
A derrota de Flávio Bolsonaro (PL) para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pela Presidência da República, neste domingo (25), terá reflexos também na situação política e jurídica do senador. Sem conquistar o Palácio do Planalto, ele ficará sem mandato eletivo a partir de 31 de janeiro de 2027, quando termina seu período de oito anos no Senado Federal.
O fim do mandato, porém, não significa que todos os procedimentos de investigação envolvendo o parlamentar serão transferidos automaticamente para a primeira instância da Justiça. Em março de 2025, o Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu que a prerrogativa de foro pode ser mantida mesmo após o afastamento do cargo, desde que os fatos investigados tenham ocorrido durante o mandato e estejam relacionados ao exercício da função pública.
Investigações anteriores
Ao longo de sua trajetória política, Flávio Bolsonaro foi alvo de apurações envolvendo suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e irregularidades financeiras. Um dos casos mais conhecidos é o das chamadas “rachadinhas”, relacionado ao período em que ele ocupava uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
A investigação foi arquivada após decisões judiciais que invalidaram provas reunidas contra o então deputado estadual. Flávio sempre negou as acusações.
Apuração sobre financiamento de filme
Mais recentemente, o senador passou a ser investigado por suspeitas relacionadas ao financiamento de Dark Horse, produção cinematográfica sobre a trajetória política de seu pai, Jair Bolsonaro. A apuração envolve repasses atribuídos ao Banco Master e está sob a relatoria do ministro André Mendonça, no STF.
Com o encerramento do mandato, Flávio deixará de exercer um cargo eletivo pela primeira vez em mais de duas décadas. A mudança poderá alterar a instância responsável por apurar fatos sem vínculo com o exercício da função parlamentar, conforme as regras de competência judicial aplicáveis a cada caso.
As investigações relacionadas a acontecimentos ocorridos durante o mandato e vinculados ao exercício do cargo, entretanto, poderão permanecer no Supremo, mesmo depois de janeiro de 2027.
ACERCA DEL CORRESPONSAL
REDACCIóN CENTRAL
Prensa Mercosur es un diario online de iniciativa privada que fue fundado en 2001, donde nuestro principal objetivos es trabajar y apoyar a órganos públicos y privados.
- ★Brasil — Pedro Sánchez celebra vitória de Lula e prevê vitória progressista na Espanha
- ★Liberman, ex-ministro da Defesa de Israel, pede investigação contra Netanyahu por traição; primeiro-ministro sionista quer a guerra para evitar derrota eleitoral
- ★Claudia Sheinbaum, Macron e Modi: confira os líderes mundiais que já reconheceram a reeleição de Lula
- ★CropLife defende inovação e segurança jurídica após reeleição de Lula
- ★CropLife parabeniza Lula e defende agenda de inovação para a agricultura

