
O vôo que levou o playboy Flávio Bolsonaro de Puerto Iguazú, na fronteira argentina com o Brasil, até Miami, no país Estados Unidos (EUA), foi contratado e pago por um intermediário do setor aeronáutico residente no EUA. A viagem foi realizada pela empresa de voos privados Baires Fly, em uma aeronave de matrícula LV-JQW, com escala em Guayaquil, no Equador. A companhia é citada em uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro ligadas a contratos do governo reacionário de Javier Milei.
As informações foram transmitidas pelo próprio Luis Grande, dono da Baires Fly, em entrevista ao monopólio de imprensa francês AFP. O empresário se recusou, contudo, a identificar o intermediário responsável por efetuar o pagamento de 150 mil dólares (cerca de R$ 800 mil, na cotação atual) e organizar a viagem do território argentino ao norte-americano.
Segundo o monopólio de imprensa ianque The New York Times o avião teria sido contratado por Jason Miller, assessor do cabecilha ianque Donald Trump.
A recusa de Luis Grande em identificar o intermediário mantém oculta a identidade de um dos responsáveis pela organização da fuga de Flávio Bolsonaro. Os fatos revelados até então indicam uma ampla rede clandestina de apoio à operação, com a participação de intermediários ianques e argentinos e até mesmo de um ex-agente do Mossad, serviço secreto da entidade sionista. A maneira como o ex-candidato à gerência do velho Estado chegou à região da fronteira entre o Paraná e a Argentina ainda não foi esclarecida, o que também levanta suspeitas sobre eventual participação de agentes do velho Estado brasileiro.
Questionado sobre a passagem de Flávio pela Argentina, o chefe de gabinete de Milei, Diego Santilli, limitou-se a afirmar que a documentação do senador de extrema direita estava regular e que não havia impedimento da Interpol à viagem.
A empresa de Luis Grande também aparece em investigação sobre suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro ligadas à Agência Nacional de Deficiência (Andis), escândalo que alcançou Karina Milei, irmã do chefete reacionário argentino e secretária-geral da Presidência. Segundo o monopólio de imprensa argentino La Nación, um intermediário do setor aeronáutico teria utilizado notas fiscais em nome da Baires Fly para justificar transferências suspeitas. A empresa, contudo, não figura entre as acusadas na investigação.
Na ocasião, áudios atribuídos ao então presidente da Andis, Diego Spagnuolo, apontavam que Karina receberia propinas de fornecedores de medicamentos contratados pelo órgão. Spagnuolo foi demitido após a divulgação das gravações.
Trump não endossa autoproclamação de ‘Rachadinha’
Apesar da operação de fuga em apoio ao playboy Flávio Bolsonaro, realizada por meio de uma rede de intermediários internacionais, o canibal Donald Trump não endossou sua autoproclamação como “presidente eleito do Brasil”, anunciada após a derrota eleitoral.
O texto foi posteriormente alterado, substituindo a autoproclamação pela designação de “líder do Brasil”. Segundo apuração da jornalista Mariana Sanches, do monopólio de imprensa UOL, agentes ligados ao Departamento de Estado ianque orientaram o recuo para não prejudicar as negociações de Washington com o governo oportunista reeleito de Luiz Inácio (PT). A informação foi corroborada por quatro fontes diplomáticas. Também foi substituído o brasão antigo, que trazia a inscrição “Estados Unidos do Brazil”, pelo atual, “República Federativa do Brasil”. Segundo o bolsonarista Paulo Figueiredo, que também vive no EUA, o erro no brasão teria sido provocado pelo ChatGPT, utilizado por Eduardo “Bananinha” Bolsonaro para inseri-lo na carta.
Desde a oficialização de Luiz Inácio (PT) como presidente eleito, Donald Trump tem se limitado a chamar “o que aconteceu no Brasil” de “vergonha”. A ausência de endosso à autoproclamação ocorreu após a fragorosa derrota eleitoral de Flávio Bolsonaro, primeiro presidenciável a perder o segundo turno depois de liderar o primeiro.
O impulso do movimento de massas, levantado durante o mês de outubro contra a volta da extrema direita no Executivo e a possibilidade de uma vitória do clã Bolsonaro com seu projeto antipovo e de entrega total da Nação ao imperialismo ianque, revelou que as massas estão dispostas a elevar sua mobilização contra a ingerência do EUA e sua tentativa de instigar a extrema direita a provocar desordens de todo tipo. Temendo a força do movimento popular, o imperialismo ianque parece, assim, recalcular sua ofensiva contra o Brasil.
ACERCA DEL CORRESPONSAL
REDACCIóN CENTRAL
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