
247 – A guerra dos Estados Unidos contra o Irã foi um dos principais fatores responsáveis pela derrota do Partido Republicano nas eleições legislativas de terça-feira (3), segundo avaliações de estrategistas e integrantes do círculo político do presidente Donald Trump. O próprio presidente reconheceu que o conflito contribuiu para o resultado, embora tenha afirmado não se arrepender da decisão de iniciar a ofensiva militar.
As informações foram divulgadas pela agência iraniana Tasnim, com base em reportagens do The Wall Street Journal e do New York Post. Em entrevista por telefone ao Wall Street Journal, Trump admitiu o impacto da guerra sobre o desempenho republicano. “O Irã foi uma parte disso”, declarou, ao ser questionado sobre as razões da derrota.
A avaliação de integrantes do Partido Republicano é mais contundente. Segundo estrategistas ouvidos pelo New York Post, a guerra, iniciada em fevereiro, provocou uma forte elevação dos preços da gasolina e do diesel, agravou o custo de vida e comprometeu uma das principais promessas eleitorais de Trump: evitar novos conflitos militares e reduzir as despesas das famílias americanas.
Republicanos responsabilizam Netanyahu pela derrota
Um estrategista republicano envolvido nas campanhas atribuiu parte da responsabilidade pelo resultado ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, um dos principais defensores da ofensiva contra o Irã.
“Espero que Chuck Schumer ligue para Bibi Netanyahu e agradeça pela vitória. Esta guerra foi um desastre. As pessoas precisam enxergar isso com clareza”, afirmou ao New York Post.
A declaração revela o desgaste provocado pelo conflito dentro do próprio campo político de Trump, especialmente entre setores que defendem uma política externa menos intervencionista, associada ao lema “América em primeiro lugar”.
Outro estrategista republicano foi ainda mais direto ao relacionar o resultado das urnas à guerra.
“Fomos esmagados por causa do Irã”, afirmou, acrescentando que a disparada dos preços dos combustíveis prejudicou os candidatos republicanos em diferentes estados.
Para esse grupo, a recuperação política do partido depende do encerramento do conflito e de uma revisão das prioridades internacionais da Casa Branca.
Conselheiros de Trump também são responsabilizados
As críticas alcançaram integrantes do círculo próximo do presidente que teriam incentivado a ofensiva militar sem apresentar uma estratégia realista para seu encerramento.
Uma fonte próxima a Trump atacou o comentarista conservador Mark Levin, defensor de uma linha dura contra o Irã.
“Levou algum tempo, quase dois anos, mas finalmente temos uma resposta para a pergunta sobre o que acontece quando se recebe aconselhamento militar e político de um idiota de boca aberta como Mark Levin”, afirmou.
A mesma fonte acrescentou que os dados disponíveis apontavam diretamente para a guerra e para os preços da gasolina como fatores centrais da derrota.
Um assessor político do presidente também criticou a atuação de conselheiros que, segundo ele, prometeram uma solução rápida para o conflito.
“Muitas pessoas ficaram em silêncio ou, pior ainda, enganaram o presidente e o levaram a uma guerra sem uma saída realista”, declarou.
Segundo o assessor, integrantes da equipe teriam incentivado decisões militares sem assumir posteriormente a responsabilidade pelas consequências políticas e econômicas.
Eleitores queriam preços menores, não uma guerra interminável
John Ullyot, ex-integrante do Pentágono durante o primeiro governo Trump, também criticou a condução da administração republicana.
“No primeiro mandato, cabeças da equipe já teriam rolado meses atrás”, afirmou ao New York Post, sugerindo que o presidente deveria ter promovido mudanças em sua equipe diante do desgaste político.
Ullyot argumentou que Trump foi eleito com a promessa de enfrentar interesses estabelecidos e reduzir o custo de vida, mas acabou concentrando sua administração em outras prioridades.
“Os eleitores elegeram Trump para drenar o pântano e reduzir seus custos, não para ver seus ex-assessores lucrando e ouvir sem parar sobre salões de baile e arcos — sem mencionar uma guerra interminável no Irã”, declarou.
As manifestações evidenciam uma divisão entre aliados do presidente sobre a política externa americana e os custos políticos de sua aproximação com a estratégia militar israelense.
Apesar das críticas, Trump não demonstrou disposição de rever sua decisão de iniciar a guerra. O presidente reconheceu que o conflito contribuiu para a derrota eleitoral, mas sustentou que não se arrepende da ofensiva.
O resultado das eleições, que retirou dos republicanos o controle do Congresso, amplia a pressão sobre a Casa Branca para encontrar uma saída diplomática para o confronto.
A insatisfação com os preços dos combustíveis e o desgaste provocado pela guerra também colocam em discussão a capacidade de Trump de conciliar sua agenda internacional com as promessas econômicas que o levaram de volta à Presidência em 2024.
https://www.brasil247.com/mundo/guerra-contra-o-ira-foi-decisiva-para-derrota-de-trump/
ACERCA DEL CORRESPONSAL
REDACCIóN CENTRAL
Prensa Mercosur es un diario online de iniciativa privada que fue fundado en 2001, donde nuestro principal objetivos es trabajar y apoyar a órganos públicos y privados.
- ★CIERRE ANUAL 2026Gran Torneo de Ajedrez en el Polideportivo Municipal de Ruiz de Montoya
- ★Los Martín Fierro ya están en Capioví
- ★Policía somete a la justicia a hombre acusado de romper cristal de autobús escolar en La Romana
- ★Héctor Lavoe, el inmortal rey dela salsa 3/4
- ★Ministro de Hacienda considera necesaria una reforma fiscal para garantizar sostenibilidad de las finanzas públicas

