
Na noite de quarta-feira (25), a Embaixada da República Dominicana no Brasil reuniu autoridades e convidados para celebrar o Dia da Independência dominicana, data que marca a proclamação da independência do país, em 1844, quando se separou do domínio haitiano. A cerimônia foi aberta com a execução dos hinos nacionais da República Dominicana e do Brasil.
O adido de Defesa da embaixada, capitão de mar e guerra Abel Elías Esmurdoc Romero, lembrou que a mesma data também homenageia Matías Ramón Mella, um dos líderes do movimento independentista, além de celebrar o Dia das Forças Armadas dominicanas, instituídas juntamente com o Ministério da Defesa em 1844. Romero detalhou a organização histórica das Forças Armadas, compostas inicialmente pelo Exército, Armada Nacional e Guarda Cívica, ressaltando a importância estratégica dessas instituições para a consolidação da soberania nacional.
Em seguida, o embaixador da República Dominicana no Brasil, Robert Takata, convidou os presentes a observar um minuto de silêncio em memória das vítimas dos recentes desastres que atingiram a região Sudeste, especialmente o estado de Minas Gerais. O diplomata destacou que a celebração do 182º aniversário da Independência simboliza não apenas a reafirmação da soberania, mas também a maturidade institucional de um país que construiu sua trajetória com responsabilidade e visão de futuro.
Segundo Takata, a independência nunca significou isolamento, mas a consolidação de uma identidade nacional clara, instituições sólidas e capacidade de decisão soberana, aliadas ao compromisso com a cooperação internacional.
Ao longo de quase dois séculos, afirmou, a República Dominicana fortaleceu sua democracia, consolidou o Estado de Direito e desenvolveu uma economia estável e integrada às cadeias globais de valor. Atualmente, o país lidera a atração de investimentos estrangeiros diretos no Caribe e na América Central e é reconhecido como potência turística. O embaixador ressaltou ainda o papel estratégico da nação como hub logístico, conectando América do Norte, América do Sul, Caribe e Europa, com acordos comerciais firmados com 49 países, que garantem acesso preferencial a mais de um bilhão de consumidores.
Takata lembrou que, em abril, Brasil e República Dominicana celebrarão 115 anos de relações diplomáticas, marco que evidencia a solidez de uma parceria madura e construtiva, baseada em valores democráticos, vocação regional e compromisso com o desenvolvimento sustentável. Embora o comércio bilateral seja dinâmico, destacou que ainda há espaço para diversificação, especialmente nos setores de infraestrutura, energia, agroindústria, turismo, economia digital e inovação.
O embaixador enfatizou também o papel da cultura como ponte entre os povos, observando que a música e as expressões artísticas aproximam sociedades antes mesmo da formalização de vínculos diplomáticos. Dirigindo-se à comunidade dominicana residente no Brasil, afirmou que os integrantes da diáspora representam o país com trabalho, talento e dignidade, sendo motivo de orgulho nacional.
Ao encerrar sua fala, reforçou o apelo à cooperação mútua: “Nossa amizade é sólida e tende a se fortalecer, promovendo a integração regional e a união em um mundo desafiador. Viva a República Dominicana! Viva o Brasil! Viva a amizade entre os povos!”
Representando o Ministério das Relações Exteriores, a secretária de América Latina e Caribe, embaixadora Gisela Padovan, destacou os laços históricos entre os dois países. “Estamos reunidos para celebrar os 182 anos da independência da República Dominicana e os 115 anos de amizade com o Brasil. É um país que honra, em seu panteão de heróis, as irmãs Irmãs Mirabal, símbolos da luta pelos direitos humanos e pela democracia”, afirmou.
Padovan ressaltou o desempenho turístico dominicano, que recebe cerca de 12 milhões de visitantes por ano, e a riqueza cultural expressa em ritmos como o merengue e a bachata, amplamente difundidos na música latino-americana. A diplomata enfatizou ainda o valor histórico da liberdade e a responsabilidade compartilhada de cada geração em preservá-la.
Ela recordou que as relações diplomáticas tiveram início com a abertura de um consulado honorário, em 1911, seguida pela instalação de uma legação, em 1940, e pela criação da embaixada, em 1943. Destacou, por fim, a cooperação em áreas estratégicas como agronegócio, biocombustíveis, alimentação escolar e combate à fome, além da parceria econômica bilateral, que registra intercâmbio próximo de US$ 1 bilhão, com potencial de maior equilíbrio comercial, inclusive por meio de entendimentos entre o Mercosul e a República Dominicana.
*É permitida a reprodução, desde que citada a fonte.
Elna Souza
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