
Moradores de diferentes bairros de Foz do Iguaçu enfrentam neste domingo, 4 de outubro, interrupções prolongadas no fornecimento de energia elétrica, em alguns casos por mais de 12 horas, após o temporal que atingiu a cidade durante a noite de sábado. O fenômeno climático provocou danos na rede elétrica e chegou a deixar cerca de 28 mil unidades consumidoras sem energia no município. Embora a ocorrência do temporal seja um fator externo e de força maior, a duração necessária para a recuperação do serviço passou a concentrar a preocupação de moradores e comerciantes, que relatam prejuízos provocados pela falta de eletricidade, principalmente pela perda de alimentos e outros produtos perecíveis.
O temporal começou a atingir Foz do Iguaçu por volta das 22h de sábado e provocou quedas de árvores, danos em imóveis e problemas na rede de distribuição. Segundo registros meteorológicos, as rajadas chegaram a 102 km/h na cidade. A Defesa Civil contabilizou 16 ocorrências envolvendo quedas de árvores em diferentes regiões do município, incluindo pontos onde árvores atingiram a rede elétrica. Equipes da Copel, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e de outros serviços foram mobilizadas para atuar na retirada dos obstáculos e na recuperação do fornecimento.
A Copel informou que, no momento mais crítico da ocorrência, aproximadamente 28 mil unidades consumidoras estavam desligadas em Foz do Iguaçu. Com o trabalho das equipes durante a madrugada e a manhã, esse número caiu para cerca de 4 mil no boletim divulgado às 8h deste domingo. A redução demonstra que parte significativa da rede foi recomposta, mas também revela que milhares de unidades continuavam sem eletricidade horas depois do início do temporal. Em todo o Paraná, os temporais provocaram 308,7 mil desligamentos, com equipes da companhia trabalhando desde a noite de sábado para reconstruir trechos danificados e restabelecer o serviço.
É justamente nesse intervalo entre a ocorrência do dano e a recuperação completa da rede que se concentra uma das principais preocupações dos consumidores. Eventos climáticos severos podem provocar quedas de árvores, postes e cabos e são reconhecidos como situações capazes de afetar a distribuição de energia. O impacto para a população, entretanto, não termina quando a tempestade passa: enquanto a rede permanece danificada, residências e estabelecimentos comerciais continuam sem condições normais de funcionamento, e cada hora adicional de interrupção aumenta os riscos de perdas materiais.
Para os comerciantes, a falta prolongada de energia pode representar um prejuízo direto. Supermercados, restaurantes, bares, açougues, padarias e outros estabelecimentos que trabalham com produtos refrigerados ou congelados dependem de eletricidade para preservar mercadorias. Quando refrigeradores e freezers permanecem desligados por muitas horas, carnes, laticínios, alimentos preparados e outros produtos perecíveis podem perder as condições adequadas de conservação. Pequenos estabelecimentos, que muitas vezes trabalham com estoques reduzidos e margens estreitas, podem sentir de forma imediata os efeitos econômicos de uma interrupção prolongada.
Nas residências, a situação também provoca perdas. Famílias que permanecem durante muitas horas sem eletricidade enfrentam dificuldades para conservar alimentos armazenados em geladeiras e congeladores, além de restrições para preparar refeições, utilizar equipamentos domésticos e manter atividades básicas. Em uma interrupção que ultrapassa 12 horas, o problema deixa de ser apenas o desconforto provocado pela ausência de iluminação e passa a produzir consequências concretas para o orçamento das famílias.
O episódio ocorre ainda em uma cidade que já vinha discutindo a qualidade e a continuidade do fornecimento de energia. Em 2026, a Câmara Municipal de Foz do Iguaçu recebeu reclamações e pedidos de informações relacionados a interrupções em diferentes bairros. A Copel apresentou dados segundo os quais os indicadores gerais de continuidade do serviço haviam melhorado, mas também informou a realização de ações de manutenção, inspeção e investimentos na rede de distribuição do município. A própria companhia vem desenvolvendo projetos de modernização e automação destinados a aumentar a capacidade de resposta diante de falhas.
Entre os investimentos anunciados estão obras de expansão e modernização da rede, substituição de trechos por cabeamento protegido, implantação de novos circuitos alimentadores e ampliação da automação. A Copel também vem instalando equipamentos que permitem identificar ocorrências e realizar operações de recomposição de determinados trechos da rede de forma mais rápida. Esses investimentos fazem parte de um processo de modernização que, segundo a empresa, tem como objetivo melhorar a confiabilidade do sistema e reduzir os impactos das interrupções.
Não há, entretanto, elementos técnicos disponíveis que permitam atribuir aos novos equipamentos da Copel a responsabilidade pelo apagão provocado pelo temporal deste fim de semana. Os registros divulgados neste domingo relacionam diretamente as ocorrências aos danos causados pelas fortes chuvas e rajadas de vento. A questão que permanece para os consumidores é outra: qual é o tempo necessário para que uma rede danificada volte a operar integralmente e qual capacidade de resposta a infraestrutura possui diante de eventos que atingem simultaneamente diferentes pontos da cidade.
A própria Copel informou que mantém equipes mobilizadas nos locais atingidos e que a prioridade é reconstruir a infraestrutura danificada e restabelecer o fornecimento aos consumidores que ainda permanecem sem energia. O trabalho seguirá até a completa normalização do sistema elétrico.
Para Foz do Iguaçu, portanto, o episódio coloca em evidência uma diferença importante: o temporal explica a interrupção inicial, mas a duração da falta de energia determina a dimensão dos impactos sobre a população. Depois de mais de 12 horas para parte dos consumidores, moradores e comerciantes aguardam não apenas o retorno da eletricidade, mas também a recuperação de uma rotina que depende diretamente de um serviço essencial.
Enquanto as equipes avançam pelos pontos atingidos, os consumidores que continuam sem energia contabilizam horas de interrupção e possíveis perdas de alimentos e mercadorias. O restabelecimento completo do serviço deverá determinar a extensão final dos prejuízos e também oferecer novos elementos para a discussão sobre a capacidade de resposta da infraestrutura elétrica de Foz do Iguaçu diante de temporais e outras ocorrências de grande impacto.
Fonte: Copel, Defesa Civil do Paraná, MetSul Meteorologia e Câmara Municipal de Foz do Iguaçu.
Crédito de fotografia: Defesa Civil do Paraná.
Economia | Brasil
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ACERCA DEL CORRESPONSAL
GILSON DANTAS CARMINI
Gilson Dantas Carmini es periodista brasileño, originario de Goiás, presidente y editor en jefe de Prensa Mercosur y Director General de Radio Mercosur. Su trayectoria está vinculada al periodismo internacional, la integración regional, la geopolítica y los derechos humanos.
Cuenta con un Máster en Desarrollo y Cooperación Internacional y un Doctorado Honoris Causa por la Universidad Internacional México Blanco. También se desempeñó como Director General del Comité Paraguay de la Cámara de Industria y Comercio del Mercosur y las Américas.
Entre sus reconocimientos se encuentran el Micrófono de Oro de la Asociación Nacional de Locutores de México, recibido en 2021, el Doctorado Honoris Causa y el reconocimiento como Amigo de la Niñez y la Adolescencia por Plan Internacional Paraguay. Su labor mantiene especial atención en el Mercosur, las relaciones internacionales y la cooperación regional.
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