Partido conquista o controle do Senado e da Câmara dos Representantes, em uma contundente rejeição dos eleitores a Trump, afirma o The New York Times

“Eleitores insatisfeitos marcam o início do fim da era Trump”. Foto oficial da Casa Branca, de Joyce N. Boghosian.
Nesta quarta-feira (4/11), os democratas comemoram uma vitória expressiva nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, após conquistarem o controle do Senado e da Câmara dos Representantes. De acordo com o jornal The New York Times, os eleitores decretaram uma contundente derrota política ao presidente Donald Trump e redefiniram o equilíbrio de poder em Washington.
Segundo o jornal, a vitória avassaladora se estendeu de costa a costa do país, com os democratas conquistando cadeiras que estavam há décadas nas mãos dos republicanos e vencendo em distritos eleitorais da Câmara dos Representantes que, por muito tempo, pareciam fora de seu alcance.
“Eleitores insatisfeitos marcam o início do fim da era Trump”, resume Peter Baker, correspondente-chefe do The New York Times na Casa Branca. Em sua análise das eleições, o jornalista destacou que, ao longo da campanha, o presidente Trump pediu aos eleitores que votassem como se ele próprio estivesse na cédula eleitoral. “Ele repetiu isso não uma, nem duas, mas 47 vezes”, observou Baker. E os eleitores atenderam ao pedido — mas não da maneira que Trump esperava.
“A onda democrata nas eleições legislativas de terça-feira representou uma dura rejeição a um presidente profundamente impopular, após mais de uma década de domínio do cenário político nacional. Mais do que qualquer um de seus antecessores, Trump transformou deliberadamente a disputa de meio de mandato em um referendo sobre si mesmo — e acabou pagando o preço”, analisou o jornalista, que cobriu suas primeiras eleições de meio de mandato em 1986.
Os resultados das urnas indicam que Trump perdeu o controle sobre a coalizão eleitoral que o levou à Casa Branca em duas ocasiões. Entre os principais motivos de insatisfação e frustração do eleitorado estão os preços elevados dos combustíveis, o conflito prolongado com o Irã e as alegações de enriquecimento ilícito envolvendo Trump e pessoas de seu círculo próximo. Eleitores que antes haviam apostado em um candidato que prometia mudanças acabaram rejeitando seu partido ou simplesmente deixaram de comparecer às urnas.
Entre a noite de terça-feira e a madrugada de quarta-feira, à medida que avançava a apuração, uma surpresa sucedia à outra. A derrota republicana se estendia por regiões dos Estados Unidos até então consideradas redutos seguros do partido, relatou o jornal britânico The Guardian. Entre os resultados mais surpreendentes estava o do Texas, estado que se tornou um dos maiores símbolos da hegemonia republicana nas últimas décadas.
Em uma reviravolta histórica, James Talarico tornou-se o primeiro democrata eleito para o Senado pelo Texas desde 1988. Em outro duro golpe para os republicanos, o governador Greg Abbott, uma das principais lideranças do partido no estado, também foi derrotado. Os eleitores escolheram a democrata Gina Hinojosa, que se torna a primeira governadora democrata do Texas em 36 anos.
Para o The Guardian, a vitória de Hinojosa, que se torna a primeira mulher latina a governar o estado, representa, por si só, uma rejeição ao governo Trump. Segundo a análise do jornal, a campanha de deportações em massa conduzida pelo Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE), que atingiu comunidades hispânicas no Texas, revelou-se um grave erro político do presidente — uma espécie de “gol contra” —, ao afastar parte dos eleitores que o haviam apoiado apenas dois anos antes.
Em Michigan, o democrata Abdul El-Sayed — médico e figura em ascensão da ala progressista — fez história ao vencer uma disputa para o Senado que atraiu grande atenção nacional. Ele derrotou o republicano Mike Rogers e tornou-se o primeiro senador muçulmano dos Estados Unidos.
A agência de notícias Reuters destaca que o Kansas elegeu seu primeiro senador democrata desde a Grande Depressão, há quase um século. Além disso, na Carolina do Sul — estado em que Trump venceu por uma margem de quase 18 pontos percentuais em 2024 —, os eleitores rejeitaram o candidato republicano ao Senado escolhido pessoalmente pelo presidente.
“Os resultados inauguram uma nova era de governo dividido em Washington, após dois anos em que o Congresso, sob controle republicano, raramente exerceu seu poder para conter Trump”, avaliou a Reuters.
Segundo a agência, a expectativa é que, a partir de janeiro, quando os novos parlamentares assumirem seus mandatos, os democratas utilizem seu poder para investigar o governo Trump, sua família e seus aliados, além de exigir concessões em projetos de lei importantes. O Senado, sob controle democrata, também poderá barrar indicações feitas pelo presidente, incluindo eventuais nomeações para a Suprema Corte dos Estados Unidos, caso surja alguma vaga.
“Estamos diante de uma reconfiguração geracional do mapa do Senado que vai mudar a América”, afirmou Chuck Schumer, líder da minoria democrata no Senado. “Os americanos votaram por mudança, e agora os democratas precisam entregar resultados”, declarou à Reuters.
https://www.abi.org.br/democratas-impoem-derrota-esmagadora-aos-republicanos-nas-eleicoes-de-meio-de-mandato-nos-estados-unidos/
ACERCA DEL CORRESPONSAL
REDACCIóN CENTRAL
Prensa Mercosur es un diario online de iniciativa privada que fue fundado en 2001, donde nuestro principal objetivos es trabajar y apoyar a órganos públicos y privados.
- ★Japão estreia no Festuris com destinos de luxo e novidades para 2027
- ★Chile — Refugia Chiloé propõe Natal e Ano Novo em meio à natureza no sul do Chile
- ★MURIÓ GONZALO MORATORIO, EL VIRÓLOGO URUGUAYO QUE LIDERÓ LA RESPUESTA CIENTÍFICA CONTRA LA PANDEMIA DE COVID-19
- ★Paraguay — Azerbaiyán apunta a fortalecer los vínculos comerciales bilaterales con Paraguay
- ★Brasil — Embraer consolida parceria Brasil-Áustria na área de defesa com aquisição de aeronaves

