
247 – A Polícia Civil de São Paulo concluiu o inquérito da Operação Vectura Corrupta neste sábado (7), solicitando a prisão preventiva do ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite e de outros 12 investigados por suposta associação à organização criminosa Primeiro Comando da Capital. A apuração investiga a infiltração da facção criminosa no sistema de transporte público da capital paulista e aponta o envolvimento de ex-gestores públicos e empresários com o grupo. A acusação formalizada pela polícia ainda depende da análise do Ministério Público do Estado de São Paulo e de eventual aceitação pela Justiça para que os envolvidos se tornem réus, mantendo-se o princípio da presunção de inocência até decisão judicial definitiva.
Inquérito policial aponta ex-gestores e familiares ligados à facção
Entre os investigados no relatório final da Operação Vectura Corrupta, que possui 104 páginas, estão Levi dos Santos Oliveira, que atuou como ex-presidente da SPTrans, e Danilo Marco Morgado Silva, ex-candidato à Prefeitura de Praia Grande. Também integra a lista Carla de Paula Muller, apontada como esposa de Antônio José Muller Júnior, conhecido como Granada e apontado pelo Ministério Público como um dos líderes da facção, atualmente cumprindo pena na Penitenciária Federal de Brasília. As investigações detalham que Milton Leite seria o proprietário de fato da empresa Transwolff e exerceria controle direto sobre a operação de outras viações sob influência da organização criminosa. Em depoimento prestado às autoridades policiais, o ex-vereador negou todas as acusações e declarou ser inocente das imputações feitas pela polícia.
Prisões temporárias e transferências marcam desdobramentos do caso
Milton Leite está detido temporariamente desde 18 de setembro deste ano, tendo passado inicialmente pela Cadeia Pública de Mogi das Cruzes e sido transferido posteriormente para o Centro de Detenção Provisória 2 de Guarulhos no último dia 20, devido a suspeitas de recebimento de regalias concedidas por policiais civis no estabelecimento prisional anterior. O relatório policial argumenta que o ex-parlamentar possui elevado poder econômico, alta influência política e teria destruído ou ocultado provas, além de manter contatos com terceiros estranhos ao inquérito enquanto estava recolhido em Mogi das Cruzes. Outros alvos da operação também permanecem presos, como Paulo Sirqueira Korek Farias, apontado como dono das empresas A2 Transportes e Translíder, que foi transferido para o CDP de Caiuá, situado no oeste do estado e a mais de 600 quilômetros da capital. Enquanto isso, o empresário Sérgio Luiz Gevaerd de Oliveira encontra-se foragido, com suspeitas da polícia de que esteja nos Estados Unidos atuando como braço direito de um advogado preso na mesma operação. O Ministério Público do Estado de São Paulo deve analisar o pedido de prisão preventiva no início da próxima semana para definir os próximos passos judiciais contra os indiciados.
https://www.brasil247.com/poder/policia-civil-indicia-milton-leite-e-pede-prisao-preventiva-por-suposta-ligacao-com-o-pcc/
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