
Em mais uma movimentação heterodoxa que chacoalha a política tradicional de Washington, chocando a todos, o presidente dos EUA, Donald Trump, formalizou um convite inusitado para a recomposição de sua equipe governamental. O mandatário norte-americano convidou o empresário e CEO do Ultimate Fighting Championship (UFC), Dana White, para assumir o posto de secretário de Imprensa da Casa Branca, anúncio que, apesar do tom surreal, trata-se de uma indicação oficial.
A sinalização de ‘ok’ partiu do próprio dirigente esportivo nas redes sociais. Em sua conta oficial, White publicou um story com uma imagem, elaborada por ferramentas de inteligência artificial, que o retrata discursando no tradicional púlpito da sala de imprensa da sede do governo, acompanhada da legenda “rumo ao próximo capítulo”. Na sequência, divulgou a íntegra da mensagem em que Trump formaliza o chamado público.
Convite oficial e a vacância no cargo
O posto de porta-voz e chefe da comunicação presidencial encontrava-se vago desde 16 de outubro, data em que ocorreu a exoneração da ex-secretária Katie Zacharia, que permaneceu apenas uma semana na função antes de deixar a equipe governamental.
A confirmação do convite foi veiculada por Trump em sua rede social, a Truth Social, em tom direto e personalizado:
“Tenho o prazer de anunciar que ofereci ao Grande Dana White, um violento Combatente e Guerreiro, o cargo de secretário de imprensa dos Estados Unidos. Dana, por favor, aceite o trabalho”, publicou o presidente americano.
Além da oferta do cargo, o chefe do Executivo fez uma solicitação fora dos padrões institucionais: pediu que o empresário convoque atletas do UFC para atuarem como assistentes de gabinete na comunicação oficial, citando explicitamente a necessidade de combater o que classificou de “esquerda lunática”. Entre os nomes sugeridos por Trump está o da brasileira Amanda Nunes, ex-campeã e considerada uma das maiores expoentes da história das artes marciais mistas (MMA), que tem confronto agendado para o próximo sábado (14) contra a norte-americana Kayla Harrison.
Aliança de longa data e pontes políticas
A proximidade entre Donald Trump e Dana White remonta ao início dos anos 2000, época em que o MMA enfrentava resistências legais e operacionais nos EUA. O então empresário do ramo imobiliário abriu as portas de seus cassinos em Atlantic City para sediar as edições iniciais do evento, gesto recorrentemente citado por White como o pilar fundamental para a sobrevivência e expansão da organização.
Com a transição de Trump para a política eleitoral, White tornou-se um de seus cabos eleitorais mais frequentes, subindo ao palco em eventos como a Convenção Nacional Republicana para defender publicamente a plataforma do aliado. Em contrapartida, Trump manteve presença assídua em combates de grande porte promovidos pela liga, chegando a colocar as instalações da Casa Branca à disposição para sediar um evento do UFC em junho deste ano.
White também esteve presente na cerimônia de posse presidencial e em solenidades oficiais de Estado, ocasião em que recordou ter sido cumprimentado pessoalmente pelo ex-presidente Barack Obama em 2021. Agora, a transição da primeira fileira do Octógono para o centro da comunicação oficial do governo norte-americano marca a etapa mais heterodoxa dessa aliança de duas décadas
ACERCA DEL CORRESPONSAL
REDACCIóN CENTRAL
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