
Na noite de sexta-feira, 6 de outubro, o ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña, passou a ser mantido em uma unidade militar localizada em Assunção, poucas horas após ser destituído do cargo pelo Congresso nacional e ter sua prisão domiciliar decretada pela Justiça. A medida foi uma resposta direta à crescente tensão e aos protestos que se intensificaram nas proximidades da residência onde Peña se encontrava cumprindo a pena.
Os protestos contra o ex-presidente eram marcados por gritos de repúdio e exigências para que ele fosse encaminhado a uma unidade prisional convencional, em vez de continuar na segurança relativa do domicílio. A situação se agravou, resultando em confrontos entre os manifestantes e as forças policiais que tentavam manter a ordem. De acordo com relatos, a comitiva que transferiu Peña para o novo local de detenção foi recebida com hostilidade, com a multidão proferindo ofensas e lançando objetos em sua direção.
Peña foi levado ao Regimiento Escolta Presidencial, um quartel que abriga uma unidade de elite das Forças Armadas do Paraguai. Essa instalação, que tradicionalmente assegura a proteção do chefe de Estado e de líderes estrangeiros em visitas oficiais, não se configura como uma prisão comum, o que suscita discussões sobre as condições e a natureza da detenção do ex-presidente.
A decisão que culminou na destituição de Peña do cargo ocorreu após a votação do impeachment, marcado por um contexto de crise econômica e política, exacerbada pelo escândalo envolvendo o banco Ueno, cujas repercussões levaram à queda de diversas autoridades, inclusive do presidente do Banco Central do país. Na esteira dessa reviravolta política, o então vice-presidente Pedro Alliana foi empossado como novo presidente do Paraguai, assumindo a liderança do país em um momento de grande incerteza. A situação política no Paraguai, marcada por esta crise e pelos desdobramentos que seguirão, promete ser desafiadora para a nova administração.
ACERCA DEL CORRESPONSAL
REDACCIóN CENTRAL
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