
A partir de uma coleção com 12.000 obras e do conceito de “lugar”, o Centro de Arte Moderna (CAM) da Gulbenkian, em Lisboa, programou uma nova exposição que atravessa mais de meio século da arte contemporânea portuguesa.
A exposição “Lugares que se desenham”, que abre ao público no sábado, tem curadoria de Sérgio Mah e Leonor Nazaré, propondo um fio narrativo em torno da ideia de lugar, com mais de uma centena de obras sobretudo de artistas portugueses da coleção CAM, algumas das quais expostas pela primeira vez.
“O que estamos aqui a ver não é uma exposição-tese sobre o tema, até porque senão não podíamos estar confinados a ter obras da coleção. É um tema muito interessante para trazer obras importantes, que não são vistas há muito tempo, que nunca foram vistas. Há muitas obras que a fundação adquiriu e nunca expôs. Mas estamos a produzir conhecimento e perceção sobre um eixo de produção artística em Portugal nas últimas décadas”, afirmou o curador e diretor do CAM, Sérgio Mah, numa apresentação à comunicação social.
A exposição apresenta pintura, escultura, vídeo, fotografia, desenho, produzidas desde os anos 1950 até à atualidade.
Foram convocados artistas como Almada Negreiros, Fernando Calhau, Alberto Carneiro, Cabrita Reis, Jorge Pinheiro, Julião Sarmento e Rui Chafes, assim como Patrícia Garrido, Edgar Martins, Filipa César e Maria José Aguiar.
“Há artistas que estão no imaginário coletivo e artistas muito queridas do nosso público, como Ana Vieira, Vieira da Silva, Lourdes Castro, e depois há jovens que já são consolidados, como António Bolota ou Cecília Costa, mais jovens no imaginário coletivo da perceção do que é a arte portuguesa contemporânea. Há aqui muitas gerações”, descreveu a curadora Leonor Nazaré.
Todas as obras escolhidas remetem, de uma forma mais direta ou tangencial, para o conceito de lugar, o fio condutor das escolhas dos curadores.
De Julião Sarmento foi escolhida a obra “Amazônia” (1992), que consiste numa casa precária de madeira, assente num chão de areia vermelha, da qual o visitante só consegue vislumbrar o seu interior pelas frinchas das paredes de tábuas.
De Alberto Carneiro, está presente a escultura de vime em diálogo com a série fotográfica “Os sete rituais estéticos sobre um feixe de vime na paisagem” (1975).
Outro dos exemplos é a artista plástica Susana Gaudêncio com três obras feitas em 2009 – “Hotel dos jornalistas, Sarajevo”, “Plaza de Mayo, Buenos Aires” e “Alexander Platz, Berlim” – que consistem em desenho a grafite do percurso de milhares de pessoas, em fotografias de grande escala, de lugares daquelas cidades.
Sérgio Mah, que assumiu funções em maio passado como diretor do Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, teve aqui uma janela de oportunidade para produzir uma das suas primeiras exposições na denominada “nave central” do CAM.
“Foi um desafio interessante para mergulhar na coleção. É uma experiência maravilhosa passar tempo nas reservas e ver as obras. É uma forma de conhecermos esta casa”, disse.
Sobre a curadoria de uma exposição a partir da coleção de arte contemporânea como a da Gulbenkian, Sérgio Mah acrescentou que a ideia é “jogar com as expectativas das pessoas”.
“Não queremos que as pessoas sejam exatamente iguais como entraram. Queremos que possam sair de outra maneira. (…) A parte mais adorável do nosso trabalho é projetarmo-nos na experiência do espectador”, afirmou.
A exposição “Lugares que se desenham – Uma topologia a partir da coleção do CAM”, que abre ao público a 7 de novembro, ficará patente até 29 de março de 2027.
Fonte e crédito da imagem: O Jornal Económico / Portugal
https://portaltvportuguesa.com.br/ideia-de-lugar-marca-nova-exposicao-da-colecao-de-arte-contemporanea-da-gulbenkian/
ACERCA DEL CORRESPONSAL
REDACCIóN CENTRAL
Prensa Mercosur es un diario online de iniciativa privada que fue fundado en 2001, donde nuestro principal objetivos es trabajar y apoyar a órganos públicos y privados.
- ★Rio registra 50 ônibus sequestrados para barricadas e Alerj cobra medidas de proteção aos motoristas
- ★El truco oculto para clientes de DIGI con el que puedes conseguir un descuento de hasta 300 euros en tus facturas
- ★Un desarrollador crea una herramienta que permite instala Linux en Windows sin necesidad de grabar las distros en una memoria USB
- ★Microsoft defiende Windows 11 tras corregir más de 1.100 fallos en un mes: "No significa que sea menos seguro"
- ★Microsoft descubre instaladores falsos que convierten tu PC en una máquina para ganar dinero sin que lo sepas




















