
A derrota da chapa formada por Flávio Bolsonaro (PL) e Alfredo Gaspar (PL) para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no segundo turno das eleições presidenciais, neste domingo (25), terá reflexos diretos no futuro político do parlamentar alagoano. Escolhido para ocupar a vice-presidência da República, Gaspar não conseguiu chegar ao cargo e ficará sem mandato eletivo a partir de fevereiro de 2027, quando termina sua atual legislatura na Câmara dos Deputados.
A trajetória política de Alfredo Gaspar ganhou impulso durante o governo de Renan Filho (MDB), que o nomeou secretário de Segurança Pública de Alagoas em 2015. Antes disso, o parlamentar havia construído sua carreira no Ministério Público Estadual, instituição na qual chegou a ocupar o cargo de procurador-geral de Justiça.
Em 2020, Gaspar deixou o Ministério Público para disputar a Prefeitura de Maceió pelo MDB, com o apoio do grupo político da família Calheiros. Apesar da estrutura política que sustentou sua candidatura, ele foi derrotado por JHC no segundo turno da eleição municipal.
A aliança com os antigos aliados chegou ao fim em 2022, quando Gaspar se aproximou do grupo liderado pelo então presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, e do movimento bolsonarista. Naquele ano, elegeu-se deputado federal pelo União Brasil, passando a atuar na oposição ao governo Lula. Em março de 2026, ingressou no PL, partido ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Da disputa ao Senado à chapa presidencial
Inicialmente, Alfredo Gaspar planejava disputar uma vaga no Senado Federal por Alagoas nas eleições de 2026. O cenário mudou em agosto, quando aceitou o convite para integrar a chapa presidencial encabeçada por Flávio Bolsonaro.
A decisão significou a desistência da candidatura ao Senado e a aposta em um projeto político de alcance nacional. Na ocasião, o deputado afirmou que sua escolha era definitiva e descartou a possibilidade de voltar à disputa eleitoral em Alagoas.
Com o resultado das urnas desfavorável à chapa presidencial, Gaspar encerra sua primeira passagem pela Câmara dos Deputados sem ter conquistado outro mandato eletivo. Ele permanecerá no exercício do cargo até 31 de janeiro de 2027, mas, sem uma nova eleição ou outra função eletiva, deixará o Parlamento no início de fevereiro.
O desfecho representa uma mudança de rumo para o deputado, que passou por diferentes grupos políticos em Alagoas antes de chegar à disputa pela vice-presidência da República. A partir de 2027, sua permanência no cenário político dependerá dos próximos passos que decidir tomar, agora fora de um mandato parlamentar.
https://tribunadosertao.com.br/politica/2026/10/26/1006199-derrota-de-flavio-bolsonaro-deixa-alfredo-gaspar-sem-mandato-eletivo-a-partir-de-2027
ACERCA DEL CORRESPONSAL
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