
247 – A mobilização de apoiadores do presidente Lula (PT) em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, neste sábado (24), contou com a participação de Cristiane Gomes da Silva, mãe de Ana Clara, menina de cinco anos morta por um tiro de fuzil em Niterói, em fevereiro de 2021. A participação ocorreu um dia depois de ela confrontar o senador Flávio Bolsonaro (PL) durante o debate presidencial da TV Globo, cobrando explicações sobre a atuação dele na defesa do policial militar acusado de matar a criança.
A presença de Cristiane no ato, organizado na reta final da campanha eleitoral, levou novamente o caso ao centro da disputa entre Lula e Flávio.
Durante o confronto, Flávio foi questionado sobre a participação como advogado de defesa do PM e acabou confundindo o nome de Cristiane com o da própria filha, dirigindo-se a ela como “senhora Ana Clara”. A mãe reagiu da plateia e afirmou que continuava sem receber explicações sobre a atuação do senador no caso.
“Eu não tive uma resposta qualquer. Por que ele defendia o assassino da minha filha? Ele inventou um confronto ali, como o policial inventou no dia. Ele nem sabe da história”, declarou Cristiane durante o debate.
Caso Ana Clara
Ana Clara foi morta em fevereiro de 2021, quando brincava na porta de casa, na região do Badu, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A criança foi atingida por um disparo de fuzil durante uma operação policial.
O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou o policial militar Bruno Dias Delaroli por homicídio doloso. Flávio Bolsonaro atuou na defesa do agente em um pedido apresentado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), com o objetivo de impedir que o caso fosse submetido a júri popular.
A atuação do senador nesse processo foi retomada por Lula durante o debate, transformando a discussão sobre a morte da menina em um dos momentos de confronto entre os candidatos. A reação de Cristiane acrescentou ao episódio o relato de uma mãe que cobra esclarecimentos sobre a defesa do homem acusado de matar sua filha.
No ato em Copacabana, outros apoiadores também exibiram cartazes e camisetas em referência ao caso, associando a mobilização à cobrança por justiça.
Lula mobiliza apoiadores no Rio e critica adversário
Durante a caminhada, Lula percorreu parte da orla de Copacabana em uma caminhonete decorada com a bandeira brasileira. O presidente voltou a criticar Flávio Bolsonaro e ironizou um problema ocorrido durante o trajeto: um pneu do veículo furou, obrigando a equipe a trocar de carro para dar continuidade ao cortejo.
Ao comentar o imprevisto, Lula fez uma referência irônica à promessa de “voar” atribuída ao senador, afirmando que não recorreria a essa solução para resolver a situação.
Ao se despedir dos apoiadores, o presidente pediu que a militância procurasse eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno e os convencesse a votar. Lula classificou a mobilização em Copacabana como uma das mais bonitas de sua trajetória no local.
A caminhada integra a agenda final da campanha presidencial, marcada por atos públicos e tentativas de mobilizar eleitores antes da votação de domingo (25).
Candidatos intensificam mobilização na reta final
Enquanto Lula reuniu apoiadores no Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro participou de uma motociata em Belo Horizonte, percorrendo ruas da capital mineira. O senador também tinha um compromisso previsto para as 14h deste sábado na Praça do Ó, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, em mais um ato de campanha antes do segundo turno.
Lula, por sua vez, seguiria para São Paulo, onde faria uma caminhada pela Avenida Paulista, também prevista como o último ato de rua de sua campanha antes da votação.
https://www.brasil247.com/brasil/mae-de-ana-clara-vai-a-ato-de-lula-em-copacabana-apos-confronto-com-flavio-bolsonaro/
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