
O ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña, e o ex-presidente do Banco Central (BCP), Carlos Carvallo, devem comparecer ao Ministério Público do país neste sábado, 7, para uma audiência preliminar relacionada à investigação do escândalo do Banco Ueno.
Segundo o jornal paraguaio La Nacion, Peña se apresenta ao órgão às 11h30, enquanto Carvallo tem audiência marcada para as 15h30. Ambos estão sujeitos a um mandado de prisão expedido pelo Ministério Público na sexta-feira, no âmbito das investigações do esquema bancário que deixou milhares de pessoas sem acesso às suas contas no país.
A investigação busca esclarecer as supostas responsabilidades de funcionários atuais e antigos nas operações do Banco Ueno, os mecanismos de supervisão do sistema financeiro e a alocação de recursos públicos na instituição.
Ex-sócio da holding que controlava o banco, Peña renunciou à presidência na quinta-feira, mas sua saída voluntária não foi aceita pelo Congresso Nacional. Ao invés disso, o senado prosseguiu com o processo de impeachment, e votou pela destituição do político na sexta-feira, por má conduta no cargo. Após a decisão, o vice-presidente Pedro Alliana assumiu a Presidência da República.
Continua após a publicidade
Horas depois do anúncio, Peña foi formalmente indiciado e preso pelo MP. A audiência agendada para este sábado deve marcar as primeiras declarações oficiais sobre o caso, determinando se Peña e o ex-presidente do banco central paraguaio prestarão depoimento ou se recusarão a fazê-lo.
A crise no país
A turbulência começou após o Banco Central do Paraguai intervir no Ueno Bank, instituição do Grupo Vázquez, diante de problemas de solvência e da insuficiência de recursos para cobrir suas obrigações. Segundo as investigações, a situação estaria relacionada, entre outros fatores, a empréstimos concedidos a empresas ligadas ao próprio grupo controlador.
Continua após a publicidade
O banco, que atendia cerca de 3 milhões de clientes e administrava aproximadamente 850 milhões de dólares em recursos públicos, incluindo depósitos de fundos previdenciários, teve suas operações suspensas. A medida deixou correntistas sem acesso imediato ao dinheiro e provocou protestos em Assunção, capital do país. O governo anunciou que parte dos depósitos seria devolvida por meio do Fundo de Garantia de Depósitos.
Continua após a publicidade
A crise também atingiu diretamente o Executivo por causa da ligação anterior de Peña com o grupo controlador da instituição. O presidente havia sido acionista da holding até março de 2025. Parlamentares da oposição o acusaram de conflito de interesses, de favorecer o banco por meio de decisões regulatórias e de concentrar recursos previdenciários na instituição. Também questionaram a atuação do Banco Central diante dos problemas financeiros.
Publicidade
https://veja.abril.com.br/mundo/apos-impeachment-e-prisao-ex-presidente-do-paraguai-enfrenta-audiencia-sobre-banco-ueno/
ACERCA DEL CORRESPONSAL
REDACCIóN CENTRAL
Prensa Mercosur es un diario online de iniciativa privada que fue fundado en 2001, donde nuestro principal objetivos es trabajar y apoyar a órganos públicos y privados.
- ★Alliana define su gabinete: Walter Gutiérrez continuará en el Ministerio de la Niñez
- ★Paraguay — Itaipú presenta denuncia penal contra Ueno Bank y sus directivos para recuperar fondos
- ★Ybycuí: apelan orden de abrir camioneta con supuestos documentos de la Comuna
- ★Nuevo ministro del Interior confirma a la cúpula policial
- ★Paraguay — Esto dice la Embajada de Taiwán sobre el Gobierno paraguayo




















