
No dia 7 de outubro, às 17h, professores, estudantes, trabalhadores da construção civil e demais apoiadores da causa palestina se reuniram na Praça Sete de Setembro, no centro de Belo Horizonte. O “Ato pela Palestina” expressou solidariedade ao heroico povo palestino, saudou sua resistência e repudiou o genocídio promovido pela entidade nazi-sionista de Israel.
O ato foi convocado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-REDE/BH) e pelo Comitê Mineiro de Solidariedade ao Povo Palestino (CMSPP), com a participação de entidades sindicais e estudantis.

Durante o protesto, representantes de movimentos populares e sindicatos denunciaram o genocídio e reforçaram os laços de solidariedade entre os povos do Brasil e da Palestina. Destacaram-se as intervenções da Liga Operária e do Movimento Feminino Popular (MFP), que enalteceram a histórica resistência armada do povo palestino como única forma de enfrentar o que classificaram como o nazismo de nosso tempo. Os manifestantes também denunciaram o criminoso cerco imposto a Gaza e o uso de fósforo branco.
O Comitê de Apoio ao jornal A Nova Democracia (AND) em Belo Horizonte acompanhou o ato, registrou imagens e colheu depoimentos dos participantes.
“Viemos para continuar denunciando a continuidade do genocídio do povo da Palestina que há 1100 dias continuam morrendo pelas bombas, pela fome e pela sede. Isso para nós é algo inaceitável. E é mais inaceitável ver como os governantes não se mexem diante desta história”, afirmou uma ativista do CMSPP.
O ato contou com panfletagem sobre a resistência palestina e a extensão de um bandeirão da Palestina em frente a uma unidade do McDonald’s. Os manifestantes também queimaram bandeiras ianque e sionista, reafirmando seu apoio à luta do povo palestino.
O significado político do Dilúvio de Al-Aqsa
Em análise publicada em 7 de outubro, AND apresenta o Dilúvio de Al-Aqsa, deflagrado na mesma data de 2023, como um marco na alteração do quadro político e militar da ocupação. O jornal destaca que a operação expôs falhas no aparato militar e de inteligência israelense, abalando a imagem de invulnerabilidade sustentada pela entidade sionista.

Nessa interpretação, seus efeitos ultrapassaram o terreno militar. A operação atingiu os planos de normalização da ocupação no Oriente Médio, associados pelo jornal aos Acordos de Oslo e aos Acordos de Abraão. A questão palestina voltou ao centro das disputas regionais e internacionais, contrariando as tentativas de apresentar a ocupação como uma situação consolidada e sem possibilidade de contestação.
A análise também relaciona o período iniciado em outubro de 2023 à ampliação das mobilizações internacionais de solidariedade à Palestina. Manifestações de rua, ocupações universitárias e flotilhas que tentaram romper o bloqueio a Gaza ampliaram as denúncias dos crimes contra os palestinos e do apoio militar, econômico e diplomático oferecido à entidade sionista pelo imperialismo ianque e pelas potências europeias.
Três anos depois, a permanência das organizações palestinas em Gaza ocupa lugar central nesse balanço. AND sustenta que a continuidade dessas forças e sua participação nas negociações de cessar-fogo contradizem as declarações israelenses de que a resistência teria sido eliminada, apesar dos bombardeios, da fome e da destruição impostos ao povo palestino.

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