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A campanha eleitoral para a Presidência da República começou oficialmente neste domingo (16) em todo o Brasil, abrindo uma nova etapa da disputa que levará os candidatos às ruas, às redes sociais e, posteriormente, ao horário eleitoral gratuito. A partir desta data, os concorrentes podem realizar atos públicos, comícios, caminhadas, carreatas e propaganda na internet, dentro das regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, enquanto um eventual segundo turno ocorrerá em 25 de outubro.
O início formal da campanha ocorre um dia depois do prazo final para que partidos, federações e coligações apresentassem à Justiça Eleitoral os pedidos de registro das candidaturas. A partir de agora, os candidatos podem apresentar publicamente suas propostas e buscar votos, embora a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão só comece posteriormente.
Entre os principais nomes na disputa presidencial, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escolheu São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, para iniciar sua campanha. O local tem forte significado político para o presidente, que construiu sua trajetória sindical na região antes de entrar na política e chegar à Presidência.
Flávio Bolsonaro (PL) iniciou a campanha em Copacabana, no Rio de Janeiro, em um ato destinado a demonstrar força do bolsonarismo. O senador fez críticas ao governo Lula, ao Supremo Tribunal Federal e ao que chamou de “sistema”, além de apresentar temas que deverão ocupar espaço central em sua campanha, como segurança pública, combate ao crime organizado e redução de gastos.
O candidato também utilizou durante o evento uma gravação antiga de seu pai, Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar. A participação simbólica do ex-presidente reforça a estratégia de Flávio de manter a identidade bolsonarista como um dos principais elementos de sua candidatura.
Outro candidato que começou a campanha neste domingo foi Ronaldo Caiado (PSD). O governador de Goiás escolheu municípios do entorno do Distrito Federal para os primeiros atos, região na qual possui uma base política consolidada.
Romeu Zema (Novo) optou por Montes Claros, no norte de Minas Gerais, para marcar o início de sua corrida presidencial. A escolha busca ampliar sua presença em uma área politicamente estratégica e apresentar sua candidatura como alternativa aos dois principais polos da disputa nacional.
Já Renan Santos (Missão), ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL), realizou seu primeiro ato no Largo São Francisco, em São Paulo. O evento também teve caráter simbólico pela relação do candidato com a região e sua trajetória política.
O começo da campanha ocorre em um cenário de disputa ainda aberto. Pesquisas recentes indicam Lula e Flávio Bolsonaro como os nomes mais competitivos neste momento, mas a campanha terá quase sete semanas até o primeiro turno, período suficiente para alterações importantes nas intenções de voto.
A largada oficial também muda o ritmo da comunicação política. Os candidatos passam a poder pedir votos de maneira explícita, divulgar material de campanha e realizar eventos públicos dentro dos limites estabelecidos pela legislação eleitoral. Até então, os partidos estavam submetidos às regras da pré-campanha.
Pelo calendário do Tribunal Superior Eleitoral, a partir de 16 de agosto também estão autorizados comícios, caminhadas, carreatas e distribuição de material gráfico. Os comícios podem ocorrer entre 8h e meia-noite, enquanto caminhadas, carreatas e passeatas podem ser realizadas até as 22h do dia 3 de outubro.
A propaganda eleitoral na internet também está liberada. O TSE estabelece, entretanto, regras específicas para publicidade paga, impulsionamento e utilização de conteúdos digitais. A campanha precisa identificar adequadamente o material eleitoral e respeitar as normas relativas ao uso de dados e à propaganda online.
O horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão ainda não começa agora. Essa etapa terá início mais adiante, dentro do calendário definido pela Justiça Eleitoral, e deverá aumentar significativamente a exposição dos candidatos perante o eleitorado.
A campanha também terá de lidar com uma característica particular das eleições de 2026: a grande quantidade de eleitores que não demonstra identificação permanente com partidos políticos. Esse eleitorado pode ser decisivo na reta final, especialmente em uma disputa presidencial marcada pela polarização entre diferentes projetos políticos.
Para Lula, o desafio será defender os resultados de seu governo e transformar sua vantagem inicial em uma maioria eleitoral. Para Flávio Bolsonaro, a estratégia passa pela consolidação do eleitorado identificado com o legado de Jair Bolsonaro e pela tentativa de ampliar esse apoio para além da base tradicional.
Caiado e Zema, por sua vez, precisam conquistar espaço em um cenário no qual a disputa nacional tende a concentrar grande parte da atenção nos dois polos mais conhecidos. A campanha será fundamental para apresentar suas propostas e tentar alcançar eleitores que não querem votar nem no atual presidente nem em um candidato identificado diretamente com o bolsonarismo.
A partir de agora, a eleição deixa definitivamente a fase de pré-campanha e entra no período oficial de disputa pelo voto. Os candidatos terão até a véspera da eleição para apresentar propostas, organizar atos e disputar a preferência do eleitorado.
O primeiro turno ocorrerá em 4 de outubro, das 8h às 17h no horário de Brasília. Caso nenhum candidato obtenha maioria suficiente para vencer a disputa presidencial, os dois mais votados voltarão às urnas em 25 de outubro.
A abertura oficial da campanha marca, portanto, o início de uma corrida eleitoral que deverá ganhar intensidade nas próximas semanas. Lula, Flávio Bolsonaro, Caiado, Zema e os demais candidatos começam agora a disputar diretamente a atenção do eleitorado, enquanto alianças, pesquisas, debates, propostas econômicas e temas como segurança pública deverão definir o rumo da eleição até outubro.
ACERCA DEL CORRESPONSAL
GILSON DANTAS CARMINI
Gilson Dantas Carmini es periodista brasileño, originario de Goiás, presidente y editor en jefe de Prensa Mercosur y Director General de Radio Mercosur. Su trayectoria está vinculada al periodismo internacional, la integración regional, la geopolítica y los derechos humanos.
Cuenta con un Máster en Desarrollo y Cooperación Internacional y un Doctorado Honoris Causa por la Universidad Internacional México Blanco. También se desempeñó como Director General del Comité Paraguay de la Cámara de Industria y Comercio del Mercosur y las Américas.
Entre sus reconocimientos se encuentran el Micrófono de Oro de la Asociación Nacional de Locutores de México, recibido en 2021, el Doctorado Honoris Causa y el reconocimiento como Amigo de la Niñez y la Adolescencia por Plan Internacional Paraguay. Su labor mantiene especial atención en el Mercosur, las relaciones internacionales y la cooperación regional.
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