
Um homem investigado por suspeita de abuso sexual contra uma menina de 10 anos foi preso na quinta-feira (5), em Santa Vitória, no interior de Minas Gerais. Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, ele oferecia aulas particulares de reforço escolar em Garopaba, no litoral catarinense, e teria organizado um campeonato de cartas Pokémon como estratégia para atrair crianças e adolescentes.
A investigação começou após uma denúncia envolvendo uma aluna atendida pelo suspeito. Durante a apuração, os policiais identificaram indícios de que ele também procurava estabelecer contato com outros menores por meio de atividades relacionadas ao jogo.
O homem teve a prisão preventiva decretada pela Justiça de Santa Catarina e foi localizado em uma pousada mineira, após deixar a cidade onde trabalhava.
Denúncia de abuso durante aula particular iniciou investigação
O caso que motivou o inquérito teria ocorrido em 8 de outubro, durante uma aula particular de reforço escolar.
De acordo com a investigação, o suspeito atuava de maneira independente, oferecendo acompanhamento educacional a crianças e adolescentes, sem vínculo formal com uma instituição de ensino.
A Polícia Civil apura se ele aproveitou a proximidade com uma aluna de 10 anos para praticar atos de natureza sexual contra a criança.
A denúncia levou à abertura de um inquérito na Delegacia de Garopaba, responsável por reunir depoimentos e outras evidências sobre o episódio.
O investigado é suspeito de estupro de vulnerável, crime previsto na legislação brasileira para situações que envolvem atos sexuais com menores de 14 anos.
Campeonato de Pokémon teria sido usado para atrair menores
Durante as diligências, os investigadores descobriram que o homem havia organizado e divulgado um campeonato de cartas Pokémon na cidade.
A suspeita é de que o evento fosse utilizado para aproximá-lo de crianças e adolescentes e levá-los ao local onde trabalhava e residia.
O investigado também se oferecia para ensinar as regras do jogo aos participantes, segundo as informações reunidas pela polícia.
As autoridades passaram a examinar essa iniciativa após identificarem registros anteriores de infrações contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes associados ao suspeito.
A Polícia Civil também apura relatos de que ele teria tentado conseguir emprego em uma loja de brinquedos da região utilizando um nome falso.
Até o momento, não há confirmação pública de que outras crianças tenham sido vítimas de abuso durante o suposto campeonato.
Suspeito fugiu de Santa Catarina antes de ser preso
Com o avanço das investigações, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do homem.
O pedido foi autorizado pela Vara Regional de Garantias de Tubarão, após análise dos elementos apresentados pelos investigadores.
Quando os policiais tentaram cumprir o mandado em Garopaba, descobriram que o suspeito havia deixado Santa Catarina.
A Delegacia de Capturas da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC) foi acionada para auxiliar na localização do investigado.
O trabalho de inteligência apontou que ele estava em Santa Vitória, município de Minas Gerais.
As informações foram compartilhadas com as forças de segurança mineiras, que localizaram o homem em uma pousada e efetuaram a prisão.
A operação contou com a atuação conjunta das polícias Civil e Militar de Minas Gerais e das equipes de investigação catarinenses.
Polícia investiga histórico de crimes contra crianças
Durante a apuração, os investigadores identificaram que o suspeito possuía histórico de infrações relacionadas à violência sexual contra crianças e adolescentes.
A informação passou a integrar os elementos considerados pela polícia na investigação sobre o caso de Garopaba.
As autoridades também procuram esclarecer se o campeonato de Pokémon e outras atividades oferecidas pelo investigado foram utilizados para estabelecer contato com possíveis vítimas.
A investigação, entretanto, ainda não permite afirmar que todos os participantes do evento tenham sido alvo de crimes.
A identidade do homem não foi divulgada oficialmente.
Investigação continua em Santa Catarina
Após a prisão em Minas Gerais, o investigado foi colocado à disposição da Justiça.
O inquérito permanece sob responsabilidade da Delegacia de Garopaba, que deverá concluir as diligências dentro do prazo legal.
A prisão preventiva é uma medida cautelar e não representa condenação. A responsabilidade criminal do suspeito dependerá da apuração dos fatos e de eventual decisão judicial.
A Polícia Civil também poderá analisar novas informações que ajudem a esclarecer o caso e identificar possíveis outras vítimas.
Como denunciar violência contra crianças e adolescentes
Suspeitas de abuso ou exploração sexual de crianças e adolescentes podem ser comunicadas às autoridades, mesmo quando a pessoa que denuncia não é familiar da vítima.
O Disque Direitos Humanos, pelo número 100, recebe denúncias de violações de direitos humanos gratuitamente, inclusive de forma anônima.
Em situações de perigo imediato, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.
O Conselho Tutelar e as delegacias de polícia também podem receber relatos e encaminhar medidas de proteção.
Da IstoÉ
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