
O recente acidente entre helicópteros em Pheriche acende um alerta vermelho sobre a gestão do tráfego aéreo na região do Everest. No entanto, o problema não é que a montanha «chegou ao limite», mas sim que o grande volume de pessoas exige planejamento e controle rigorosos — algo que tem faltado drasticamente.
O turismo na região atrai muita gente porque o trekking do Everest é espetacular. O drama começa quando parte dos trekkers chega fora de forma física, negligenciando o próprio corpo, enquanto operadoras falham em monitorar de perto a evolução da aclimatação. O resultado dessa conta é a dependência excessiva do transporte aéreo e a saturação dos céus em vales restritos como o de Pheriche.
O cenário caminha para um ponto em que as autoridades tentarão impor restrições aos voos para conter o caos. O problema é que resolver o excesso de tráfego limitando a aviação de forma simplista vai criar um gargalo perigoso para os voos de emergência, prejudicando o socorro médico vital.
O cerne da questão é filosófico e operacional: helicóptero não deveria fazer parte da rotina de um trekking. Trekking é caminhada, esforço próprio e imersão na montanha, não um passeio aéreo para mascarar falta de preparo ou má gestão de expedição. Se não houver controle prévio de quem vai e de como essas expedições são conduzidas, os céus do Himalaia continuarão a ser palco de uma pressão insustentável.
Venha para a base do Everest caminhando, desafiando seus limites e admirando a linda natureza do Himalaia, e não tenha no seu planejamento um voo. O trekking se faz andando.
https://turismo.ig.com.br/colunas/pedro-hauck/2026-11-03/trekking-nao-e-voo–o-perigo-da-saturacao-de-helicopteros.html
ACERCA DEL CORRESPONSAL
REDACCIóN CENTRAL
Prensa Mercosur es un diario online de iniciativa privada que fue fundado en 2001, donde nuestro principal objetivos es trabajar y apoyar a órganos públicos y privados.

