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Um novo ciclone extratropical começa a se formar nesta quinta-feira (20) entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai e deve impulsionar uma frente fria pelo Centro-Sul do Brasil, provocando temporais, ventos fortes e uma queda acentuada das temperaturas. A mudança ocorre depois de vários dias de calor acima da média em diferentes regiões do país e deverá ser mais intensa no Sul, antes de alcançar áreas do Sudeste e do Centro-Oeste.
O Rio Grande do Sul será uma das áreas mais afetadas inicialmente, com previsão de chuva forte, trovoadas, possibilidade de granizo e rajadas de vento. Em algumas regiões, os acumulados podem ser elevados, enquanto os ventos podem superar 80 km/h. O sistema também deverá provocar instabilidade em Santa Catarina e no Paraná.
A formação do ciclone está associada ao encontro de diferentes massas de ar e ao aprofundamento de uma área de baixa pressão. Esse processo, conhecido como ciclogênese, ajuda a organizar e intensificar a frente fria que acompanha o sistema. À medida que o ciclone avançar em direção ao oceano, o ar frio deverá ocupar o espaço deixado pelo ar quente.
No Sul, a mudança será sentida primeiro pela chuva e pelos ventos. Depois, a entrada da massa de ar polar provocará uma queda expressiva nos termômetros. As temperaturas poderão ficar próximas de 0°C em algumas áreas do Rio Grande do Sul durante o fim de semana, especialmente em regiões serranas e no interior do estado.
Santa Catarina também deverá enfrentar uma combinação de chuva, vento e queda de temperatura. Há possibilidade de granizo, raios, destelhamentos, queda de árvores e interrupções no fornecimento de energia durante os períodos de maior instabilidade. A tendência é de melhora gradual a partir de sexta-feira, com o afastamento da frente fria e a entrada de ar mais seco e frio.
No Paraná, a frente fria deve avançar principalmente pelo oeste e pelo sul do estado. A passagem do sistema poderá provocar chuva acompanhada de trovoadas e rajadas de vento, seguida por uma queda significativa das temperaturas. Áreas do sul paranaense poderão registrar mínimas próximas de 5°C, de acordo com as projeções meteorológicas disponíveis.
A mudança será particularmente perceptível porque ocorre depois de uma sequência de dias de calor. O país vinha registrando um período de temperaturas elevadas, com máximas próximas ou superiores a 40°C em partes do Centro-Oeste e do Norte. A chegada do ar polar representa uma virada importante no padrão atmosférico, especialmente no Centro-Sul.
São Paulo também deverá sentir os efeitos da frente fria, embora a mudança ocorra depois da passagem do sistema pelo Sul. A previsão indica queda das temperaturas e possibilidade de chuva em algumas áreas. Na capital paulista, as mínimas podem chegar a aproximadamente 10°C ou 11°C durante o fim de semana, depois de dias com temperaturas muito mais elevadas.
No Rio de Janeiro e no Espírito Santo, a influência será mais moderada, mas também poderá haver mudança na nebulosidade, chuva e redução das temperaturas. O avanço da frente fria pelo oceano deverá alterar as condições atmosféricas principalmente a partir do fim de semana.
O contraste será grande dentro do próprio Sudeste. Enquanto a frente fria começa a avançar, Minas Gerais ainda deverá permanecer predominantemente seco e quente em grande parte do estado, com algumas regiões sob alertas relacionados à baixa umidade. A influência mais significativa da frente fria sobre o estado dependerá da evolução do sistema nos próximos dias.
No Centro-Oeste, o avanço do ar frio também poderá provocar uma mudança importante, especialmente em Mato Grosso do Sul. Enquanto áreas do centro e do norte da região ainda terão temperaturas elevadas, o sul do Mato Grosso do Sul poderá registrar mínimas próximas de 10°C com a chegada da massa de ar frio.
A chegada do sistema acontece depois de um período de calor atípico que atingiu diversas regiões brasileiras. O chamado veranico levou temperaturas para perto de 40°C ou mais em partes do Centro-Oeste e do Norte, enquanto áreas do Sudeste também registraram máximas elevadas e baixa umidade.
A mudança não significa, porém, que todo o país ficará frio. O ar polar terá maior influência sobre o Sul, parte do Sudeste e áreas do Centro-Oeste, enquanto o Norte e boa parte do Nordeste continuarão com temperaturas mais altas.
O principal ponto de atenção durante a passagem do ciclone será a combinação de chuva intensa e vento. Em determinadas áreas, as rajadas podem provocar queda de árvores, danos em estruturas, destelhamentos e interrupções no fornecimento de energia elétrica. A população das regiões sob alerta deverá acompanhar as orientações da Defesa Civil e dos órgãos meteorológicos.
Outro fator importante será a possibilidade de temporais localizados. Mesmo quando os acumulados de chuva não são extraordinários em toda uma região, tempestades concentradas podem produzir volumes elevados em pouco tempo, aumentando o risco de alagamentos e enxurradas.
Depois da passagem da frente fria, o cenário muda novamente. O ar frio e seco deverá avançar pela retaguarda do sistema, provocando uma queda mais acentuada das temperaturas principalmente entre sábado e domingo.
O pico do frio deverá ocorrer no fim de semana, quando a massa de ar polar estará mais estabelecida sobre o Centro-Sul. Em áreas de maior altitude do Sul, existe possibilidade de geada e temperaturas próximas ou abaixo de zero.
A previsão também aponta para uma segunda incursão de ar frio nos próximos dias, o que pode prolongar o período de temperaturas baixas em algumas áreas. Modelos meteorológicos já indicavam desde o início da semana uma sequência de episódios de frio atingindo o Sul e partes do Sudeste.
O episódio reforça uma característica do inverno brasileiro: períodos de calor intenso podem ser interrompidos rapidamente pela chegada de massas de ar polar, especialmente quando sistemas de baixa pressão e frentes frias avançam pelo continente.
Para agricultores, a mudança também merece atenção. A combinação de chuva intensa, ventos fortes e posterior queda das temperaturas pode afetar lavouras, especialmente em áreas onde plantas sensíveis ao frio estejam em fases vulneráveis.
Nas cidades, os efeitos mais imediatos devem aparecer no trânsito, na rede elétrica e na circulação de pessoas durante os temporais. A queda brusca da temperatura também aumenta a necessidade de atenção com populações vulneráveis, principalmente durante as madrugadas mais frias.
O Brasil passa, portanto, de um cenário de calor e baixa umidade para uma sequência marcada por temporais, ventos fortes e frio no Centro-Sul. O Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná estarão entre os primeiros estados a sentir a mudança, enquanto a frente fria avançará posteriormente em direção ao Sudeste e ao Centro-Oeste.
A situação ainda será acompanhada pelos órgãos meteorológicos, porque a intensidade e a trajetória exatas do ciclone podem sofrer alterações. A principal recomendação para as áreas sob risco é acompanhar os alertas oficiais durante a passagem do sistema e evitar exposição desnecessária durante os períodos de tempestade e ventania.
ACERCA DEL CORRESPONSAL
REDACCIóN CENTRAL
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