
A Escola Suíço-Brasileira, localizada na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, acionou judicialmente o humorista Vinícius Antunes, conhecido como Cacofonias, nas esferas cível e criminal, por difamação.
As ações foram movidas após o humorista denunciar publicamente um funcionário da instituição, Rodrigo Frota, a quem atribui ameaças de morte e mensagens ofensivas que fazem referência ao seu filho Chico, morto aos 9 anos em um atropelamento na Tijuca.
Antunes acusa a escola de não ter tomado providências contra o funcionário e de recorrer à Justiça para silenciá-lo após a divulgação das denúncias.
Mensagens foram publicadas durante período eleitoral
O humorista divulgou em seu perfil no Instagram imagens de publicações atribuídas a Frota, entre elas a frase “Petista bão é petista lacrado no caixão”, seguida de uma referência ao filho: “Se filho vai bem babaca?”.
Segundo Antunes, as mensagens foram publicadas durante o período eleitoral, quando ele manifestava apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas redes sociais.
O humorista afirma que já havia recebido ameaças de morte atribuídas à mesma pessoa, mas decidiu investigar a identidade do autor após a menção ao filho.
“Estou acostumado a receber mensagens ofensivas e ameaças de mortes, mas estranhei quando publicou mensagem contra mencionou meu filho”, relatou.
“Foi então que resolvi procurar saber quem era e, para minha surpresa, a pessoa trabalhava numa escola.”
Antunes afirma ter reunido capturas de tela, vídeos e áudios de conversas pelo WhatsApp para documentar as acusações.
Humorista relata tentativas de contato com a instituição
Antes de divulgar o episódio, Antunes afirma que procurou a escola por meio de seus perfis oficiais nas redes sociais, mas acabou bloqueado.
Segundo ele, as tentativas de contato por telefone também não tiveram retorno.
Diante da situação, o humorista decidiu tornar as denúncias públicas, argumentando que a permanência do funcionário na instituição poderia representar um risco para a comunidade escolar.
Antunes afirma que a escola confirmou, em nota oficial, que Rodrigo Frota integra seu quadro de funcionários e permanece empregado.
Denúncia envolve suposta demissão por uso de roupa vermelha
O humorista também relatou um episódio envolvendo uma auxiliar de professora que teria sido demitida por usar uma camisa vermelha, sem qualquer manifestação de caráter político.
Segundo Antunes, a informação consta em relatos de funcionários e em um áudio de WhatsApp enviado por um pai de aluno.
Em uma publicação nas redes sociais, o humorista acusou a instituição de adotar critérios contraditórios ao lidar com os dois episódios.
“Essa é a Escola Suíço Brasileira, que fica na Barra da Tijuca. Em uma semana ela comete crime de assédio eleitoral por demitir uma auxiliar de professora que usou a camisa vermelha sem nenhuma conotação política e, na outra, encoberta um criminoso que me ameaçou de morte e debochou da morte do meu filho. Que valores e que edução transmite uma escola que demite a profissional de educação por cor de roupa e resguarda uma pessoa extremamente perversa capaz de falar coisas absurdas na internet? Além disso, a escola ataca um pai enlutado movendo um processo contra ele, apenas para silenciá-lo, só porque ele tentou avisar que as crianças da escola poderiam estar em perigo.”
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O posicionamento da Escola Suíço-Brasileira
Em nota oficial divulgada nas redes sociais, a Escola Suíço-Brasileira se manifestou sobre as denúncias envolvendo um de seus funcionários e afirmou que os comentários atribuídos a ele foram publicados em um perfil pessoal, sem participação, autorização ou endosso da instituição.
“Repudiamos esta e qualquer manifestação desrespeitosa, especialmente envolvendo a dor de uma família enlutada”, declarou a escola.
Segundo a instituição, assim que tomou conhecimento do episódio, procurou a pessoa ofendida para manifestar solidariedade e convocou o funcionário para prestar esclarecimentos.
A escola também afirmou que adotou providências internas, mas não detalhou quais medidas foram tomadas.
“A discrição necessária à condução das apurações é parte fundamental da conduta em casos que envolvam nossos funcionários, o que não significa indiferença ou impunidade por parte da instituição”, afirmou.
No comunicado, a instituição informou que o funcionário é uma pessoa neurodivergente e que sua família foi acionada para acompanhar o caso.
A escola acrescentou que a informação foi divulgada com autorização dos familiares e ressaltou que a condição do colaborador não justifica suas declarações.
“Compartilhamos essas informações, com autorização da família, não como justificativa para suas palavras, que reconhecemos como inadequadas e dolorosas, mas porque compreender o contexto humano é parte essencial de uma conversa justa.”
Sobre a denúncia de que uma professora teria sido demitida por usar uma roupa vermelha durante o período eleitoral, a instituição negou a acusação e afirmou que não comentaria publicamente os motivos do desligamento, em respeito à profissional e à legislação trabalhista e de proteção de dados.
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https://revistaforum.com.br/brasil/escola-processa-humorista-cacofonias-que-denunciou-funcionario-por-debochar-da-morte-do-filho/
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