
O ex-presidente do Banco Central do Paraguai, Carlos Dagoberto Carvallo, vive um momento delicado ao enfrentar um processo que envolve crimes de quebra de confiança e outras irregularidades ligadas à intervenção no Ueno Bank. Em depoimento ao Ministério Público, Carvallo expressou preocupações sobre sua segurança pessoal, solicitando medidas de proteção aos investigadores. A afirmação de medo foi corroborada com um pedido formal para que os encargos da investigação levassem em consideração sua integridade física.
O juiz Humberto Otazú, responsável pelo caso, atendeu ao pedido de Carvallo e determinou sua transferência para a Agrupación Especializada, uma unidade policial que oferece maior segurança. Desde sábado, Carvallo se encontra sob custódia nesse local, após ter renunciado ao cargo. Enquanto isso, outros executivos do Ueno Bank estão em prisão preventiva no Centro Nacional de Detenção, o antigo presídio de Tacumbú, em condições similares.
Durante sua audiência, Carvallo optou por não fornecer detalhes específicos sobre as ameaças recebidas, restringindo-se a reiterar suas preocupações pelo que poderia lhe acontecer. O ex-presidente do BCP é investigado, junto com Santiago Peña, ex-presidente da República, em um processo que aponta para uma série de irregularidades que culminaram na intervenção do banco. Os crimes que Carvallo deve responder incluem lesão de confiança, administração em benefício próprio e a falsificação de documentos públicos. Segundo o Ministério Público, a conduta de Carvallo seria evidenciada pela omissão de documentos cruciais para a revelação da real situação financeira do Ueno Bank.
Recentemente, o banco fechou suas portas, bloqueando o acesso dos clientes às suas contas, o que resultou em uma crise profunda no comércio paraguaio. Muitos cidadãos ficaram impossibilitados de realizar transações básicas, levando a protestos em Assunção. Essa situação levou à prisão preventiva de oito executivos do banco e à subsequente renúncia de Carvallo e de dois diretores da autoridade monetária.
A crise se agravou a ponto de provocar um impeachment de Santiago Peña, o que resultou em sua detenção, evidenciando a gravidade da situação financeira e política no Paraguai. O desfecho desta crise continua a mobilizar o país e a gerar tensões nas esferas política e econômica.
ACERCA DEL CORRESPONSAL
REDACCIóN CENTRAL
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