
247 – Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) articulam nos bastidores para favorecer a reeleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) à presidência do Senado em fevereiro de 2027. O objetivo central é conter potenciais pedidos de impeachment contra integrantes da Corte na próxima legislatura.
Atuação nos bastidores e preservação mútua
Segundo informações divulgadas pelo UOL, magistrados têm se aproximado de parlamentares, especialmente aqueles com pendências judiciais ou investigações em andamento. A estratégia busca garantir um aliado na presidência do Senado, cargo que detém a prerrogativa exclusiva de dar andamento inicial a denúncias de afastamento de ministros.
A articulação ocorre em meio a investigações que envolvem diretamente nomes do Supremo. O ministro Alexandre de Moraes tem atuado como elo político, aproximando Alcolumbre do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Relatos apontam interações e vínculos profissionais envolvendo o escritório de advocacia da esposa de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, investigado pela Polícia Federal. O ministro nega irregularidades.
Investigações e cenário político
O tribunal também enfrenta pressões decorrentes de apurações envolvendo outros magistrados. Dias Toffoli deixou a relatoria de casos ligados ao Banco Master após a revelação de vínculos empresariais entre fundos do banco e familiares do ministro. Mensagens recuperadas pela Polícia Federal também apontam menções a contratos associados a pessoas próximas ao ministro Kassio Nunes Marques. As investigações seguem em curso sem condenações definitivas.
No âmbito legislativo, o próprio Alcolumbre foi alvo indireto de desdobramentos judiciais. Em fevereiro de 2026, a Operação Zona Cinzenta apurou a aplicação de recursos da Amapá Previdência em letras financeiras do Banco Master, envolvendo ex-colaboradores e familiares ligados ao senador, que declarou defender a apuração rigorosa dos fatos.
Oposição e apoio do Executivo
Apesar da articulação do STF e do apoio do Palácio do Planalto — interessado na governabilidade e na aprovação de pautas como a PEC da Segurança Pública —, Alcolumbre enfrenta resistência da oposição. O grupo oposicionista é liderado por Rogério Marinho (PL-RN), respaldado por uma bancada de 29 senadores do PL, e por Tereza Cristina (PP-MS).
A mobilização do Judiciário em torno da permanência de Alcolumbre ocorre também em um contexto de pressão pública. Pesquisa AtlasIntel de setembro indicou índices expressivos de apoio popular ao impeachment de ministros, reforçando a prioridade da Corte em blindar a chefia do Senado contra o avanço de processos de afastamento.
https://www.brasil247.com/poder/ministros-do-stf-articulam-reeleicao-de-alcolumbre-por-temor-de-impeachment/
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