
247 – A insatisfação com o aumento do custo de vida, a precariedade dos serviços públicos e as dificuldades de acesso à moradia está levando milhares de pessoas às ruas em diferentes países da Europa. França, Alemanha e Itália registraram grandes manifestações neste fim de semana, enquanto Portugal, Espanha e Albânia também enfrentaram mobilizações nas últimas semanas. As reivindicações incluem melhorias na educação e na saúde, reajustes salariais, críticas aos gastos militares e oposição à retomada do serviço militar obrigatório.
Na França, a tensão ganhou outra dimensão. Duas semanas depois de uma onda de distúrbios, saques e destruição de lojas, prédios públicos e empresas em várias regiões, novas manifestações terminaram em confrontos com as forças de segurança neste sábado (31). De acordo com o Ministério do Interior francês, cerca de 320 mil pessoas participaram dos protestos em cerca de 30 cidades. Mas organizadores falam em estatísticas mais altas – cerca de 500 mil, segundo sindicatos estudantis, e até 800 mil, de acordo com a central sindical CGT. Os maiores atos ocorreram em Paris, onde a polícia estimou a participação de 70 mil pessoas, contra 200 mil segundo os organizadores.
Os atos franceses reúnem estudantes, sindicatos e integrantes do movimento dos Coletes Amarelos, de acordo com a agência Reuters. As manifestações começaram de maneira pacífica, mas grupos entraram em confronto com a polícia em Paris e outras cidades. Os participantes protestam contra o encarecimento dos combustíveis, a inflação e a dificuldade das famílias para arcar com as despesas cotidianas.
Alemanha
Na Alemanha, manifestações aconteceram em 34 cidades, entre elas Berlim, Frankfurt e Munique. Convocados pelo movimento Gen Z Regelt, expressão que significa “A geração Z resolve”, os atos reuniram jovens que reivindicam melhorias nos sistemas de educação e saúde e rejeitam a retomada do serviço militar obrigatório, segundo a Reuters.
A polícia estimou em aproximadamente 18 mil o número de participantes nos atos realizados em Berlim, Frankfurt e Munique, segundo a Reuters. Entre as principais insatisfações estão a crise no sistema educacional e a falta de perspectivas para o futuro. “O que nos une é que perdemos a paciência com o sistema educacional. Muitos jovens estão profundamente frustrados”, afirmou à DW Quentin Gärtner, estudante de 19 anos.
O custo da moradia, as desigualdades econômicas e a ausência de medidas para enfrentar as mudanças climáticas também estão entre as reivindicações. Os manifestantes ainda expressaram preocupação com a possibilidade de o país restabelecer o serviço militar obrigatório.
Embora a maior parte das manifestações tenha transcorrido pacificamente, houve episódios de violência em Hamburgo, onde manifestantes incendiaram barricadas. Em Berlim, comerciantes anteciparam o fechamento dos estabelecimentos e instalaram tapumes para proteger as vitrines. A capital alemã mobilizou 1.500 policiais para acompanhar os atos.
Itália
Na Itália, uma greve geral mobilizou trabalhadores e estudantes em mais de 40 cidades. Organizadas por um sindicato, as manifestações reivindicaram aumentos salariais e criticaram os gastos militares do governo. A mobilização também terminou em confrontos com as forças policiais.
Em Roma, oito pessoas acabaram detidas após confrontos com as forças policiais nas proximidades do Parlamento. Para dispersar os manifestantes, os agentes utilizaram canhões de água. Também houve incêndios de lixeiras nas imediações do Coliseu. Em Turim, as autoridades recorreram ao mesmo equipamento para conter os atos, enquanto manifestantes bloquearam ruas em Milão.
Em Gênova, aproximadamente 15 mil trabalhadores portuários e estudantes ocuparam as instalações do porto. A mobilização contestou o transporte de armamentos e denunciou as mortes de trabalhadores marítimos em regiões afetadas por conflitos. Já em Cagliari, outros 15 mil participantes foram às ruas em um ato sem registro de incidentes.
Paralelamente às manifestações, a polícia italiana realizou 60 buscas em 23 cidades. Segundo a agência ANSA, a operação teve como alvo pessoas suspeitas de estimular episódios de violência por meio das redes sociais. Em Roma, sete indivíduos foram denunciados e outros 369 tiveram suas identidades registradas pelas autoridades.
Portugal
Em Portugal, movimentos sociais organizaram novas manifestações para este sábado em Lisboa, no Porto e em outros municípios, em meio à insatisfação com as dificuldades de acesso à moradia. Segundo a agência Lusa, os participantes exigem mudanças nas regras do mercado de aluguel e medidas que impeçam a retirada de moradores de seus imóveis sem que tenham outra alternativa habitacional.
A convocação ocorre após episódios de violência policial no fim de semana anterior, quando uma operação resultou em 31 detenções e deixou 11 pessoas feridas, conforme os registros das autoridades. Os organizadores contestam esse balanço e sustentam que o número de vítimas foi superior ao divulgado. Policiais recorreram a cassetetes e cães para retirar manifestantes que haviam instalado acampamentos nas duas principais cidades portuguesas.
Diante da possibilidade de novos confrontos, seis cidadãos recorreram à Provedoria de Justiça para solicitar providências destinadas a evitar excessos das forças de segurança. De acordo com a Lusa, o grupo também pediu que representantes do órgão realizem inspeções sem aviso prévio nas delegacias que receberem participantes detidos durante os próximos atos.
Mais de 800 mil pessoas em Paris, dezenas de milhares em toda a França. As manifestações atropelam a repressão e a proibição dos atos por Macron. É necessário autoorganizar essa força que quer pôr fim à época contemporânea, ligar-se às estruturas econômicas e aos trabalhadores! pic.twitter.com/mjDlIktxcd
— André Barbieri (@AcierAndy) October 24, 2026
— A onda de protestos de jovens de esquerda começou na Alemanha, com manifestantes se reunindo hoje na capital federal alemã para protestar contra o governo de centro-direita do Chanceler Friedrich Merz.
Em Berlim, Frankfurt e Munique, jovens manifestantes se… pic.twitter.com/hfCBSjmNoA
— Geopolítica na Veia (@radargeo) October 31, 2026
Protestos contra custo de vida mobilizam mais de 1,5 milhão na Itália
Manifestações realizadas em diversas cidades italianas contra o aumento do custo de vida terminaram em confrontos com a polícia. Em Roma, agentes dispersaram manifestantes que tentavam chegar ao Parlamento.… pic.twitter.com/25QbcapN04
— HispanTV Brasil (@HispanTV_Brasil) October 30, 2026
Para avivar a memória dos defensores da proibição da manifestação legítima contra a islamização em Portugal.
Uma manifestação de extrema-esquerda, em 2023, patrocinada pelos mesmos do costume onde houve desacatos e agressões a agentes das autoridades.
Zero atos de condenação. pic.twitter.com/LcKFGAt7xa— Resistência Lusitana (@resist_lusitana) January 31, 2024
https://www.brasil247.com/mundo/europa-entra-em-ebulicao-e-atos-mobilizam-outros-paises-alem-da-franca-video/
ACERCA DEL CORRESPONSAL
REDACCIóN CENTRAL
Prensa Mercosur es un diario online de iniciativa privada que fue fundado en 2001, donde nuestro principal objetivos es trabajar y apoyar a órganos públicos y privados.
- ★Desmantelan presunta fábrica de clerén en Villa Hermosa
- ★La Junta Departamental convocó al desarrollador de +Colonia para informar sobre la instalación de Praxis
- ★Queso Colonia: la protección de su nombre abre interrogantes sobre los productores que podrán utilizarlo
- ★Axos Visual suma 8 agentes de IA a su ERP
- ★Força Nacional fica em aldeias Guarani-Kaiowá em MS por tempo indeterminado























— A onda de protestos de jovens de esquerda começou na Alemanha, com manifestantes se reunindo hoje na capital federal alemã para protestar contra o governo de centro-direita do Chanceler Friedrich Merz.
Em Berlim, Frankfurt e Munique, jovens manifestantes se…
