfos do Corinthians para o confronto. A equipe precisa transformar o ambiente favorável em intensidade dentro de campo, mas também terá de controlar a ansiedade diante de um adversário que mostrou organização no primeiro jogo.
O empate em Rosario deixou o confronto completamente aberto. Na partida de ida, as duas equipes tiveram momentos equilibrados, e o Corinthians ainda precisou lidar com a expulsão de Allan, que está suspenso e não poderá participar do duelo desta quinta-feira. Uma vitória simples coloca o Timão nas quartas de final.
O técnico Fernando Diniz terá algumas dificuldades para montar a equipe. Além de Allan, o Corinthians não contará com Yuri Alberto e Pedro Raul, ambos lesionados. André continua em recuperação muscular, enquanto outros jogadores permanecem afastados por problemas físicos. A principal novidade pode ser Memphis Depay, que voltou aos treinamentos após resolver sua situação contratual com o clube.
Memphis renovou contrato com o Corinthians até julho de 2028 e voltou a trabalhar com o elenco na terça-feira. O atacante holandês, porém, passou um longo período sem disputar partidas e a tendência é que comece no banco de reservas, podendo ser utilizado durante o confronto conforme as necessidades da equipe.
A presença de Memphis, mesmo que por alguns minutos, representa uma alternativa importante para Diniz. O atacante possui capacidade para atuar em diferentes posições ofensivas e pode oferecer experiência justamente em uma partida na qual o Corinthians precisará encontrar espaços diante de uma defesa argentina que deverá jogar de maneira compacta.
O Rosario Central chega a São Paulo em uma situação diferente. A equipe argentina atravessa um bom momento e ocupa a quarta colocação do campeonato nacional, além de estar há quatro partidas sem perder. Entre os resultados recentes está uma vitória sobre o River Plate fora de casa, resultado que reforçou a confiança do adversário antes da decisão continental.
O principal nome do Rosario Central é Ángel Di María. O atacante argentino representa uma das maiores preocupações para a defesa corintiana pela capacidade de criar jogadas, encontrar espaços e decidir partidas em momentos importantes. Junto com Campaz, ele forma uma das principais armas ofensivas da equipe comandada por Jorge Almirón.
O Corinthians, por sua vez, precisará evitar que o adversário encontre liberdade pelos lados do campo. O Rosario Central demonstrou no primeiro jogo que consegue atacar pelas laterais e explorar espaços quando encontra o rival desorganizado, algo que pode se tornar perigoso caso o time brasileiro se lance ao ataque de maneira precipitada.
A estratégia de Diniz deverá buscar maior controle da partida. O Corinthians não precisa marcar nos primeiros minutos e pode utilizar a posse de bola para movimentar a defesa argentina antes de acelerar as jogadas ofensivas. Ao mesmo tempo, jogar em casa aumenta a pressão para buscar o resultado.
O cenário também exige atenção aos contra-ataques. Com o placar agregado empatado, o primeiro gol poderá modificar completamente a dinâmica do confronto. Se o Corinthians marcar, o Rosario Central será obrigado a se expor mais. Caso os argentinos saiam na frente, o time paulista terá de buscar dois gols para evitar a eliminação.
A equipe brasileira chega à decisão pressionada também pelo momento recente no Campeonato Brasileiro. O Corinthians ocupa atualmente a nona posição e vem de uma derrota para o Cruzeiro, resultado que aumentou as cobranças sobre o desempenho defensivo e elevou ainda mais a importância da Libertadores para a temporada.
A competição continental passou a ser uma das grandes prioridades do Corinthians em 2026, especialmente depois da eliminação na Copa do Brasil. Uma classificação para as quartas de final representaria não apenas a continuidade do clube no principal torneio sul-americano, mas também uma oportunidade de recuperar confiança diante da torcida.
O histórico recente da competição mostra ainda a importância de aproveitar o fator casa. O Corinthians encerrou a fase de grupos como líder de sua chave e chegou às oitavas de final com uma campanha que lhe permitiu decidir a classificação diante de sua torcida.
Agora, entretanto, não existe vantagem acumulada. O 0 a 0 do primeiro jogo faz com que praticamente tudo precise ser decidido em São Paulo. Não há gol qualificado como critério de desempate, e um novo empate levará a disputa diretamente para as cobranças de pênaltis.
A torcida terá papel importante nesse cenário. A pressão das arquibancadas pode dificultar a saída de bola do Rosario Central e aumentar a intensidade do Corinthians, mas também pode gerar ansiedade caso o gol demore a aparecer.
Para Fernando Diniz, o desafio será encontrar o equilíbrio entre atacar e manter a organização. O Corinthians precisa vencer, mas não pode transformar a necessidade de vitória em espaços para o adversário explorar.
O vencedor deste confronto enfrentará o Estudiantes de La Plata nas quartas de final da Libertadores. Portanto, além da classificação, o duelo desta quinta-feira já define o próximo adversário na caminhada pelo título continental.
Corinthians e Rosario Central entram em campo às 21h30, na Neo Química Arena, com uma vaga nas quartas de final em jogo. O empate sem gols na Argentina deixou a decisão completamente aberta, e o Corinthians terá a força de sua torcida, o fator casa e a possibilidade de contar com Memphis Depay como alternativas para buscar a classificação. Do outro lado, o Rosario Central chega confiante e com jogadores capazes de decidir a partida. Quem vencer avança; se ninguém conseguir superar o adversário nos 90 minutos, a vaga será definida nos pênaltis.
ACERCA DEL CORRESPONSAL
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