
247 – O Palácio do Planalto trabalha com a expectativa de uma ampla presença de líderes estrangeiros na cerimônia de posse do presidente Lula (PT) para o seu quarto mandato, agendada para 5 de janeiro de 2027. Embora os convites oficiais ainda não tenham sido formalmente disparados aos governos estrangeiros, assessores presidenciais fundamentam a projeção otimista tanto no histórico de posses anteriores quanto na expressiva quantidade de telefonemas e mensagens recebidas pelo presidente após a confirmação de sua vitória nas urnas de 2026, relata Igor Gadelha, do Metrópoles. Logo após o resultado do pleito, ocorrido em 25 de outubro, o chefe do Executivo brasileiro dedicou pelo menos dois dias a atender ligações de parabéns vindas de diferentes chefes de Estado e de governo de variadas correntes ideológicas.
Líderes de diferentes espectros políticos telefonam a Lula
A lista de autoridades internacionais que entraram em contato para cumprimentar o presidente brasileiro abrange líderes de espectros políticos distintos. Entre os interlocutores estavam presidentes alinhados à direita, a exemplo de José Antonio Kast, do Chile; Rodrigo Paz, da Bolívia; e Nayib Bukele, de El Salvador. A rodada de congratulações internacionais também incluiu nomes com perfil político à esquerda, como a presidente do México, Claudia Sheinbaum; o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi; e o presidente do Conselho Europeu, António Costa.
Diante desse cenário de contatos diplomáticos intensos logo após a reeleição, assessores do Planalto avaliam que os presidentes dos países vizinhos na América do Sul comparecerão à capital federal para a solenidade de janeiro. A única ausência projetada pela diplomacia e pela equipe de auxiliares é a do presidente da Argentina, Javier Milei. Aliado de Flávio Bolsonaro (PL), o líder argentino ainda não reconheceu a vitória de Lula no processo eleitoral brasileiro.
Relação com os Estados Unidos e ausência de Donald Trump
No tocante à participação de potências globais, a tradição diplomática indica que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deverá receber o convite protocolar para o evento. No entanto, o histórico de cerimônias anteriores sinaliza que Washington costuma enviar um representante de alto escalão em vez de contar com a presença do próprio chefe da Casa Branca. Na posse de Dilma Rousseff (PT) em 2011, por exemplo, o governo norte-americano foi representado pelo então vice-presidente Joe Biden, enquanto nas demais ocasiões enviou autoridades de escalões inferiores.
Para a posse marcada para o início de janeiro, a projeção interna no Planalto aponta que a representação oficial dos Estados Unidos poderá ficar sob a responsabilidade do encarregado de negócios. A configuração se desenha porque o governo norte-americano ainda não possui um embaixador oficialmente nomeado e instalado no Brasil. Enquanto a articulação diplomática e o envio de convites avançam, o PT também iniciou a organização de caravanas para mobilizar militantes de todo o país rumo a Brasília para acompanhar o início do quarto mandato presidencial.
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