
Em Brasília, integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acreditam que a derrota do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, junto com a vitória do PT no Brasil, pode sinalizar uma mudança global rumo à valorização do multilateralismo, apurou o Broadcast Político.
Diplomatas consultados disseram que a derrota de Donald Trump nos EUA e a queda de um aliado dele no Brasil indicam que a política unilateral defendida pelo republicano em seu segundo mandato pode ter chegado ao limite. Isso abriria caminho para que o multilateralismo ganhe mais força no futuro.
Nas eleições realizadas no dia 3, os Republicanos perderam a maioria na Câmara dos Representantes e no Senado, resultado que surpreendeu alguns políticos e analistas pela intensidade com que ocorreu. O próprio presidente americano reconheceu a derrota e elogiou o trabalho dos democratas.
Dentro desse cenário, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, deverá se reunir com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, durante a cúpula do G7 em Marselha na próxima semana. Esta será a primeira reunião entre eles após as vitórias do PT no Brasil e dos democratas nos EUA.
Lula também viajará à Turquia para participar da COP31, seguida pela ida às Filipinas para a cúpula da Asean. Ministrs de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Relações Exteriores e Minas e Energia acompanharão o presidente.
O discurso internacional de Lula nessa viagem será o primeiro após sua reeleição. Seus auxiliares avaliam que será um momento simbólico importante para sua política, especialmente por tratar-se de um evento focado nas mudanças climáticas.
Durante a COP31, Lula deve reforçar a defesa do multilateralismo, a importância das ações contra o desmatamento e a transição para energias limpas. Também é esperado que ele aborde o fundo para a preservação das florestas tropicais e as metas nacionais para reduzir gases que causam o efeito estufa para cumprir o Acordo de Paris.
Após a Turquia, o presidente seguirá para as Filipinas, onde poderá encontrar o presidente Ferdinand Romualdez Marcos Jr., conhecido como Bongbong Marcos, além de possíveis encontros bilaterais com outros líderes asiáticos. O retorno ao Brasil está previsto para 16 de novembro.
https://imprensapublica.com.br/lula-e-aliados-veem-vitoria-do-pt-e-democratas-como-nova-direcao/
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