
A economia global caminha para um período de crescimento mais lento, aumento das pressões fiscais e volatilidade persistente. A projeção é de que o PIB mundial avance apenas 3,1% em 2026, enquanto a dívida pública global deve ultrapassar 100% do PIB até 2029. O comércio internacional também cresce abaixo das médias históricas, limitando o dinamismo econômico.
Nesse contexto adverso, o setor de viagens e turismo desponta como um dos poucos capazes de gerar impacto econômico imediato. Historicamente resiliente, o turismo costuma se recuperar mais rápido após grandes choques e atua como amortecedor anticíclico, absorvendo trabalhadores afetados por mudanças estruturais e pela automação.
Além de seu peso macroeconômico, o turismo se destaca pelo caráter inclusivo. Cerca de 80% do valor gerado pelo setor beneficia diretamente pequenas e médias empresas e comunidades locais, distribuindo renda de forma mais ampla e rápida do que a maioria das atividades econômicas. Em um cenário de déficit global de mão de obra no turismo e forte potencial de criação de empregos até 2035, o setor se torna estratégico para ampliar oportunidades para jovens e mulheres.
O turismo também exerce papel relevante na coesão social e na diplomacia cultural, ao promover o contato entre povos em um momento de aumento das desigualdades e tensões geopolíticas. Para sustentar esse potencial, a tecnologia assume papel central. A digitalização e o uso de inteligência artificial podem elevar a produtividade, reduzir gargalos operacionais e melhorar a experiência dos viajantes, sem substituir a dimensão humana da atividade.
Apesar disso, especialistas apontam a necessidade de ampliar investimentos em infraestrutura, sobretudo em destinos emergentes, que concentram grande parte do potencial de crescimento, mas recebem parcela reduzida do capital global.
A experiência da Arábia Saudita ilustra como o turismo pode ser tratado como infraestrutura econômica estratégica. O país já superou metas de visitantes previstas para 2030 e vem realizando investimentos bilionários em conectividade, destinos sustentáveis, plataformas digitais e capacitação profissional. O resultado tem sido a geração de empregos, o fortalecimento de pequenas empresas e a diversificação econômica regional.
Em um cenário internacional marcado por incertezas, o turismo se consolida como instrumento de estabilidade econômica, integração global e prosperidade compartilhada, deixando de ser atividade complementar para ocupar posição central nas estratégias de desenvolvimento.
*Com informações do Fórum Econômico Mundial.
Diplomacia Business
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