
247 – O líder esquerdista francês Jean–Luc Mélenchon convocou seus apoiadores neste sábado, 7 de novembro de 2026, a não se resignarem com uma possível vitória da ultradireitista Marine Le Pen nas próximas eleições presidenciais do país, agendadas para abril e maio de 2026. Durante um comício lotado com milhares de militantes do partido A França Insubmissa (LFI) em Le Bourget, ao norte de Paris, o político veterano de 75 anos evocou as recentes derrotas de Donald Trump nos Estados Unidos e de Flávio Bolsonaro no Brasil para incentivar o engajamento popular. Diante de um público estimado pelos organizadores em até 20 mil pessoas, o candidato declarou que Trump foi derrotado nas eleições de meio de mandato norte-americanas, enquanto Bolsonaro sofreu revés nas presidenciais brasileiras, culminando na exclamação direta: “Viva Lula! É a nossa vez de mudar a história“. Os eleitores franceses escolherão nas urnas o sucessor do atual presidente Emmanuel Macron, de centro-direita, em um pleito onde pesquisas apontam Le Pen como favorita na disputa e em eventual segundo turno contra Mélenchon.
Propostas sociais e reações às ruas
O ato político ocorreu em um cenário de intensa mobilização social na França, onde centenas de milhares de pessoas protestam há semanas por maior poder aquisitivo e melhorias na educação. O líder do LFI prometeu um aumento do salário mínimo caso chegue ao poder, além de outras medidas voltadas para a classe trabalhadora. Rejeitando apelos para adotar uma postura menos divisiva em sua campanha rumo à Presidência, o político afirmou que possui uma proposta bastante moderada, resumida na necessidade de mudar tudo. O partido de esquerda radical revelou recentemente seu programa eleitoral com mais de mil medidas, que incluem o planejamento ecológico e a inserção na Constituição de uma regra verde para limitar a extração de recursos naturais à capacidade de regeneração do planeta.
Plano internacional e alianças globais
O programa da legenda também detalha propostas estruturais como o abandono da energia nuclear, a revogação da reforma das pensões imposta por Emmanuel Macron em 2023 com a antecipação da idade de aposentadoria de 64 para 62 anos, e a saída da França da aliança militar da Otan por ser uma potência nuclear. No âmbito internacional, Mélenchon defendeu a construção de uma frente mundial de países não alinhados, propondo uma articulação conjunta com os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e do México, Claudia Sheinbaum.
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