
CVM destaca crescimento
O valor estimado do mercado regulado brasileiro alcançou R$ 57,18 trilhões até setembro de 2026. Excluído o estoque nocional de derivativos, o montante atingiu R$ 19,65 trilhões, representando crescimento de 8,7% em comparação ao encerramento de 2025. As informações estão no Boletim Econômico da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A publicação é divulgada trimestralmente.
A autarquia destaca que o avanço impulsionado, principalmente, pela expansão do patrimônio dos fundos de investimento, que alcançou R$ 12,17 trilhões, e pela valorização do mercado acionário, cuja capitalização chegou a R$ 5,24 trilhões.
O número de participantes regulados selecionados pela CVM totalizou 93.426 registros ativos, crescimento de 0,9% em relação ao final de 2025. Entre os destaques, os consultores de valores mobiliários registraram aumento de 19% no período, enquanto o número de fundos de investimento cresceu 4,4%.
Mercado de capitais
As emissões de valores mobiliários somaram R$ 708,2 bilhões nos nove primeiros meses de 2026, distribuídas em 3.578 ofertas. Em comparação com o mesmo período de 2025, a quantidade de ofertas aumentou 7,9% e o volume financeiro cresceu 12,1%, acima do IPCA acumulado no período.
Entre os instrumentos que mais se destacaram neste trimestre estão os Fundos de Investimento em Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros), cujo volume de emissões no referido recorte atingiu R$ 44,9 bilhões, mais de quatro vezes o registrado em todo o ano de 2025. O segmento de investimento participativo (crowdfunding) também manteve trajetória de crescimento. Até setembro, foram realizadas 681 ofertas, movimentando R$ 2,8 bilhões, altas de 25,2% e 36,8%, respectivamente, na comparação com igual período de 2025.
Indicadores de risco
O Mapa de Riscos da CVM mostrou redução dos indicadores de risco de mercado e de liquidez no terceiro trimestre de 2026, enquanto o indicador de apetite ao risco avançou. Os indicadores de risco macroeconômico e de crédito permaneceram estáveis.
A melhora foi influenciada pela redução da volatilidade dos mercados de renda fixa, pela recuperação dos fluxos de investidores estrangeiros para o mercado acionário brasileiro e pela valorização das ações ao longo do trimestre. Por fim, o indicador de risco macroeconômico permaneceu no menor nível da escala histórica utilizada pela CVM.
ACERCA DEL CORRESPONSAL
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