
247 – O líder democrata no Senado dos Estados Unidos, Chuck Schumer, prometeu trabalhar pelo encerramento da guerra no Irã quando seu partido assumir o controle da Casa no próximo ano. Ele afirmou que os democratas pretendem utilizar o poder de controle do orçamento para pressionar pelo fim do conflito, iniciado sem o consentimento da população estadunidense. As informações são da CNN Brasil.
Em entrevista coletiva no Capitólio, Schumer afirmou que parlamentares republicanos também estão dispostos a apoiar iniciativas contra a guerra. Segundo ele, os fundadores dos Estados Unidos estabeleceram o controle orçamentário como um instrumento para conter presidentes que iniciam conflitos militares sem autorização popular.
“Vamos acabar com a guerra. Temos alguns republicanos que se juntaram a nós para acabar com a guerra, e os Pais Fundadores previram o poder sobre o orçamento como uma das maneiras de dissuadir um presidente que declara guerra sem o consentimento do povo americano”, disse Schumer.
O senador também criticou a condução do conflito pelo presidente Donald Trump. Para ele, a população não recebeu explicações claras sobre os objetivos da agressão militar. “O povo americano não tem a mínima ideia do que estamos lutando no Irã. Ele nunca deixou isso claro; muda de ideia dia após dia, minuto a minuto”, acrescentou.
Schumer promete investigações sobre Trump
Schumer afirmou que a vitória democrata nas eleições representa uma mudança significativa na composição do Senado. O partido aparece com vantagem de 54 a 44 sobre os republicanos, enquanto duas cadeiras ainda permanecem indefinidas.
O senador reconheceu, porém, que os democratas precisarão responder às preocupações dos eleitores com o custo de vida e a corrupção. Ele admitiu que parte dos próprios apoiadores mantém dúvidas sobre a capacidade do partido de cumprir essas expectativas. “Muitas das pessoas que votaram em nós estão céticas”, disse.
O líder democrata também anunciou que pretende promover investigações sobre suspeitas de corrupção envolvendo Trump e adotar medidas legislativas e judiciais contra iniciativas do presidente que contrariem a lei ou a vontade popular.
“Sempre que Trump desafiar a vontade do povo americano ou a lei, iniciaremos investigações, o levaremos ao tribunal ou o enredaremos em arame farpado legislativo. Os dias do Senado submisso a Trump acabaram”, afirmou.
Em outra declaração, Schumer voltou a defender apurações sobre possíveis irregularidades e afirmou que a agenda democrata também terá como prioridade reduzir os custos para a população: “Havia uma corrupção tão desenfreada que é preciso haver investigações, mas não vamos desviar o olhar do nosso principal objetivo: reduzir custos e acabar com a corrupção.”
Democrata critica republicanos e evita falar sobre mudanças nas regras do Senado
Schumer responsabilizou os republicanos por não terem enfrentado Trump nos últimos dois anos. Segundo ele, o partido interpretou equivocadamente as reivindicações populares por mudanças e passou a priorizar os interesses do presidente.
“Os republicanos interpretaram erroneamente as demandas dos americanos por mudança como um mandato para atender aos interesses egoístas de Trump. E Trump passou metade do tempo falando sobre coisas irrelevantes para a vida deles”, afirmou.
O senador também cobrou uma mudança de postura dos parlamentares republicanos diante das decisões da Casa Branca: “Os republicanos terão que escolher se continuarão ouvindo os absurdos que vêm da Casa Branca ou se começarão a agir em prol do povo americano.”
Schumer disse que ainda não conversou com Trump, mas informou que recebeu uma ligação de John Thune, líder republicano no Senado.
Questionado sobre a possibilidade de os democratas acabarem com o filibuster, mecanismo legislativo que permite prolongar debates e dificultar a aprovação de propostas, ele evitou antecipar uma posição. Também não respondeu se o resultado eleitoral representa uma vitória pessoal após críticas de integrantes do próprio partido à sua liderança.
Ao ser questionado sobre parlamentares recém-eleitos que declararam não apoiar sua permanência no comando da bancada, Schumer afirmou que será reeleito líder da maioria e procurou direcionar a discussão para as prioridades dos eleitores.
“A questão não sou eu. Serei reeleito líder da maioria, mas a questão é focar no povo americano e no que ele quer”, disse. O democrata também não quis avaliar se o resultado eleitoral representa um mandato para o impeachment do secretário de Defesa, Pete Hegseth.
https://www.brasil247.com/mundo/vamos-por-fim-a-guerra-no-ira-promete-lider-democrata-no-senado-dos-eua/
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