Nem o Louvre, muito menos o MoMa, o museu mais visitado do mundo não fica na Europa ou Estados Unidos. Ele está, na verdade, na Ásia. O Museu do Palácio, instalado na histórica Cidade Proibida, em Pequim, na China, conquistou o posto de museu mais visitado do mundo em 2025.
Ao longo do ano passado, a instituição recebeu 19 milhões de visitantes, segundo o levantamento anual da Themed Entertainment Association (TEA), divulgado na terça-feira (27). O número representa mais que o dobro do público do tradicional museu francês, que recebeu 9,046 milhões de pessoas e ficou na quarta posição do ranking global.
O levantamento reúne dados de visitação de museus e atrações culturais ao redor do planeta. No total, as 20 instituições mais populares receberam 161,4 milhões de visitas em 2025, um crescimento de 5,4% em relação ao ano anterior. 12 dos 20 museus, mais visitadas do mundo, aliás, estão na China.

Como é o museu mais visitado do mundo?
O Museu do Palácio está localizado na Cidade Proibida, antigo complexo imperial chinês que serviu de residência para 24 imperadores das dinastias Ming e Qing durante quase cinco séculos.
Construído entre 1406 e 1420, o conjunto arquitetônico ocupa uma área superior a 720 mil metros quadrados e reúne palácios, pátios, jardins e construções históricas. Além disso, o complexo reúne mais de 10 mil cômodos, distribuídos entre palácios, pavilhões, salões cerimoniais e espaços privados que serviam à família imperial e aos funcionários da corte.
Seu acervo conta com aproximadamente 1,86 milhão de peças, entre pinturas, esculturas, porcelanas, objetos de jade, joias e outros artefatos ligados à história imperial chinesa.
A Cidade Proibida deixou de ser residência da família imperial após a abdicação do último imperador da dinastia Qing, em 1912. Em 1925, o espaço foi transformado oficialmente em museu. Mais tarde, em 1987, recebeu o reconhecimento de Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

China domina ranking dos museus mais visitados
A presença chinesa vai além do primeiro lugar. O país ocupa também a segunda e a terceira posições do levantamento, com o Palácio de Verão, em Pequim, que recebeu 17,38 milhões de visitantes, e o Museu do Mausoléu do Imperador Qin Shihuang, em Xi’an, com quase 11 milhões.
O Louvre aparece apenas na quarta colocação, seguido pelo Palácio de Versalhes, na França, com 8,4 milhões de visitas.
Entre os museus europeus, também se destacam o Natural History Museum, em Londres, na sétima posição, com 7,11 milhões de visitantes, e os Museus do Vaticano, em oitavo lugar, com 6,93 milhões.
Já o Metropolitan Museum of Art, em Nova York, foi o único representante da América do Norte entre os 20 primeiros colocados, na 17ª posição, com aproximadamente 5,98 milhões de visitas.
O que explica o protagonismo chinês?
A força do turismo doméstico ajuda a explicar a liderança da China no ranking. Segundo a TEA, o mercado interno tem peso importante nesse resultado enquanto a facilidade de acesso contribui: dos 7.188 museus registrados no país, 91% oferecem entrada gratuita.
O interesse pela cultura asiática, aliás, aparece em outros dados do levantamento. Na Coreia do Sul, o Museu Nacional, em Seul, por exemplo, recebeu 6,5 milhões de visitantes. Além disso, o Palácio Gyeongbokgung, também na capital, registrou quase 6,9 milhões de entradas.
Para visitar o Museu do Palácio, é preciso desembolsar 60 yuans (cerca de R$ 45) na alta temporada, entre abril e outubro. Na baixa temporada, de novembro a março, o ingresso custa 40 yuans (aproximadamente R$ 30). Duas atrações têm cobrança adicional: a Galeria dos Tesouros e a Galeria dos Relógios, com 10 yuans (cerca de R$ 7,50) cada.Os 20 museus mais visitados do mundo
Confira abaixo os 20 museus mais visitados do mundo em 2025:
- Museu de Ciência e Tecnologia da China, Pequim – 5.530.000
- Museu do Palácio, Pequim – 19 milhões de visitantes por ano
- Palácio de Verão, Pequim – 17.381.000
- Museu do Mausoléu do Imperador Qin Shihuang, Xi’an – 10.970.000
- Museu do Louvre, Paris – 9.046.000
- Palácio de Versalhes, França – 8.400.000
- Museu do Distrito de Nanshan, Shenzhen – 7.455.000
- Museu de História Natural, Londres – 7.117.000
- Museus do Vaticano, Cidade do Vaticano – 6.934.000
- Museu da Guerra do Ópio, Dongguan – 6.929.000
- Museu Nacional da China, Pequim – 6.900.000
- Palácio Gyeongbokgung, Seul – 6.887.000
- Museu Nacional da Coreia, Seul – 6.507.000
- Museu Britânico, Londres – 6.440.000
- Museu da Mansão do Príncipe Kung, Pequim – 6.120.000
- Museu de Sanxingdui, Guanghan – 6.080.000
- Museu do Santuário de Wuhou, Chengdu – 6.030.000
- Metropolitan Museum of Art, Nova York – 5.984.000
- Museu de Nanjing, Nanjing – 5.860.000
- Museu do Palácio de Shenyang, Shenyang – 5.852.000
https://www.seudinheiro.com/2026/lifestyle/o-museu-mais-visitado-do-mundo-nao-e-o-louvre-e-ja-foi-uma-casa-de-10-mil-comodos-veja-ranking-sama/
ACERCA DEL CORRESPONSAL
REDACCIóN CENTRAL
Prensa Mercosur es un diario online de iniciativa privada que fue fundado en 2001, donde nuestro principal objetivos es trabajar y apoyar a órganos públicos y privados.
- ★México — México fortalece diálogo com a indústria brasileira e busca ampliar parcerias comerciais
- ★Bolivia — Diputados: Justifican reelección de Castro con informe de “mayoría visible” y revisión de cámaras
- ★Bolivia — La Paz se eleva: en seis meses comenzamos a reconstruir la ciudad y sentamos las bases para transformarla en la mejor de Bolivia
- ★Bolivia — Presidente Paz tras la captura de integrante del PCC: Bolivia no será refugio del crimen organizado
- ★Bolivia — Oruro: ¡Inversión de 4 millones de bolivianos hasta fin de año impulsa el desarrollo de Huachacalla!




















