
O senador covarde Flávio “Rachadinha” Bolsonaro (PL-RJ) pretende pedir “asilo político” ao governo do canibal Donald Trump, segundo aliados ouvidos pelo colunista Igor Gadelha, do monopólio de imprensa Metrópoles. O candidato derrotado na farsa eleitoral de 25 de outubro é investigado em dois inquéritos criminais no Brasil.
De acordo com a coluna, a saída foi organizada de última hora por um grupo restrito de aliados no Brasil e no EUA, para evitar vazamentos. Aos asseclas no Brasil coube operacionalizar a fuga; os instalados em território ianque ajudaram a preparar sua entrada. Flávio teria viajado com a esposa e as duas filhas. A previsão inicial desses interlocutores era a chegada à Flórida na tarde de 27 de outubro. Ainda segundo eles, o governo Trump foi avisado.
Uma fonte do próprio governo do EUA informou à agência imperialista Reuters que Flávio estava a caminho do país. À Folha de S.Paulo, aliados afirmaram que o governo Trump teria participado ativamente do plano de retirada e concederia asilo ao senador. Projetavam sua chegada a Miami ou Dallas. O Departamento de Estado ianque não se manifestou ao UOL quando questionado sobre o assunto.
Uma fonte do próprio governo do EUA informou à agência imperialista Reuters que Flávio estava a caminho do país. À Folha de S.Paulo, aliados afirmaram que o governo Trump teria participado ativamente do plano de retirada e concederia asilo ao senador. Projetavam sua chegada a Miami ou Dallas. O Departamento de Estado ianque não se manifestou ao UOL quando questionado sobre o assunto.
Procurada para esclarecer o paradeiro do enteado, Michelle Bolsonaro confirmou a pelo menos dois aliados que Flávio havia deixado o Brasil. A informação foi publicada pelo colunista Igor Gadelha, do Metrópoles. A confirmação partia, portanto, de dentro do próprio clã, enquanto outros asseclas ainda negavam a fuga. Na tarde de 27 de outubro, o empresário mexicano e ex-subsecretário de Turismo Simón Levy afirmou, na plataforma X, que “Rachadinha” já havia chegado ao EUA. Atribuiu ao secretário de Estado do governo Trump, Marco Rubio, a organização da operação. Segundo Levy, Flávio passaria a liderar a oposição a Luiz Inácio a partir do território ianque, onde estaria livre e em segurança.

Promessa de ficar, preparativos para fugir
Na segunda-feira, 26 de outubro, Flávio havia divulgado um vídeo afirmando ter sido intimado pela Polícia Federal (PF) quando saía de uma visita ao pai, em prisão domiciliar, condenado pelos preparativos golpistas de 2022. Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deveria entregar seus passaportes comum e diplomático em até 24 horas, além de ficar impedido de deixar o Brasil e de manter contato com o advogado Willer Tomaz. Classificou a medida como “uma clara tentativa de me intimidar” e assegurou nunca ter pensado em abandonar o País.
Segundo a CNN Brasil, aliados aconselharam Flávio a permanecer no País durante uma reunião na tarde de 26 de outubro, no escritório de um de seus advogados, no Lago Sul, em Brasília. Embora o senador manifestasse medo de ser preso, esses interlocutores avaliavam que uma prisão logo após a eleição prejudicaria a imagem de Luiz Inácio no exterior e acreditavam que nenhuma medida seria tomada. Foi nessa conversa que o orientaram a gravar o vídeo sobre a intimação. O UOL acrescentou outro indício de preparação da viagem: segundo uma fonte ouvida pelo veículo, uma das filhas de Flávio havia se despedido de duas colegas em 26 de outubro, dizendo que iria ao EUA. A Reuters também apurou que as duas filhas não compareceram às respectivas escolas no dia seguinte.
A promessa de entregar os documentos também ficou pelo caminho. O prazo terminou no fim da manhã de 27 de outubro, sem que o senador comparecesse. A PF cancelou os passaportes em seu sistema e informou que comunicaria o descumprimento a Moraes. Até o início da tarde, não havia mandado de prisão contra Flávio. A ordem de entrega também abrangia passaportes emitidos por outros países. Segundo a Folha, Flávio possui cidadania italiana, e sua identidade italiana permanecia válida. As reportagens não esclarecem qual documento teria utilizado para deixar o Brasil.
A medida judicial está relacionada à investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e seu amigo advogado, em operações que alcançam empresas no exterior e negócios ligados a apostas virtuais. Segundo o Estadão, um dos fundamentos apresentados pela PF foi a identificação de registros que vinculavam Flávio à operação de uma conta no exterior, com possível acesso a recursos fora do Brasil. Tomaz já havia deixado o País rumo ao EUA depois de entrar na mira das investigações.
Os asseclas bolsonaristas, entretanto, passaram a manhã negando a notícia ou tentando descobrir o paradeiro do senador. Do EUA, Eduardo “Bananinha” Bolsonaro ironizou a possibilidade de fuga do irmão. Com a desfaçatez típica da família mitomaníaca, afirmou que seria Elon Musk quem enviaria um foguete para buscá-lo. “Óbvio que é mentira”, declarou ao UOL, atribuindo a informação “à esquerda”. Enquanto isso, a assessoria do senador não confirmava sua localização, e até mesmo seus correligionários pareciam perdidos.
Conforme revelou o jornalista Matheus Schuch, da GaúchaZH, senadores, deputados e governadores do PL passaram a manhã tentando descobrir o paradeiro de Flávio, sem sucesso. Alguns haviam tomado conhecimento da suposta fuga pela própria imprensa e, sem saber o que realmente acontecera, encontravam dificuldades até para elaborar uma versão pública em defesa do aliado.
A desorientação também deu lugar à insatisfação. Aliados ouvidos pela CNN Brasil disseram temer que a ausência de Flávio enfraquecesse a mobilização do grupo depois da derrota; um deles classificou a possível fuga como “inaceitável”. A reportagem registrou ainda a avaliação de um interlocutor: “A sensação é que, nesse momento, o barco fica sem capitão”.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial, disse ter conversado por mensagens com Flávio, que estaria apenas “esfriando a cabeça”. Ao que parece, enquanto o “Rachadinha” esfria a cabeça, seus correligionários é que precisam quebrá-la tentando explicar seu sumiço.

Jato na fronteira e versões contraditórias
Desde a madrugada, a PF apurava informações divulgadas pelo jornal argentino Infobae de que o filho do ex-gerente de turno preso Jair Bolsonaro teria atravessado a fronteira com a Argentina, utilizando seu documento de identidade, para seguir ao EUA em um avião particular. A reportagem apontava como local de embarque a cidade de Puerto Iguazú, na província de Misiones. Não havia registro de passagem regular do senador pelos postos migratórios brasileiros. O avião citado era um Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, operado pela empresa argentina Baires Fly. A aeronave havia partido de Buenos Aires e chegado à cidade fronteiriça na noite de 26 de outubro, mas permanecia em Puerto Iguazú na manhã seguinte, sem realizar a decolagem prevista para o EUA.
O piloto Mauro Mattosinho afirmou ao monopólio de imprensa Folha de S.Paulo que um funcionário do aeroporto argentino lhe relatara a presença do nome de Flávio na lista dos quatro passageiros do jato. Segundo essa versão, três deles teriam se apresentado por volta de 1h30, mas problemas com a documentação impediram a decolagem. O campo destinado aos documentos de Flávio estaria em branco.
A imprensa argentina também noticiou que o “Rachadinha” teria atravessado a fronteira a pé e desistido de embarcar após a repercussão da notícia. Mônica Bergamo, da Folha, revelou ainda que aliados do núcleo mais próximo do clã Bolsonaro haviam recebido a informação de que o senador efetivamente deixara o Brasil. Contudo, a Polícia Federal não encontrou registros de passagem regular de Flávio por postos migratórios brasileiros e estaria buscando esclarecimentos junto às autoridades argentinas. Segundo a colunista, até o momento não havia confirmação independente de que ele tivesse embarcado no avião ou efetivamente deixado o País.
Os asseclas bolsonaristas trataram de negar a notícia. Do EUA, onde permanece foragido desde o ano passado, Eduardo “Bananinha” Bolsonaro ironizou a possibilidade de fuga do irmão. Com a desfaçatez típica da família mitomaníaca, afirmou que seria Elon Musk quem enviaria um foguete para buscá-lo. “Óbvio que é mentira”, declarou ao UOL, atribuindo a informação “à esquerda”. O secretário de imprensa do lacaio argentino Javier Milei também negou, segundo a Bloomberg, que Flávio tivesse ingressado no país vizinho. Enquanto isso, a assessoria do senador não confirmava sua localização, e até mesmo seus correligionários pareciam perdidos.
Segundo Mônica Bergamo, da Folha, a PF também investigava a possibilidade de Flávio seguir por Caracas, na Venezuela, antes de chegar a Miami. Já um aliado ouvido por outra reportagem do monopólio de imprensa afirmou que ele não saíra pela Argentina. As versões permaneciam sem confirmação do trajeto.

Dois inquéritos e medo da prisão
No centro da investigação está a relação de Flávio com Willer Tomaz e a empresa portuguesa Alcazar Holdings. A PF identificou que o senador possuía credenciais de “usuário master” em uma conta bancária do Santander vinculada à companhia, condição que, segundo os investigadores, lhe daria poderes de acesso e gerenciamento. Mensagens de maio de 2025 registram uma solicitação de desvinculação, confirmada pelo banco.
A investigação, iniciada no Rio Grande do Sul e posteriormente remetida ao STF, apura suspeitas de evasão de divisas e utilização de apostas virtuais (bets) para lavagem de dinheiro. Em 23 de outubro, Moraes determinou o bloqueio de até R$ 6 bilhões em bens de Tomaz, além da quebra de sigilos e da suspensão dos passaportes. Flávio e o advogado negam ter compartilhado a conta, mas a PF procura esclarecer o alcance da participação do senador, alérgico à verdade, nas operações investigadas.
E esse não é o único imbróglio judicial do primogênito de Jair Bolsonaro. Flávio também é investigado no caso “Dark Horse”, envolvendo o financiamento do filme sobre a “trajetória política” do patriarca. O senador negociou com o ex-magnata Daniel Vorcaro, do Banco Master, um compromisso de aproximadamente R$ 134 milhões para custear a produção. O inquérito, relatado por André Mendonça, apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A PF investiga o destino dos recursos, incluindo transferências para um fundo no EUA ligado a aliados de Eduardo “Bananinha” Bolsonaro. Uma das suspeitas é que parte dos repasses tenha custeado despesas do irmão no exterior, o que ambos negam. A pedido da Procuradoria–Geral da República, a apuração também inclui o levantamento de emendas parlamentares de Flávio para identificar eventual favorecimento ao Banco Master. O senador, como de costume, nega irregularidades e sustenta tratar de “patrocínio privado, sem contrapartidas”.
A possibilidade de prisão de Flávio já preocupava até mesmo o patriarca do clã. Segundo a colunista Bela Megale, do monopólio de imprensa O Globo, Jair Bolsonaro ficou abatido e surpreso com a derrota do filho para Luiz Inácio (PT), mas sua maior preocupação era que Flávio terminasse atrás das grades. O assunto também entrou nas discussões do senador com sua equipe jurídica.
Flávio havia prometido contestar a eleição e pedir anulação, mas recuou após a falta de respaldo ianque e a resistência de aliados e da própria direção do PL, passando a defender uma ação pela cassação da chapa petista por suposto abuso de poder econômico – como se essa não fosse a tônica de toda e qualquer campanha eleitoreira. No mesmo vídeo em que prometeu entregar os passaportes, apresentou-se como líder da oposição ao próximo mandato de Luiz Inácio e anunciou que reuniria os parlamentares do PL para organizá-la.
A derrota nas urnas frustrou a tentativa de levar mais um Bolsonaro ao Planalto e deixou o herdeiro político do “capitão-do-mato” às voltas com os inquéritos que procurava apresentar como perseguição. Agora, segundo seus próprios aliados, o playboy que prometia liderar a oposição no Brasil prepara a retirada e um pedido de abrigo ao suserano ianque. Para os seguidores, bravatas; para o playboy, uma operação reservada para salvar a própria pele – que uma vitória eleitoral só poderia ter adiado.

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