
O S&P VIX Brasil, conhecido como “índice do medo” do mercado brasileiro, renovou seu recorde histórico nesta quinta-feira (22), a três dias do segundo turno da eleição presidencial.
O indicador fechou aos 45,27 pontos, alta de 6,72% em relação aos 42,42 pontos registrados na quarta-feira (21), quando já havia alcançado uma nova máxima. A sequência ocorre na reta final da disputa entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O nível desta quinta-feira também representa uma escalada relevante em relação ao período anterior ao primeiro turno. Em 2 de outubro, último pregão antes da votação, o VIX Brasil havia atingido o então recorde de 32,77 pontos.
Na comparação com aquele patamar, o índice avançou cerca de 38%.
Após o primeiro turno, o movimento havia sido na direção oposta. Em 5 de outubro, o VIX Brasil caiu 27,74% e fechou aos 23,69 pontos. Desde então, mais do que recuperou a queda e praticamente dobrou de nível até o fechamento desta quinta.
Indicador mede volatilidade esperada para os próximos 30 dias
O VIX Brasil não mede diretamente se os investidores esperam alta ou queda da bolsa. Ele calcula a volatilidade implícita esperada para os próximos 30 dias, com base nos preços de opções de compra e venda sobre o Ibovespa.
Quanto maior o indicador, maior é a oscilação esperada pelo mercado, independentemente da direção.
A metodologia foi desenvolvida pela S&P Dow Jones Indices em conjunto com a bolsa brasileira e segue a mesma estrutura conceitual do VIX americano. O índice reflete a percepção dos investidores sobre a volatilidade futura do principal índice acionário brasileiro.
Isso significa que os 45,27 pontos não representam uma expectativa de queda de 45,27% do Ibovespa. O valor corresponde a uma medida anualizada da volatilidade implícita captada no mercado de opções.
Níveis acima de 30 pontos costumam estar associados a períodos de maior turbulência e incerteza. No fim de setembro, quando o indicador ultrapassou essa barreira, a bolsa já classificava o nível como sinal de elevada incerteza dos investidores.
Pesquisas mostram segundo turno apertado
A escalada do indicador ocorre enquanto diferentes pesquisas apontam uma disputa presidencial dentro das respectivas margens de erro.
Durante o pregão desta quinta-feira, o mercado já tinha acesso ao levantamento PoderData/Aya, que mostrou Flávio Bolsonaro com 51% dos votos válidos, ante 49% de Lula. A margem de erro é de 1,6 ponto percentual para mais ou para menos, o que configura empate técnico. Foram entrevistados 4 mil eleitores.
Também nesta quinta, pesquisa Indexa/Broadcast mostrou 50,6% dos votos válidos para Flávio e 49,4% para Lula. O levantamento ouviu 2 mil eleitores entre os dias 20 e 21 de outubro e tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais. Os dois candidatos também aparecem tecnicamente empatados.
Na quarta-feira (21), a Quaest havia apontado Flávio com 45% das intenções de voto totais, contra 44% de Lula. Brancos e nulos somavam 9% e os indecisos, 2%. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Depois do fechamento do mercado desta quinta-feira, o Datafolha divulgou uma nova rodada e mostrou empate numérico nos votos válidos, com 50% para cada candidato.
Nos votos totais, Flávio aparece com 47% e Lula, com 46%. Outros 5% afirmaram que pretendem votar em branco ou nulo e 2% estavam indecisos. O instituto ouviu 2.520 pessoas entre os dias 20 e 22 de outubro, com margem de erro de dois pontos percentuais.
Primeiro turno também levou VIX a recordes
A volatilidade já havia aumentado de forma expressiva antes da primeira votação.
O VIX Brasil fechou aos 32,39 pontos em 1º de outubro e subiu para 32,77 pontos no dia seguinte, renovando naquele momento sua máxima desde o lançamento do indicador, em março de 2024.
No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro recebeu 47,03% dos votos válidos, com 56,1 milhões de votos. Lula obteve 45,16%, com 53,9 milhões. Os dois avançaram para a votação final marcada para domingo (25).
No primeiro pregão depois da votação, o VIX despencou para 23,69 pontos. A trajetória voltou a se inverter nas semanas seguintes e ganhou força na reta final do segundo turno.
DECISÃO 2026:
O Times Brasil | CNBC transmite no domingo (25) a cobertura do segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), com entradas ao vivo durante todo o dia de votação.
Às 16h, começa o especial DECISÃO 2026, que acompanha o fechamento das urnas e a apuração até a definição de quem vai governar o país.
https://timesbrasil.com.br/investimentos/decisao-2026-indice-do-medo-renova-recorde-historico-as-vesperas-do-2o-turno/
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