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A proximidade de uma nova edição del Rock in Rio levou o G1 a revisitar os grandes momentos vividos no festival nos últimos 15 anos e selecionar cinco apresentações que ficaram especialmente marcadas pela repercussão, pela qualidade artística e pela resposta do público. A seleção percorre diferentes edições do evento e mostra como o festival deixou de ser apenas uma sequência de grandes nomes internacionais para se transformar também em um espaço de experiências musicais que permanecem na memória do público.
Entre os critérios considerados estão o impacto da apresentação, a performance dos artistas, a reação da plateia e a importância daquele show dentro da própria história do Rock in Rio. O resultado também evidencia a diversidade do festival, que nas últimas edições ampliou consideravelmente a presença de pop, música brasileira, hip-hop e outros gêneros ao lado do rock.
Um dos aspectos mais interessantes da retrospectiva é justamente a dificuldade de estabelecer uma lista definitiva. O Rock in Rio acumulou apresentações de artistas como Coldplay, Foo Fighters, Iron Maiden, Guns N’ Roses, Green Day, Beyoncé, Pink, Rihanna, Bruce Springsteen e Stevie Wonder, entre muitos outros. Levantamentos anteriores do próprio G1 também mostraram como algumas dessas apresentações se destacaram nas avaliações de jornalistas e do público.
O festival, criado por Roberto Medina, voltou ao Rio de Janeiro em 2011 depois de uma década sem edição brasileira. Desde então, tornou-se um dos principais eventos musicais do calendário internacional e passou a reunir, em cada edição, dezenas de atrações distribuídas por diferentes palcos.
Os shows que entraram para a história
A retrospectiva do G1 recupera apresentações que se destacaram não apenas pela fama dos artistas, mas pelo que aconteceu sobre o palco. Em alguns casos, foram performances tecnicamente impressionantes; em outros, a conexão com o público transformou o espetáculo em um dos momentos mais comentados daquela edição.
Coldplay aparece entre os nomes mais importantes dessa história recente. A banda britânica esteve no Rock in Rio em diferentes oportunidades e conseguiu construir uma relação particularmente forte com o público brasileiro. A apresentação de 2022, por exemplo, foi uma das mais celebradas daquela edição, embora tenha ficado atrás de Green Day no ranking elaborado pelo G1 naquele ano.
O grupo liderado por Chris Martin também havia realizado uma apresentação marcante em 2011. O retorno em 2022 mostrou como a banda conseguiu ampliar seu espetáculo, utilizando recursos visuais, iluminação e interação com o público em uma produção que ultrapassava a execução das músicas.
Outro nome frequentemente associado aos grandes momentos do festival é Foo Fighters. A banda de Dave Grohl já havia sido apontada entre os destaques de edições anteriores e voltou a ganhar enorme repercussão em 2019. Naquela edição, o grupo foi considerado por avaliações independentes um dos melhores shows do festival.
A apresentação do Foo Fighters chamou atenção principalmente pela energia do vocalista e pela capacidade da banda de dialogar simultaneamente com diferentes gerações. O repertório reuniu sucessos de várias fases da carreira e transformou o Palco Mundo em um grande espaço de celebração do rock.
Iron Maiden também ocupa uma posição especial na história recente do Rock in Rio. A banda britânica esteve em diferentes edições e construiu uma relação muito particular com o público brasileiro. Em 2019, sua apresentação foi considerada um dos pontos altos do festival, com destaque para a cenografia, os efeitos visuais e a teatralidade característica da banda.
A força do Iron Maiden no Brasil também aparece nos levantamentos históricos. O grupo teve três participações destacadas entre as edições analisadas pelo G1, atrás apenas de Guns N’ Roses e de alguns artistas que acumularam presença em diferentes anos.
Outro gigante que aparece constantemente quando se fala nos grandes momentos do festival é Guns N’ Roses. A banda esteve no Rock in Rio em 2011 e 2017 dentro do período analisado, além de participações anteriores. O levantamento histórico realizado pelo G1 mostrou que Guns N’ Roses é uma das bandas mais citadas nas avaliações de grandes shows do festival.
A relação entre o grupo e o público brasileiro é antiga. A primeira participação ocorreu em 1991, quando a banda ainda estava no auge de sua explosão mundial. A apresentação daquele ano permanece entre os grandes capítulos da história do festival e ajudou a consolidar a relação entre Axl Rose e o público brasileiro.
Um festival que mudou de perfil
A lista também precisa ser compreendida dentro de uma transformação maior do Rock in Rio. Nas primeiras décadas, o evento era identificado principalmente com o rock e o heavy metal. Com o passar dos anos, o festival ampliou sua programação para incorporar pop, música eletrônica, rap, funk, MPB e outros estilos.
Essa mudança provocou discussões entre os fãs mais tradicionais, mas também permitiu que o Rock in Rio ampliasse sua audiência.
A edição de 2022 é um exemplo claro dessa transformação. Green Day ficou em primeiro lugar entre os melhores shows avaliados pelo G1, enquanto Ludmilla, Ivete Sangalo, Dua Lipa e Racionais também apareceram entre os destaques.
O resultado mostrou que uma grande apresentação não depende necessariamente do gênero musical. A capacidade de construir um espetáculo, estabelecer comunicação com o público e entregar uma performance consistente passou a pesar tanto quanto o estilo do artista.
Essa evolução também explica por que listas de melhores shows podem produzir resultados muito diferentes. Um ranking baseado exclusivamente em rock tende a privilegiar bandas como Iron Maiden, Guns N’ Roses, Foo Fighters e Green Day. Já uma seleção mais ampla pode incluir artistas de pop, música brasileira, rap e outros segmentos.
Um levantamento histórico realizado em 2024 com participação de mais de 150 jornalistas culturais colocou Queen, Beyoncé, Cássia Eller, Stevie Wonder e Prince entre as cinco apresentações mais importantes de toda a história do Rock in Rio.
Essa lista histórica, porém, considera as quatro décadas do festival, enquanto a retrospectiva atual do G1 concentra-se nos últimos 15 anos. A diferença de período explica por que apresentações lendárias da primeira edição, como Queen em 1985, não entram automaticamente na seleção recente.
O peso da memória do público
Um dos elementos mais importantes para compreender o sucesso de um show do Rock in Rio é a capacidade de criar uma memória coletiva. Milhares de pessoas podem assistir ao mesmo espetáculo, mas determinados momentos acabam sendo reproduzidos durante anos em vídeos, fotografias e relatos de fãs.
Foi o que ocorreu com apresentações que tiveram grande impacto visual ou momentos inesperados. A tecnologia também mudou profundamente a experiência do festival. Telões gigantes, iluminação sofisticada, fogos, plataformas, passarelas e recursos de produção transformaram o palco em um espetáculo audiovisual completo.
Essa evolução será ainda mais evidente na edição de 2026. O novo Palco Mundo terá uma estrutura frontal revestida por 2.400 metros quadrados de painéis de LED, criando uma superfície visual muito maior para as apresentações. O festival também terá uma nova configuração do New Dance Order e diferentes experiências espalhadas pela Cidade do Rock.
A edição de 2026 está marcada para os dias 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro, no Parque Olímpico do Rio de Janeiro. Entre os principais nomes confirmados estão Foo Fighters, Avenged Sevenfold, Maroon 5, Demi Lovato, J Balvin, Twenty One Pilots e outras atrações nacionais e internacionais.
O retorno do Foo Fighters é particularmente simbólico porque a banda já está associada a alguns dos grandes momentos do festival. Sua presença permite que uma nova geração de espectadores compare a apresentação de 2026 com as performances anteriores.
Mais do que uma lista de artistas famosos, a retrospectiva mostra como o Rock in Rio construiu uma memória própria ao longo dos últimos 15 anos. Alguns shows ficaram marcados pela qualidade musical, outros pela produção, outros pela interação com o público e alguns pela capacidade de representar uma determinada época.
A importância do festival também pode ser medida pelos números. Segundo dados divulgados pela organização, o Rock in Rio já recebeu mais de 12,3 milhões de visitantes desde 1985 e contou com mais de 4.600 artistas ao longo de suas diferentes edições internacionais.
A edição de 2026 deverá reunir 190 shows e mais de 1.300 artistas, reforçando a dimensão alcançada pelo evento. A Fundação Getulio Vargas estima ainda impacto econômico de aproximadamente R$ 3,36 bilhões para a próxima edição.
Por isso, escolher apenas cinco apresentações é inevitavelmente uma tarefa subjetiva. O que para um fã representa o melhor show pode não produzir o mesmo impacto para outro. Ainda assim, listas como a do G1 ajudam a organizar uma parte da memória do festival e a identificar apresentações que ultrapassaram o simples sucesso de uma noite.
O Rock in Rio chega à edição de 2026 carregando quatro décadas de história e uma coleção de apresentações que se transformaram em referências da música ao vivo no Brasil. A retrospectiva dos últimos 15 anos mostra que o festival continua mudando de perfil, mas mantém uma característica fundamental: a capacidade de transformar grandes shows em acontecimentos coletivos. Agora, com uma nova edição prestes a começar, resta saber quais dos artistas que subirão ao Palco Mundo e aos demais espaços da Cidade do Rock conseguirão entrar na próxima lista de apresentações inesquecíveis.
ACERCA DEL CORRESPONSAL
REDACCIóN CENTRAL
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