
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta 5ª feira (5.nov.2026) que o Brasil só vai atrair capital privado para a mineração se mantiver as contas em ordem e der segurança jurídica a quem investe. A fala foi na 1ª reunião do Cimce (Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos), no Palácio do Planalto.
Segundo Lula, o investidor só aporta recursos se enxergar benefício para os próprios objetivos e retorno financeiro. “Ninguém vai colocar dinheiro aqui por causa dos belos cabelos do Lula e do Alckmin”, disse.
O presidente defendeu “responsabilidade jurídica” e “responsabilidade fiscal”. Afirmou que o governo não pode “brincar” com as parcerias que pretende fechar no setor.
Lula disse que, para atrair capital, o país precisa ter “uma economia arrumada”. “Ninguém vai querer vir fazer investimento numa economia totalmente desordenada”, declarou. Ele afirmou que os investidores querem saber se o governo está “falando sério”.
Estado e parceiros
O petista disse que o governo não quer o Estado como “senhor supremo” da exploração e da industrialização dos minerais. Segundo ele, a proposta é construir parcerias, inclusive com outros países que queiram participar do processo.
Lula afirmou que a criação do conselho é “um instante de muita seriedade” e que o Brasil precisa atrair interessados em “trabalhar conosco”.
Recado a quem investe
Em outro trecho, o presidente disse que o governo precisa provar que a escolha dos eleitores “valeu a pena”. Ele citou a reeleição para argumentar que o país tem agora um projeto de soberania a executar.
A fala segue o discurso de integrantes do governo na mesma reunião. A Casa Civil, que preside o colegiado, afirmou depois do encontro que o conselho é “porta de entrada” para investimentos com segurança jurídica. Disse que o objetivo não é afugentar capital.
O representante da CNI no conselho, Avila Nóbrega, pediu regras “estáveis e previsíveis”. Segundo ele, os projetos do setor têm alto risco, grande porte e longo prazo de maturação.
Contrapartida
Lula também ligou o investimento privado a retorno para o país. Disse que não quer deixar “buraco nas cidades”, mas escolas, empregos de qualidade e universidades.
O governo ainda não definiu como será a triagem de operações societárias. Não há piso de valor nem prazo para o conselho analisar os negócios. O tema deve voltar à pauta na 2ª reunião, a partir de 20 de novembro, e as regras serão publicadas em decreto.
https://www.poder360.com.br/poder-governo/lula-cobra-responsabilidade-fiscal-para-atrair-investimentos/
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