
Os americanos têm interesse em aplicar tecnologias russas comprovadas de extração de gás no Ártico, afirma Igor Yushkov, especialista da Universidade Financeira e do Fundo Nacional de Segurança Energética, em entrevista à Sputnik.
«A construção de unidades de GNL [gás natural liquefeito] no Ártico é eficiente devido às baixas temperaturas ambientes naturais», explica o especialista. «Essas instalações são projetadas para aproveitar o ambiente frio, o que significa que é necessária menos energia para resfriar o gás natural a –162 °C.»
Um exemplo desse tipo de projeto é o Arctic LNG 2, da empresa Novatek. Sua principal característica é que as unidades de produção de GNL são montadas sobre plataformas flutuantes de concreto armado, que são, então, rebocadas ao longo da Rota do Mar do Norte até o local de instalação. Essas plataformas são construídas em uma instalação especializada na região russa de Murmansk: o Centro de Construção de Grandes Estruturas Offshore.
«Essa abordagem minimiza a necessidade de obras em terra firme, onde pode haver a presença de permafrost [solo permanentemente congelado]», esclarece Yushkov. «Qualquer construção no Ártico é um desafio. Mas, neste caso, você monta a unidade previamente, reboca-a até o local e a instala no leito marinho — pronto, tudo está operacional. É esse tipo de solução que interessa aos americanos.»
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