A Finlândia iniciou o planejamento para reintroduzir minas antipessoais em seu arsenal de defesa após a saída formal da Convenção de Ottawa, que entrou em vigor em 10 de janeiro de 2026. A decisão foi anunciada pelo ministro da Defesa, Antti Häkkänen, e está baseada em uma reavaliação das necessidades de segurança do país diante do agravamento do cenário estratégico europeu.
Segundo o Ministério da Defesa, a medida decorre das lições aprendidas com a guerra na Ucrânia, iniciada pela invasão russa em 2022. Para Häkkänen, o conflito demonstrou que a infantaria tradicional continua sendo decisiva em guerras terrestres, apesar dos avanços tecnológicos. “As operações terrestres da Rússia na Ucrânia mostram a disposição de empregar infantaria independentemente das perdas. Drones e novos sistemas não substituíram completamente as armas convencionais”, afirmou.
A retirada da Convenção de Ottawa foi aprovada pelo Parlamento finlandês em junho de 2025, com 157 votos favoráveis e 18 contrários. Durante o período de transição, a Finlândia permaneceu vinculada às obrigações do tratado. Com a saída agora efetivada, também entrou em vigor a revogação da criminalização do uso, armazenamento e produção de minas antipessoais na legislação nacional.
O ministro anunciou que o país iniciará imediatamente o treinamento de recrutas e reservistas no manuseio desse tipo de armamento, além de dar início à produção nacional. De acordo com Häkkänen, a autossuficiência é essencial para a segurança do abastecimento militar. “A Finlândia possui a expertise necessária para produzir e desenvolver minas inteligentes de última geração. Iniciaremos em breve um diálogo com a indústria de defesa”, disse.
A expectativa do governo é que as minas antipessoais sejam adquiridas majoritariamente de fornecedores finlandeses, como parte de um processo mais amplo de modernização das capacidades de defesa, buscando a solução mais econômica possível.
Apesar da decisão, o governo reforçou o compromisso com o direito internacional humanitário. As Forças de Defesa da Finlândia afirmaram que o planejamento e o uso de minas antipessoais seguirão rigorosamente o direito dos conflitos armados, em especial a Convenção sobre Certas Armas Convencionais e o Protocolo II Alterado. A doutrina nacional de contramobilidade prevê que as minas sejam cuidadosamente planejadas, documentadas e armazenadas, sendo empregadas apenas em situações excepcionais.
*Com informações do Governo da Finlândia.
Diplomacia Business
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