
A farsa eleitoral de 2026 chega ao primeiro turno marcada pelo crescente afastamento das massas da velha política oficial, depois de uma campanha apontada como a menos engajada desde a chamada “redemocratização”, sob preocupação das candidaturas do Partido Único com o avanço histórico da abstenção. A elevada rejeição aos dois principais candidatos alimenta ainda o voto do “menos pior”: parcela expressiva do eleitorado declara escolher seu candidato para impedir a vitória do adversário, reproduzindo a falsa polarização entre Luiz Inácio e Flávio Bolsonaro. Ao mesmo tempo, o pleito ocorre em meio à profunda crise das instituições do velho Estado, escancarada pelo caso Banco Master, e sob ingerência aberta do imperialismo ianque. Durante todo este dia 4 de outubro, AND acompanhará os acontecimentos da farsa eleitoral e as manifestações de seu crescente rechaço.

11h52 – PF diz não ter encontrado plano de ataque contra embaixadas
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que as investigações não encontraram elementos concretos que indicassem risco ou plano de ataque contra embaixadas em Brasília. “Não havia plano, não havia nada que tenhamos identificado”, declarou. A PF havia cumprido mandados de busca após receber da Embaixada do EUA uma comunicação sobre uma suposta ameaça.
Dois dias antes, o EUA suspendeu o atendimento presencial da Embaixada em Brasília e dos consulados no País alegando razões de segurança, medida seguida pela Austrália e acompanhada de alertas de outras representações diplomáticas. A ausência de elementos que confirmem a ameaça reforça o caráter de ingerência da movimentação diplomática ianque às vésperas da farsa eleitoral.

11h50 – Renan Santos chama eleição de ‘vazia’
Renan Santos (Missão), o “Mussolini de sapatênis”, classificou a eleição de “vazia” ao chegar para votar em São Paulo (SP). Segundo ele, a campanha transcorreu sem discussão suficiente de propostas. O candidato ultrarreacionário defende abertamente a guerra contra o povo: promete “banho de sangue” nas favelas e bairros pobres, uso de Estado de Defesa e Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para “retomar territórios”, suspensão de direitos nas áreas militarizadas e uma “desfavelização” subordinada à ocupação repressiva, além da ampliação do encarceramento em massa, militarização e abertura para maior ingerência ianque na segurança interna do País.

11h30 – Caso Master invade o dia de votação dos dois principais candidatos
O escândalo do Banco Master atravessou a votação dos dois candidatos que lideram a disputa. Ao acompanhar a esposa até uma seção eleitoral no Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro foi hostilizado por eleitores, que gritaram “Flávio Rachadinha” e fizeram referências à relação do senador com Daniel Vorcaro. Horas antes, ao votar em São Bernardo do Campo (SP), Luiz Inácio também recorrera ao caso Master para atacar indiretamente o adversário.
Luiz Inácio afirmou demagogicamente que o País teria de escolher entre “democracia e barbárie” e declarou que “o Brasil não vai para frente” com o que teria sido feito no Banco Master. Na mesma entrevista, criticou o enriquecimento de integrantes do STF em meio à crise provocada pelos contratos e relações revelados pelas investigações sobre o banco.

11h15 – Fachin vota; ministros no centro da crise Master passam pelas urnas
O presidente do STF, Edson Fachin, votou por volta das 11h15 em Brasília. Na véspera, Fachin havia anunciado reunião com a Polícia Federal e dito que as menções a integrantes da casta judiciária encontradas no material apreendido de Daniel Vorcaro deveriam ser investigadas “sem exceção”.
Antes dele, haviam votado Dias Toffoli e o bolsonarista André Mendonça, atual relator do caso Master no Supremo, depois que Toffoli deixou a relatoria em fevereiro em meio a questionamentos sobre suas relações com pessoas ligadas ao banco. Toffoli, ao votar, afirmou que aquele era um momento em que todos os brasileiros seriam “iguais” e chamou o pleito de uma “festa” da democracia.
11h – 421 urnas já haviam sido substituídas; SP chega a 118 trocas
O primeiro boletim oficial do TSE registrou 421 urnas substituídas até as 10h, equivalentes a 0,07% das 499.248 urnas utilizadas. Nenhuma seção havia recorrido à votação manual. São Paulo liderava naquele momento, com 86 substituições, seguido pelo Paraná, com 60. Uma hora depois, o TRE-SP informou que o número de trocas somente no estado havia subido para 118 urnas – 27 na capital e 91 no interior.
10h40 – Zema leva celular à cabine; TRE-MG manda apurar ‘sucessão de equívocos’
O “beliscoso” Romeu Zema (Novo) entrou com o celular na cabine eleitoral ao votar em Araxá (MG). Imagens registraram o candidato à Presidência com o aparelho diante da urna. O uso de celulares dentro da cabine é proibido para impedir o registro do voto e dificultar mecanismos de comprovação utilizados, entre outras coisas, em esquemas de compra de votos. O presidente do TRE-MG, Carlos Henrique Perpétuo Braga, classificou o episódio como uma “sucessão de equívocos” e afirmou que o caso será apurado. Zema alegou que ninguém o advertiu e que levou o aparelho por esquecimento.

9h48 – Poucas filas marcam primeiras horas de votação em diferentes regiões
As primeiras horas da farsa eleitoral foram marcadas por poucas filas em diferentes locais de votação. Às 9h48, a Agência Brasil registrou que, na 6ª Zona Eleitoral, no bairro Paraíso, zona sul de São Paulo, os eleitores votavam rapidamente e a maior parte das seções tinha pouca ou nenhuma fila. Por volta das 9h, o movimento era formado principalmente por idosos e voluntários da eleição.
Registros semelhantes apareceram em Minas Gerais. Na Pampulha, em Belo Horizonte, apenas cerca de 30 pessoas aguardavam a abertura dos portões de um dos locais acompanhados pelo Estado de Minas; até 8h30, a reportagem descrevia pouca movimentação no entorno. Em Divinópolis, outro local de votação amanheceu sem filas. No Alto Tietê, em São Paulo, veículos locais também registraram somente pequenas filas no começo da manhã.
Em Goiânia, o movimento só aumentou ao final da manhã, depois de um início descrito pela imprensa local como de poucas filas. Os registros ainda não permitem calcular a abstenção nacional – dado que só poderá ser conhecido com o avanço da apuração –, mas surgem justamente numa eleição em que o baixo engajamento e o crescimento histórico da abstenção se converteram em preocupação central das máquinas partidárias.

9h13 – Compra de votos abre o domingo da ‘festa da democracia’
Até as 9h, a Polícia Federal havia conduzido 28 pessoas por suspeita de crimes eleitorais, aberto três inquéritos e lavrado seis termos circunstanciados. Entre as principais ocorrências estava a compra de votos, com casos registrados na Bahia, Minas Gerais, Roraima, Acre, Amapá, Distrito Federal, Rondônia, Maranhão e Paraíba. Foram apreendidos R$ 57,3 mil em bens e valores, incluindo R$ 34,2 mil em dinheiro vivo.
No acumulado de 2026, a PF já havia instaurado 1.292 inquéritos relacionados a crimes eleitorais e apreendido mais de R$ 45,6 milhões, dos quais cerca de R$ 30,2 milhões em espécie. Na véspera, 55 suspeitos foram conduzidos à polícia; em Teresina, 18 pessoas foram presas numa operação contra compra de votos e, em Alagoas, um homem foi detido com quase R$ 1 milhão em dinheiro e material de campanha.
8h50 – Flávio Bolsonaro tenta enganar o povo falando em ‘voto de revolta’
Flávio Bolsonaro (PL) votou às primeiras horas da manhã em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Depois de deixar a seção, afirmou que pesquisas internas de sua campanha indicariam um movimento de “voto de revolta” em seu favor. Assim, “Rachadinha” procura canalizar para a extrema direita o descontentamento real das massas com a velha política. Ao acompanhar a votação da esposa Flávio foi recebido com gritos sobre a “rachadinha” e Daniel Vorcaro.

8h – Urnas abrem com campanhas assombradas pela abstenção crescente
As seções eleitorais abriram às 8h, pelo horário de Brasília. Segundo o TSE, 158.745.463 pessoas estão cadastradas para votar até as 17h. O número formal de eleitores cresceu 1,46% em comparação com 2022; o problema para as siglas do Partido Único das classes dominantes, porém, é saber quantos deles efetivamente aparecerão.
A taxa de abstenção no primeiro turno passou de 16,8% em 2006 para cerca de 20,8% em 2022, trajetória ascendente que se tornou um dos principais fatores de incerteza desta eleição. Na véspera, as duas campanhas principais montaram estratégias para reduzir ausências; Luiz Inácio insistiu particularmente no comparecimento dos maiores de 70 anos e dos setores mais pobres, entre os quais a abstenção costuma ser maior.

ACERCA DEL CORRESPONSAL
REDACCIóN CENTRAL
Prensa Mercosur es un diario online de iniciativa privada que fue fundado en 2001, donde nuestro principal objetivos es trabajar y apoyar a órganos públicos y privados.
- ★Bolivia — Incendios se descontrolan y generan preocupación en barrios de la ciudad de Tarija
- ★Bolivia — Cobraban hasta $us 500.000 para proteger a Marset: Mariaca, Irusta, Zeballos y Aparicio están imputados por dos delitos
- ★Elecciones municipales: Polémica por cámaras en locales de votación en Pedro Juan Caballero
- ★Temporal afectó a barrios de San Lorenzo con intensa granizada
- ★CORPOELEC brindó asesoría a comercios en Punto Fijo

