
Mais uma importante marca para a música curitibana aconteceu nesta quarta-feira (07) em Curitiba. A 43ª Oficina de Música contou com uma apresentação especial em sua abertura no Teatro Guaíra. A noite foi de casa cheia e com grandes salvas de palmas, abrindo a programação – que segue até 18 de janeiro.
A 43ª Oficina de Música de Curitiba tem mais de 150 atrações, 120 delas gratuitas. São shows, concertos, visitas guiadas, exposição, exibição de filmes e oficinas. Confira a programação completa aqui no Curitiba Cult ou no site oficial do evento.
Abertura
A cerimônia de abertura iniciou às 20h no palco do Guairão. Uma presença ilustre foi aplaudida de pé por todo o teatro: Ingrid Seraphim. A musicista de formação erudita foi idealizadora da Oficina de Música, em 1982. No ano seguinte, a Fundação Cultural deu início à primeira edição do evento, com pouco mais de dez cursos no Solar do Barão. Hoje, são dezenas de cursos em diversos espaços da cidade, além das 150 atividades e apresentações. Por ter iniciado um dos eventos mais longevos da música em Curitiba, Ingrid foi celebrada na abertura da Oficina de Música em 2026.
A Orquestra da Camerata Antiqua de Curitiba iniciou a apresentação com “Fosca”, ópera de Antônio Carlos Gomes. Logo depois, aconteceu uma cena inédita: pela primeira vez na Oficina, um concerto de abertura reuniu no mesmo palco duas pianistas. Maria Teresa Madeira e Érika Ribeiro se juntaram à Orquestra para interpretar “Concerto para Dois Pianos” e “Orquestra em Ré Menor” de Francis Poulenc. O público inteiro do Guaíra levantou para bater palmas para as pianistas.
Uma homenagem a Hermeto Pascoal aconteceu na segunda parte da abertura. A Orquestra recebeu Nave Mãe, grupo dos músicos que acompanharam o compositor e multi-instrumentista em palco e estúdio por anos. Hermeto viveu em Curitiba por anos, como lembrou o diretor artístico João Egashira, tornando a homenagem ainda mais especial. O artista ganhou reconhecimento internacional por sua abordagem criativa na música, tirando sons e ritmos desde garrafas de vidro até do movimento da água.
A apresentação foi ovacionada no Guaíra. Nave Mãe conta na formação com Fábio Pascoal (filho de Hermeto), Itiberê Zwarg, André Marques, Jota P. e Ajurinã Zwarg. Ao final, Fábio chamou a banda na frente do palco e comandou o público do Guaíra para recitar um poema favorito do pai, que falava sobre a importância da música na vida das pessoas.
Repercussão
A noite foi marcada pela empolgação do público e com destaques sobre a programação. “A Oficina de Música tem essa característica de dar uma amostragem muito grande do que está sendo a movimentação musical, não só no Brasil como no entorto”, afirmou Abel Rocha, que foi maestro da noite e assina a direção artística na categoria de música erudita. O evento é uma oportunidade não apenas para músicos que se apresentam e participam de cursos, mas também para o público ser introduzido em diferentes estilos musicais. “Você vai ter exemplo de todas as áreas, muitas coisas que para o público abre oportunidades de você descortinar várias linguagens e coisas que muitas vezes, você não conhece. Tem o lado pedagógico da Oficina, há 43 anos, então Curitiba já tem histórico muito forte na realização musical.”
João Egashira, diretor artístico na categoria de música popular brasileira, complementa: “tem muitos alunos que voltam futuramente como professores. A Oficina tem um valor que se pode mensurar, pela quantidade de alunos que se projetam e viram profissionais de primeira linha.” Sobre as homenagens e shows especiais, como o tributo a Rita Lee com Paula Lima e a apresentação de Francis Hime, o diretor afirma: “A música brasileira tem uma efervescência, e a gente tem que prestar tributos a quem já construiu a sua estrada e pavimentou a estrada por onde a gente passa”.
Estreando na direção artística da Oficina de Música, Marília Vargas comanda a categoria de música antiga. Ela falou no palco do Guaíra sobre a grande procura por esse estilo, que valoriza instrumentos antigos de épocas como o Renascimento e o Barroco. “É uma boa oportunidade para as pessoas conhecerem a música antiga”, afirma, destacando a interpretação de uma cantata de Bach. “O departamento está com todos os cursos praticamente lotados”.
O prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, esteve presente no evento. “A Oficina de Música, mais uma vez, começa inaugurando o cenário da música no país, bem no comecinho do ano, trazendo alunos e professores experientes do país todo e fazendo com que Curitiba vire o centro da música”, afirmou. O prefeito celebrou ainda o circuito off, com shows em bares e restaurantes, e as apresentações em parques.
Marino Galvão Junior, presidente da Fundação Cultural de Curitiba, comentou sobre o adiantamento da Oficina de Música. “Ela está acontecendo um pouquinho mais cedo, por uma série de fatores, entre eles a possível reforma do Teatro Guaíra em breve”, citou. “A gente acredita que, com isso, o público que está na cidade terá bastante oferta cultural e musical de qualidade”.
SERVIÇO – 43ª Oficina de Música de Curitiba
Quando: de 07 a 18 de janeiro de 2026
Onde: diversos endereços pela cidade
Quanto: opções vão de apresentações gratuitas até shows com ingressos entre R$ 20 e R$ 60 – disponíveis no site Disk Ingressos e no site Zet
Inscrições para oficinas: no site aluno-oficinademusica.curitiba.pr.gov.br/cursos
Informações: no site oficial oficinademusica.curitiba.pr.gov.br.
Publicado por: Brunow Camman
Fuente de esta noticia: https://curitibacult.com.br/guaira-cheio-e-artistas-ovacionados-confira-como-foi-a-abertura-da-43a-oficina-de-musica-de-curitiba/
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