
Os alertas de desmatamento na Amazônia brasileira atingiram o menor nível em uma década durante o primeiro semestre de 2026, segundo dados do Sistema Deter (Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real) divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
Entre janeiro e junho, 1.295 km² de vegetação nativa foram perdidos no bioma amazônico. No Cerrado, o segundo maior bioma do Brasil, a área sob alerta de desmatamento foi de 3.142 km² nos primeiros seis meses do ano, a menor desde 2021.
A redução na Amazônia foi de 38% em comparação com o primeiro semestre do ano passado, e no Cerrado, de 6%.
O Sistema Deter apoia o monitoramento e o controle do desmatamento e da degradação florestal realizados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e outros órgãos ambientais.
A Amazônia e o Cerrado compreendem 49% e 24% do território nacional, respectivamente. Nesses biomas, a área de vegetação sob alerta de desmatamento em 2026 chega a 4.437 km².
A tendência de queda na destruição da vegetação nativa nos últimos anos deve-se à retomada de políticas governamentais, como planos de controle do desmatamento, fortalecimento dos órgãos de fiscalização e restrições financeiras para quem pratica o desmatamento.
Na Amazônia e no Cerrado, o início do ano apresenta menores taxas de desmatamento devido à estação chuvosa, que dificulta a extração de madeira, e também à maior cobertura de nuvens, que pode prejudicar as imagens de satélite. É comum observar um aumento no desmatamento entre maio e setembro, quando as chuvas diminuem.
A chegada do El Niño pode causar uma seca intensa no segundo semestre do ano, com aumento do desmatamento e dos incêndios florestais.
Fonte: XINHUA Português
Publicado por: Fabiana Ceyhan
Fuente de esta noticia: https://brasiliainfoco.com/amazonia-brasileira-registra-menor-taxa-de-desmatamento-em-uma-decada-no-primeiro-semestre-do-ano/
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