O vice-ministro das Relações Exteriores de Cuba, Carlos Fernández de Cossío, afirmou que a política dos Estados Unidos contra o país segue sendo “implacavelmente agressiva” e tem impactos diretos no cotidiano da população cubana. As declarações foram feitas durante encontro com jornalistas nacionais e estrangeiros credenciados na ilha.
Segundo o diplomata, a postura de Washington é resultado da dificuldade de setores influentes da elite política norte-americana em reconhecer o direito de Cuba à independência e à autodeterminação. Ele ressaltou que essa política, mantida por quase 70 anos, afeta áreas essenciais como alimentação, saúde e energia.
Cossío destacou que o bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos foi intensificado recentemente, incluindo um “boicote efetivo à energia” desde 29 de janeiro, que teria impedido a chegada de combustíveis ao país por meses. Apesar disso, afirmou que Cuba não está sujeita a sanções internacionais nem a medidas punitivas no âmbito das Nações Unidas.
O vice-ministro também argumentou que a política norte-americana enfrenta isolamento internacional, citando votações recorrentes na Assembleia Geral da ONU contra o embargo. Segundo ele, a comunidade internacional, em sua maioria, se posiciona contra as restrições impostas a Cuba.
Ao abordar as relações bilaterais, Cossío afirmou que Havana mantém disposição para dialogar com os Estados Unidos, desde que com base no respeito mútuo e no direito internacional. No entanto, deixou claro que o sistema político cubano não está em negociação.
“O sistema político cubano não é objeto de negociação, nem o cargo de qualquer dirigente do país”, afirmou, rechaçando especulações sobre possíveis exigências envolvendo o presidente Miguel Díaz-Canel.
Sobre eventuais conversas recentes entre os dois países, o vice-ministro disse que os detalhes são tratados com discrição, mas reiterou que o diálogo é a única via possível para resolver divergências. Ele também apontou que, em negociações anteriores, Cuba cumpriu seus compromissos, enquanto os Estados Unidos teriam descumprido acordos.
Cossío destacou ainda que existem temas de interesse comum que poderiam avançar em um cenário de cooperação, como o combate ao narcotráfico, ao crime organizado e ao terrorismo, além de possibilidades comerciais entre os dois países.
Ao comentar a relação com o Canadá, o diplomata afirmou que se trata de uma parceria estável e positiva, incluindo cooperação econômica e fluxo turístico. Ele avaliou como importante a ajuda internacional recebida por Cuba, mas ressaltou que o país precisa, sobretudo, de liberdade para comerciar sem interferências externas.
Por fim, o vice-ministro reiterou que Cuba não considera os Estados Unidos um inimigo e não representa ameaça ao país. Segundo ele, o objetivo de Havana é estabelecer uma relação respeitosa, sem imposições ou tentativas de interferência em sua soberania.
*Com informações do Ministério das Relações Exteriores de Cuba.
Diplomacia Business
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