
247 — O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) denunciou veementemente a fake news e a articulação criminosa entre a revista Veja, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a campanha do senador Flávio Bolsonaro. Em pronunciamento divulgado nas suas redes sociais, o parlamentar apontou a “armação” e o “jogo sujo” para tentar interferir no cenário eleitoral e estancar desgastes da candidatura bolsonarista.
O caso teve início após reportagem de capa da Veja noticiar um suposto depoimento de Vorcaro, prestado em tratativas de delação premiada, no qual o empresário teria citado repasses financeiros voltados a uma produção audiovisual sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No entanto, este depoimento jamais ocorreu e, ao que tudo indica, a fala foi gravada por um dos advogados de Vorcaro e vazada a Veja, para tentar eleger Flávio Bolsonaro e conseguir, assim, tirar o ex-banqueiro da cadeia.
Ausência de registro na PF e na PGR
Segundo Lindbergh, informações apuradas junto às autoridades desmentem o teor da publicação: não há qualquer depoimento formal de Vorcaro homologado ou registrado na Procuradoria–Geral da República (PGR) ou na Polícia Federal.
“O que foi descoberto? Tem uma operação forte da Polícia Federal sobre isso: não existe esse depoimento do Vorcaro nem na PGR, nem na PF”, afirmou o deputado, sustentando que a reportagem se apoiou em uma gravação informal feita por advogados e apresentada à opinião pública como ato de colaboração oficial.
Manobra para conter danos e negociar liberdade
Para o parlamentar, a operação midiática visa atender a interesses mútuos: de um lado, a tentativa do empresário de pavimentar sua soltura; de outro, criar uma cortina de fumaça diante de revelações comprometedoras envolvendo a campanha de Flávio Bolsonaro.
“O que ele estava querendo com isso? A libertação dele. Ele está querendo ajudar a campanha do Flávio Bolsonaro a tentar neutralizar o desgaste que todo mundo sabe: tem os áudios, tem as mensagens nos celulares em que ele pede dinheiro pro Vorcaro”, destacou Lindbergh, rememorando menções a repasses milionários e mensagens trocadas entre os dois. Na realidade, Flávio Bolsonaro pediu e recebeu mais de R$ 60 milhões para o filme Dark Horse.
“Crime contra a democracia”
Lindbergh cobrou a divulgação integral dos áudios e a responsabilização dos envolvidos na fabricação da narrativa, alertando que a prática extrapola os limites da liberdade de imprensa e atenta contra o processo democrático.
“Depois essa turma da Veja não venha se defender dizendo que é liberdade de expressão. Ninguém quer censurar ninguém, agora vocês têm que entregar esse áudio. Quem estiver envolvido nessa operação é criminoso: por fabricar e mentir sobre um depoimento à Polícia Federal e também por atentado contra a democracia”, concluiu o deputado, afirmando que as manobras não impedirão a reação no tabuleiro político.
ACERCA DEL CORRESPONSAL
REDACCIóN CENTRAL
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