
As microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional que prestam serviços passam a ter uma nova obrigação a partir deste domingo (1º): emitir a Nota Fiscal de Serviços eletrônica (NFS-e) pelo sistema nacional.
A mudança faz parte da padronização dos documentos fiscais e representa uma etapa de adaptação às transformações previstas pela reforma tributária.
Na prática, os efeitos deverão ser percebidos principalmente a partir de terça-feira (3), primeiro dia útil após o fim de semana e o feriado de Finados, celebrado em 2 de novembro.
A medida exige atenção dos empresários para evitar dificuldades na emissão de documentos e possíveis atrasos no faturamento.
O que muda na emissão das notas fiscais?
A partir de 1º de novembro, empresas abrangidas pela nova regra deverão utilizar o Emissor Nacional da NFS-e.
O sistema permite a emissão de notas fiscais de serviços em um ambiente padronizado.
A plataforma pode ser acessada pelo portal eletrônico, por aplicativo ou por integração com sistemas de gestão empresarial.
A mudança está prevista na Resolução CGSN nº 191/2026, do Comitê Gestor do Simples Nacional.
O objetivo é uniformizar procedimentos que anteriormente podiam variar entre os municípios.
A utilização de um modelo nacional também busca facilitar a integração das informações fiscais.
Quais empresas precisam se adaptar?
A obrigação alcança microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional que prestam serviços sujeitos ao Imposto Sobre Serviços (ISS).
Isso inclui negócios que precisam emitir notas fiscais referentes às atividades de prestação de serviços.
Empresas que comercializam exclusivamente mercadorias continuam utilizando os documentos fiscais aplicáveis à venda de produtos.
A regra também contempla empresas cujo pedido de adesão ao Simples Nacional esteja pendente ou em discussão administrativa ou judicial.
Nesses casos, a emissão deverá observar a condição específica de optante pendente.
MEI precisa mudar alguma coisa?
Os microempreendedores individuais que prestam serviços já utilizam o Emissor Nacional da NFS-e desde 2023.
Por isso, a nova exigência não representa uma mudança equivalente para esses profissionais.
O MEI prestador de serviços deve continuar seguindo as regras já aplicáveis à sua categoria.
É importante não confundir a obrigação dos microempreendedores individuais com a nova etapa de padronização destinada às demais empresas do Simples Nacional.
Como emitir a nota fiscal no sistema nacional?
O empresário deverá acessar o ambiente do Emissor Nacional da NFS-e e verificar as opções disponíveis para sua empresa.
O procedimento envolve a identificação do prestador, o preenchimento das informações sobre o serviço realizado e a emissão do documento fiscal.
Empresas que utilizam sistemas de gestão poderão precisar verificar se os programas estão preparados para integração com o padrão nacional.
A adaptação pode exigir atualização de configurações e testes de funcionamento.
A recomendação é realizar a verificação antes da próxima emissão de nota fiscal.
O acesso ao sistema pode ser feito pelo Portal Nacional da NFS-e.
Por que a mudança preocupa empresários?
A emissão de notas fiscais faz parte da rotina financeira de empresas prestadoras de serviços.
Em muitos casos, o documento é necessário para formalizar uma operação e permitir o pagamento pelo cliente.
Se a empresa não conseguir emitir a nota, poderá enfrentar atrasos no recebimento.
A preocupação aumenta porque novembro e dezembro são meses importantes para diversos segmentos econômicos.
O contador Matheus Lopes alerta que o histórico de adiamentos pode ter levado alguns empresários a deixar a adaptação para a última hora.
Segundo o especialista, problemas aparentemente burocráticos podem se transformar em dificuldades de faturamento.
Reforma tributária terá nova etapa em janeiro
A adoção do Emissor Nacional da NFS-e não significa que todas as mudanças tributárias previstas para 2027 já começam neste domingo.
As exigências relacionadas à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) possuem calendário próprio.
Para os optantes do Simples Nacional, as disposições aplicáveis a esses tributos começam a produzir efeitos em 1º de janeiro de 2027.
A partir dessa data, as empresas deverão observar as regras específicas para o preenchimento e o destaque das informações fiscais quando exigidas.
Portanto, existem duas etapas distintas: a adoção do emissor nacional em novembro de 2026 e a aplicação das exigências tributárias previstas para janeiro de 2027.
Veja o calendário das mudanças
| Período | O que muda |
|---|---|
| A partir de 1º de novembro de 2026 | Uso obrigatório do Emissor Nacional da NFS-e pelas empresas abrangidas |
| 3 de novembro de 2026 | Primeiro dia útil após o início da exigência |
| Até 31 de dezembro de 2026 | Continuidade das regras tributárias atuais do Simples Nacional |
| A partir de 1º de janeiro de 2027 | Aplicação das disposições relacionadas à CBS e ao IBS, conforme a regulamentação |
O calendário ajuda a distinguir a mudança operacional na emissão de documentos das novas obrigações tributárias.
O que o empresário deve fazer agora?
O primeiro passo é confirmar se a atividade exercida pela empresa está sujeita à emissão de NFS-e.
Em seguida, o responsável deve verificar o acesso ao sistema nacional e conferir os dados cadastrais.
Empresas que utilizam programas próprios de gestão precisam confirmar se a integração está funcionando.
Também é importante orientar funcionários responsáveis pelo faturamento.
A participação de um contador pode ajudar a esclarecer dúvidas sobre a emissão dos documentos e as obrigações específicas de cada negócio.
Adaptação antecipada pode evitar transtornos
A padronização das notas fiscais pretende simplificar procedimentos, mas a transição exige organização.
Empresas que verificarem o funcionamento do sistema antes da próxima emissão poderão identificar dificuldades com maior antecedência.
A medida também permite preparar os processos internos para as mudanças tributárias previstas para 2027.
Para os pequenos negócios, manter a emissão regular das notas fiscais é fundamental para preservar a rotina de recebimentos e evitar interrupções nas operações.
Da IstoÉ
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