O Dia de Finados, lembrado nesta segunda-feira (2), foi marcado por uma movimentação contínua, mas relativamente tímida e sem grandes aglomerações, nos cemitérios de Novo Hamburgo. Ao longo de todo o dia, moradores chegaram aos locais para visitar e homenagear familiares ou amigos queridos que já partiram.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
O dia foi marcado por momentos de emoção, oração e lembranças. Famílias inteiras, casais ou pessoas solitárias, que entravam e saiam silenciosamente, aproveitaram a ocasião para acender velas em homenagem aos mortos e deixar flores sobre os túmulos.
LEIA AQUI: Música, memória e esperança marcam concerto da OSNH em Novo Hamburgo
O calor intenso também exigiu cuidados especiais de quem passou pelos cemitérios. Para se proteger do sol forte, muitos visitantes recorreram a guarda-chuvas e bonés. Outros carregavam garrafinhas de água durante as caminhadas entre os túmulos, buscando manter a hidratação ao longo do dia.
Lembranças da infância e dos ensinamentos dos pais
No Cemitério Católico, no bairro Canudos, Alexandre Machado, 59 anos, aproveitou o Dia de Finados para visitar, acompanhado da esposa, os túmulos dos pais e dos avós. O momento foi de oração e de recordações de diferentes fases da vida.
“Viemos fazer nossa oração pra eles. São muitas lembranças boas guardadas, da infância, dos ensinamentos do pai e da mãe, das brincadeiras. Enfim, de muitas coisas bonitas da vida que eles ensinaram”, coloca.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
A visita também teve um significado especial para Catiele Fagundes, 34. Depois de seis anos, ela visitou o túmulo da mãe adotiva, Nelita Maria Haubert. A perda representou uma dor muito grande em sua vida, e, durante todo esse período, ela não havia encontrado condições emocionais e psicológicas para visitar seu túmulo.
No final da manhã desta segunda-feira, porém, Catiele se sentiu preparada e foi sozinha ao cemitério Católico para deixar uma flor e fazer uma oração em memória da mãe. “Foi uma perda muito difícil pra mim, é uma saudade que nunca passa. Foi ela quem me educou e me deu amor”, recorda.
“Saudade aperta no peito”: Homenagens e orações mantêm viva a memória dos entes que partiram em Canoas
No Cemitério Municipal, localizado no bairro Operário, a movimentação foi intensa especialmente no período da manhã. Apesar da circulação constante de pessoas, o movimento ocorreu de maneira tranquila, sem registros de tumultos ou dificuldades de acesso.
Para quem chegava de carro, encontrou toda uma organização do trânsito realizada pela Prefeitura. Agentes da Guarda Municipal também estavam em diferentes pontos do entorno do cemitério orientando o público e os motoristas.

Famílias inteiras ou pessoas solitárias que entravam e saiam silenciosamente dos cemitérios
Isaías Rheinheimer/GES-Especial

Sheila Volkart foi ao cemitério municipal deixar flores nos túmulos dos pais e do irmão, que teve apenas 24 horas de vida
Isaías Rheinheimer/GES-Especial

Finados foi marcado por uma movimentação contínua, mas relativamente tímida e sem grandes aglomerações nos cemitérios de Novo Hamburgo
Isaías Rheinheimer/GES-Especial

Finados foi marcado por uma movimentação contínua, mas relativamente tímida e sem grandes aglomerações nos cemitérios de Novo Hamburgo
Isaías Rheinheimer/GES-Especial
Entre os visitantes estava Edison Luis Santiago Macedo, 65, que foi prestar homenagens ao filho de 34 anos, falecido há dois anos. A visita trouxe novamente à memória os momentos de convivência familiar, especialmente as pequenas situações do cotidiano que, depois da perda, passaram a fazer ainda mais falta.
“Para enxergar o que deve e o que não deve”: Cerca de 240 pacientes realizam cirurgia de catarata pelo SUS durante feriadão no Vale do Sinos
“Ainda sentimos muita saudade dele. Eu até hoje não consigo assimilar a perda do meu filho, mas a gente também precisa agradecer pelo tempo de convivência que tivemos com ele. Apesar disso, pra mim, ainda é difícil falar sobre a partida dele porque dói. A gente sente uma falta absurda, do toque na campainha de quando ele chegava lá em casa, do almoço dos domingos, e assim por diante”, sublinha.
Veja vídeo:
https://www.abcmais.com/regiao/uma-saudade-que-nunca-passa-dia-de-finados-e-marcado-por-homenagens-e-lembrancas/
ACERCA DEL CORRESPONSAL
REDACCIóN CENTRAL
Prensa Mercosur es un diario online de iniciativa privada que fue fundado en 2001, donde nuestro principal objetivos es trabajar y apoyar a órganos públicos y privados.
- ★Nuevo dardo de Erik ten Hag a Cristiano Ronaldo: «No ha sido capaz de rendir»
- ★Ave pré-histórica de mais de 2 metros parecia um ganso gigante e surpreende pela aparência
- ★Lula sanciona esta semana a lei que institui a “OAB da Medicina”
- ★El Hospital Alvear invita a participar de un taller sobre cuidado y bienestar emocional
- ★Ana Llanos elogió a Torres: «Es un joven que puede seguir adelante y creo que reelige»




















