
247 – O governo federal adiou a reunião com representantes de clubes de futebol que estava prevista para esta terça-feira (29) e discutiria os impactos da proibição das bets no país. A nova data ainda não foi definida.
Segundo o governo, a mudança ocorreu devido à proximidade do encontro e à disponibilidade dos horários de voos para o deslocamento dos participantes.
A nova data e o horário serão definidos posteriormente e comunicados à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que ficará responsável por informar os clubes e as Federações Estaduais de Futebol.
Governo quer discutir impactos para os clubes
A reunião foi articulada pelo ministro do Esporte, Paulo Henrique Perna Cordeiro, após a reação dos clubes à medida provisória que determinou o fim das plataformas de apostas de quota fixa.
A intenção do governo é ouvir as demandas das equipes e avaliar alternativas para evitar possíveis prejuízos decorrentes do encerramento dos contratos firmados com empresas de apostas.
Também devem participar representantes dos ministérios do Planejamento, da Fazenda e da Casa Civil. A medida provisória que proíbe sites e aplicativos de bets foi publicada na sexta-feira (25).
Pelas regras estabelecidas, as empresas terão até 6 de outubro para deixar de operar. Os apostadores poderão resgatar os valores ainda disponíveis nas plataformas até 5 de outubro.
Patrocínios de bets somaram R$ 1,1 bilhão
O fim das plataformas de apostas também afeta uma das principais fontes de receita obtidas pelos clubes nos últimos anos: os contratos de patrocínio.
Segundo levantamento da Sports Value, as empresas de apostas pagaram R$ 1,143 bilhão em patrocínios aos 20 clubes de maior receita do país em 2025.
Com o encerramento das operações das bets, os contratos firmados entre as empresas e os clubes passam a ser um dos principais pontos de discussão.
O encontro que estava previsto para esta terça-feira (29) deveria tratar justamente dos possíveis impactos financeiros para as equipes e das alternativas diante do fim dos acordos de patrocínio.
Governo também quer criminalizar apostas ilegais
Além da medida provisória que proíbe as plataformas, o governo enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei para criminalizar a exploração, a operação e a divulgação de apostas de quota fixa após a proibição do setor.
A proposta ainda precisa ser aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente da República para entrar em vigor.
Pelo texto enviado aos parlamentares, explorar ou operar apostas de quota fixa, por qualquer meio, passará a ser crime, com pena de reclusão de quatro a seis anos, além de multa.
A punição também será aplicada nos casos em que o responsável tenha autorização de uma autoridade estrangeira.
https://www.brasil247.com/brasil/governo-federal-adia-reuniao-com-clubes-de-futebol-sobre-fim-das-bets/
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