
Enquanto a Petrobras (PETR4) entra em um embate com o Ministério Público Federal sobre a exploração de petróleo na Margem Equatorial, outras frentes de negócio seguem a todo vapor, especialmente no mercado internacional.
Segundo a presidente da estatal, Magda Chambriard, descobertas relevantes de gás na Colômbia devem ser anunciadas em breve, em parceria com a também estatal Ecopetrol.
Apesar do otimismo, os detalhes específicos dessas novas reservas e os acordos envolvidos ainda são mantidos sob suspense.
«Temos descobertas relevantes de gás a desenvolver na Colômbia. Estamos divulgando hoje as oportunidades na Colômbia, onde já temos inclusive contratos de gás a divulgar», disse Chambriard.
Onde a Petrobras quer chegar?
O movimento em solo colombiano reflete uma estratégia mais ampla: manter a produção em patamares elevados e crescentes até a próxima década, ancorada na busca por novas fronteiras exploratórias e na modernização de ativos antigos.
Para entender a rota desenhada pela gestão de Chambriard, vale destacar três pilares informados pela executiva: novas fronteiras internacionais, avanço no Sul do país e fôlego extra aos campos maduros.
Na primeira frente, a Petrobras já assinou oito contratos na Costa do Marfim, buscando explorar oportunidades em geologias externas semelhantes às encontradas no Brasil.
Junto a essa iniciativa transfronteiriça, a estatal segue avançando nos estudos e operações na Bacia de Pelotas, no Rio Grande do Sul.
E, para completar, a companhia garante que não abandonará as áreas antigas de produção. A aposta para estender a vida útil desses locais está no uso de tecnologias habilitadoras, como a robotização.
«Não renunciaremos a eles. O futuro nos reserva todos os dias uma série de tecnologias habilitadoras em que investimos para desenvolvê-los», disse Chambriard.
Mesmo com os anúncios estratégicos na Colômbia, as novidades não conseguiram segurar os papéis da estatal no campo positivo no pregão desta segunda-feira (21).
Por volta de 13h50, as ações ordinárias (PETR3) da Petrobras recuam 1,16%, enquanto as preferenciais (PETR4) caem1,03%.
A explicação para o tombo vem do cenário externo: o petróleo tipo Brent cai mais de 4%, cotado abaixo dos US$ 100 o barril.
O alívio nas cotações da commodity é impulsionado por dois fatores geopolíticos: a redução dos receios sobre possíveis interrupções nos fluxos de oleodutos na Arábia Saudita e a intensificação das negociações entre Estados Unidos e Irã, impulsionadas por novas propostas apresentadas pelo ministro das Relações Exteriores da Turquia.
Petrobras no cenário interno
No ambiente interno, a Petrobras informou ter recebido uma parcela do Programa de Subvenção Econômica à comercialização de gasolina.
Além disso, a petroleira comunicou que suas atividades de exploração na Margem Equatorial não identificaram impactos socioambientais diretos sobre terras indígenas ou comunidades locais.
Ainda assim, o Ministério Público Federal pediu a suspensão imediata da autorização para perfurar o bloco na Margem Equatorial por risco ao meio ambiente.
ACERCA DEL CORRESPONSAL
JOSé CARLOS FERREIRA
José Carlos Ferreira es corresponsal de Prensa Mercosur en Río de Janeiro, Brasil, con posibilidad de desarrollar su labor periodística en todo el territorio brasileño. Cuenta con experiencia profesional en comunicación y medios, vinculada a WBP Brasil y Rede Globo de Televisão, y posee especial interés en política, noticias regionales, reportajes y entrevistas. Su incorporación fortalece la presencia de Prensa Mercosur en Brasil, aportando experiencia, contenidos y una mirada cercana a la realidad brasileña para informar y conectar al país con la agenda del Mercosur.
- ★Os US$ 90 mil estão chegando? Bitcoin (BTC) passa de US$ 86 mil e alcança maior valor desde janeiro
- ★Onde estão os R$ 927 bilhões do agro? Spoiler: a soja não explica tudo
- ★O mapa do comércio exterior brasileiro: a força do agroextrativismo e o recuo da manufatura
- ★Lula turbina Bolsa Família em 15% e faz o Ibovespa perder 3 mil pontos. Por que o mercado torceu o nariz?
- ★Juros cada vez menores: Copom corta Selic para 13,75% e não sinaliza próximos passos, embora mercado espere mais cortes

