

Lojas foram saqueadas no centro de Frankfurt na noite de sábado (31/10), durante confrontos em várias cidades alemãs. A polícia usou jatos d’água para dispersar manifestantes que atacavam equipes de emergência com fogos de artifício, pedras e garrafas. Mais cedo, milhares participaram de atos em grande parte pacíficos, organizados pelo movimento Gen Z regelt (“a geração Z assume o controle”). As reivindicações incluíam mais investimentos em escolas, redução do custo de vida, oposição a cortes nos gastos públicos e ao serviço militar.
As autoridades de Frankfurt, Munique e Berlim estimaram em até 18 mil o número de manifestantes, cerca da metade do previsto pelos organizadores. A imprensa alemã, porém, noticiou que dezenas de milhares foram às ruas pelo país. No domingo, o ministro do Interior da Alemanha, Alexander Dobrindt, disse ao Bild que a polícia evitou episódios de violência como os vistos em Paris nas últimas semanas e defendeu “punições severas” para envolvidos em tumultos e saques. Lina Friedrich, porta-voz do Gen Z regelt, afirmou que o objetivo era “lutar pela paz e pela liberdade, e não pela guerra e pela coerção”, além de melhorar os sistemas de saúde e educação, rejeitar o serviço militar obrigatório e promover uma distribuição mais justa dos encargos.
Em Frankfurt, a principal rua comercial foi parcialmente isolada durante a madrugada, e muitas pessoas foram presas. A polícia relatou vitrines quebradas, coquetéis molotov lançados contra equipes de emergência e a destruição da vitrine de uma loja de armas. Duas armas foram apreendidas após a prisão de um suspeito; outros estabelecimentos foram invadidos e produtos, como tênis, foram roubados. Roman Poseck, ministro do Interior do estado de Hesse, disse que cerca de 100 extremistas de esquerda identificados se infiltraram no protesto e chamou de “vergonhosa” a forma como os atos terminaram. A situação se acalmou durante a madrugada.
Em Colônia, agentes foram atacados perto da estação ferroviária, com garrafas e até uma bicicleta arremessadas contra eles. O chefe da polícia local, Johannes Hermanns, lamentou que extremistas tenham se infiltrado entre jovens que queriam protestar pacificamente. Em Berlim, uma manifestação noturna deixou 27 policiais feridos e levou à detenção temporária de até 56 pessoas. Em Hamburgo, manifestantes vestidos de preto soltaram fogos de artifício e incendiaram barricadas; a emissora NDR informou que 120 pessoas foram presas.
Na França, mais de 320 mil pessoas participaram do terceiro fim de semana consecutivo de protestos, em sua maioria pacíficos, contra o custo de vida e a precariedade dos serviços públicos, especialmente na educação. Mais de 770 pessoas foram presas, cerca da metade do total da semana anterior, segundo o Ministério do Interior francês. O ministro Laurent Nuñez afirmou que um policial ficou ferido por um coquetel molotov, e promotores abriram uma investigação por tentativa de homicídio. A polícia de Paris também informou que manifestantes em tumultos atacaram agentes com objetos. O movimento Gilets Jaunes (Coletes Amarelos) afirmou que dezenas de pessoas ficaram gravemente feridas em atos recentes, muitas atingidas por “granadas”.
A França suspendeu, no início de outubro, o uso de um tipo de granada de efeito moral após um adolescente de 15 anos ter a mão amputada. O Le Monde informou, porém, que a polícia continuou usando outro modelo. Também houve confrontos em Roma e Turim. Em Portugal, a polícia começou a retirar um acampamento montado após milhares de pessoas protestarem contra um projeto de lei sobre aluguéis, que, segundo os manifestantes, pode agravar a crise habitacional. Os preços dos imóveis no país mais que dobraram na última década. Atos recentes, muitos liderados por jovens, ocorreram ainda na Bélgica, Irlanda, Espanha, Grécia, Sérvia e Albânia, com reivindicações ligadas à moradia, à educação e aos cortes nos serviços públicos.
ACERCA DEL CORRESPONSAL
REDACCIóN CENTRAL
Prensa Mercosur es un diario online de iniciativa privada que fue fundado en 2001, donde nuestro principal objetivos es trabajar y apoyar a órganos públicos y privados.
- ★Atentado en Algeciras deja un policía muerto y siete heridos
- ★Lo que pides por Temu y lo que te llega
- ★Olimpia se quedó con el superclásico en La Nueva Olla
- ★Se destapan las cartas: así es la agenda legislativa de Abelardo en el Congreso
- ★Ecuador destinará más de 9.000 millones de dólares en subsidios



















