
A secretária de Estado da Habitação, Patrícia Gonçalves Costa, diz que ainda não recebeu qualquer pedido de reunião da parte da Acampada de Lisboa ou da Acampada do Porto, mas garante que tem a “porta aberta”.
À Renascença, depois de uma noite marcada por cargas policiais e de acusações de falta de diálogo durante manifestações pelo direito à habitação, a representante do Governo garante que está disponível para ouvir as preocupações de quem está na rua, tal como afirmou este domingo o ministro da Administração Interna, Luís Neves.
“Desde abril de 2024, todas as reuniões que me foram endereçadas, os pedidos de reuniões que me foram endereçadas, todas foram respondidas”, garante, defendendo que a própria pede reuniões com associações do setor, de proprietários e de inquilinos, além de municípios e outros movimentos.
“Uma política tão abrangente como esta não se faz sozinha nem fechada em gabinetes, faz-se no terreno e com todos”, acrescenta.
Questionada diretamente sobre se algum dirigente da Acampada de Lisboa ou da Acampada do Porto pediu para ser ouvido, respondeu: “Não.”
Patrícia Gonçalves Costa defendeu também que o debate seja feito “sem ruído” e que as reuniões com partes interessadas são também importantes “para que as pessoas saibam o que é que se está a fazer e o que é que se tem feito para reverter a crise habitacional”.
“As reuniões têm sempre estes dois lados, por um lado ouvir o que se traz de novo e por outro lado haver a oportunidade também de partilhar o que está a ser feito e qual é o foco”, avançou a secretária de Estado.
Organização da acampada admite encontro: “É para isso que estamos aqui”
Em declarações à Renascença, durante a manifestação deste domingo à noite no Rossio, Bruno Cancelinha, um dos porta-vozes da acampada de Lisboa, mostra abertura para o encontro.
“Sim, queremos ser ouvidos e é para isso que estamos aqui”, responde o organizador.
Bruno Cancelinha pergunta ao Governo se há disponibilidade para ouvir certas “reivindicações seriamente”, e elenca-as: deixar cair a nova lei das rendas, ampliar o parque público habitacional e impôr o tecto às rendas.
As declarações surgem depois de duas marchas este sábado que começaram pacíficas no Porto e em Lisboa, com cerca de mil pessoas no Porto e três mil na capital, segundo fonte policial, e que terminaram em cargas policiais sobre os manifestantes, já depois das 4h30 da madrugada de domingo.
O balanço é de 13 detidos, segundo a PSP, e de dezenas de feridos, com números que variam consoante a fonte: seis em Lisboa e 40 no Porto, segundo as acampadas, e 13 polícias feridos nas duas cidades. O INEM assistiu nove pessoas em Lisboa e 16 no Porto, todas com ferimentos ligeiros. No Porto, um polícia à paisana chegou a apontar uma arma de fogo depois de ser identificado por manifestantes.
Para este domingo, estão previstos novos protestos a partir das 17h em Lisboa e no Porto, contra a violência policial e pela habitação.
Fonte e crédito da imagem: www.rr.pt
https://portaltvportuguesa.com.br/tenho-a-porta-aberta-acampadas-ainda-nao-pediram-reuniao-a-secretaria-de-estado-da-habitacao/
ACERCA DEL CORRESPONSAL
REDACCIóN CENTRAL
Prensa Mercosur es un diario online de iniciativa privada que fue fundado en 2001, donde nuestro principal objetivos es trabajar y apoyar a órganos públicos y privados.
- ★Verifican medidas de seguridad en el Centro Penitenciario Martín Mendoza
- ★Paraguay — Polícia do Paraguai prende brasileiros por golpe contra comerciante
- ★Brasil — Despacho menor tem novas regras na fronteira entre Brasil e Paraguai
- ★Uruguay — Paraguaya gana medalla de plata en vuelta ciclística de Uruguay
- ★Paraguay — Asunción recibe las Finales Nacionales de los Juegos Universitarios del Paraguay 2026



















