
O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cujo nome está em alta nos tabloides por suas supostas relações – nada ilibadas – com o magnata Daniel Vorcaro, determinou em 9 de outubro a suspensão (censura) da circulação da edição especial de setembro do jornal Petróleo dos Brasileiros, produzido pelo Sindipetro Unificado com apoio da Federação Única dos Petroleiros (FUP). Concedida a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), a liminar manda interromper a distribuição dos exemplares, retirar o arquivo do site do sindicato e cessar sua divulgação digital, sob ameaça de multa de R$ 10 mil.
Sob o pretexto da “paridade de armas”, a casta judiciária impede os petroleiros de divulgar seu balanço sobre os projetos em disputa e o desmonte da Petrobras, em uma abjeta perseguição à imprensa sindical que recobra os tempos sombrios do regime militar fascista. A extrema direita entreguista recorre à censura para calar as denúncias contra seu próprio histórico. Flávio “Rachadinha” quer disputar a gerência do velho Estado sem que a imprensa sindical exponha o que o governo de seu pai fez com a estatal.

Sob o capitão-do-mato Jair Bolsonaro, foram vendidas as refinarias Landulpho Alves, na Bahia, em 2021, e Isaac Sabbá, em Manaus, em 2022. A Petrobras também concluiu sua saída da BR Distribuidora em 2021. No transporte de gás, vendeu os 10% remanescentes da NTS em 2021 e entregou a TAG em duas etapas: 90% em 2019 e os 10% restantes em 2020. A venda do Polo Potiguar, que incluía a refinaria Clara Camarão, foi contratada em 31 de janeiro de 2022, sob Bolsonaro, e consumada em 7 de junho de 2023, já sob o governo de Luiz Inácio (PT), que deu continuidade à política entreguista.
O ataque tem precedente recente, inclusive no mesmo setor. Em 20 de outubro de 2018, fiscais da “Justiça” Eleitoral e policiais militares apreenderam milhares de exemplares do Brasil de Fato e cópias do Boletim Nascente na sede do Sindipetro-NF, em Macaé (RJ). O juiz Sandro de Araújo Lontra considerou o material propaganda favorável a Fernando Haddad e depreciativa a Jair Bolsonaro. A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) repudiou a censura.
O jornal A Nova Democracia repudia e condena a decisão arbitrária da casta judiciária, exige a imediata revogação da censura e se solidariza com o Sindipetro Unificado, com a FUP e com os trabalhadores petroleiros. Defendemos seu direito de produzir e distribuir sua imprensa e de denunciar a entrega das riquezas da Nação aos interesses do grande capital e dos monopólios imperialistas.

ACERCA DEL CORRESPONSAL
REDACCIóN CENTRAL
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