
A Carta Aberta ao presidente Lula, elaborada em deliberação do Conselho Político da Auditoria Cidadã da Dívida (ACD) e protocolada eletronicamente à tarde, nessa quinta-feira, foi entregue, fisicamente, no Palácio do Planalto, na manhã desta sexta-feira.
Além de Maria Lucia Fattorelli, coordenadora nacional da ACD, participaram da ação os colaboradores da ACD Edmar Vieira e Victor Hugo Gomes, Magnólia Santos Rodrigues (apoiadora da ACD) e Padre João Paulo Carvalho (Pastoral do Povo da Rua e Pastoral do Carcerário de Teresina/PI).
Fattorelli explicou nesta sexta-feira, no perfil da ACD no Instagram, que o documento dá para o presidente Lula a possibilidade de enfrentar o sistema da dívida para que não seja necessário aprofundar ainda mais o arcabouço fiscal como o mercado financeiro vem pressionando.
Segundo a economista, a grande mídia repete a pressão dos economistas ligados ao mercado financeiro que é preciso cortar mais ainda os investimentos públicos e em serviços que o estado brasileiro é obrigado, pela constituição federal, a prestar à população. “O mercado financeiro quer que os serviços sociais sejam ainda mais restritos, mais do que já estão. Para que sobre mais dinheiro ainda para o sistema da dívida. O governo não precisa fazer isso, aliás durante a campanha, há frase que o presidente Lula falou: ‘É preciso parar com essa babaquice de fazer superávit’”.
Superavit é reduzir os benefícios sociais. Reduzir os investimentos públicos e gastar a vontade com os juros.
Fattorelli diz que o sistema da dívida está sendo usado como desculpa para aumentar ainda mais os juros. “São os juros altos que aumentam a dívida pública, mas invertem o discurso. Falam que a dívida está muito alta que sugere insegurança e por isso teriam que subir. Estamos vivendo sob a ditadura do capital no Brasil”, disparou.
Segundo ela, em uma emissora de TV, falaram que a economia do Brasil está indo para o precipício, porque os gastos sociais estão muito altos. “Mentira! A economia do Brasil está em crise há muito tempo por causa dos juros abusivos, por causa do freio nos investimentos que amarra a economia, que não deixa a economia crescer, gerar emprego, gerar renda e desenvolvimento sócio-econômico e ambiental. O rombo das contas públicas nunca esteve nos investimentos sociais. Ele está no gasto com juros e no sistema da dívida, na bolsa banqueiro. Diariamente o BC remunera os bancos. Dinheiro que nem pertence a eles, é dinheiro da sociedade. É uma benesse, que só em 2025 custou mais de R$ 200 bilhõe. É aí que está o rombo, mas ninguém fala nisso, só a ACD”, finalizou Fattorelli.
https://monitormercantil.com.br/fattorelli-rombo-das-contas-publicas-esta-no-gasto-com-juros/
ACERCA DEL CORRESPONSAL
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