
Uma missão espacial realizada em junho de 2021 levou passageiros pouco convencionais a bordo de um foguete da SpaceX: mais de 120 filhotes de lula. O transporte até a Estação Espacial Internacional fez parte de uma pesquisa voltada a entender como organismos vivos se comportam fora da Terra.
Os animais escolhidos eram lulas havaianas, conhecidas por manter uma relação com bactérias capazes de produzir luz. Essa associação natural despertou o interesse dos cientistas, que pretendiam observar se o ambiente espacial poderia modificar a convivência entre as duas espécies.
O estudo recebeu o nome de UMAMI e foi desenvolvido pela NASA sob liderança da pesquisadora Jamie Foster. A investigação também tem relação com a saúde dos astronautas, já que o corpo humano depende de comunidades de microrganismos que desempenham funções importantes para o organismo.
Ao analisar essas interações em condições espaciais, os pesquisadores buscam ampliar o conhecimento sobre os desafios biológicos de missões de longa duração. Assim, os pequenos animais participaram de uma experiência que pode contribuir para compreender melhor como a vida se adapta às viagens para além do nosso planeta.
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